{AC}30 de maio de 2020// 11:00
Vídeoficina de ilustração com Paulo Alves inserida nos Cadernos de Viagem de Abrantes.
Cadernos de Viagem de Abrantes
Desenho, Literatura, Fotografia, Vídeo, Jornalismo, Multimédia.
Uma iniciativa do Município de Abrantes com a colaboração da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitetos - Secção Regional do Sul.
Local de realização: Biblioteca Municipal António Botto, escolas e outros espaços do concelho de Abrantes.
Comissário: Eduardo Salavisa.
À semelhança dos “Carnets de Voyage” de Clermont-Ferrant, os Cadernos de Viagem de Abrantes são um espaço de encontro e de fusão do desenho com a escrita de viagens e outras artes como a fotografia e o vídeo.
Abrantes, cidade mais central de Portugal, lugar ideal de partida e de chegada, ou destino a descobrir em si mesma, é desde 2015 palco de exposições de desenhos e cadernos de viagem, oficinas e masterclasses, desenhos, literatura, fotografia, vídeo, jornalismo e multimédia, apresentações e lançamentos de livros, feira do livro de viagens e residência artística com um desenhador e um escritor.
QUEBRAOficina de desenho de campo
O desenho de campo é uma das formas mais básicas, mas efetivas de recolha de informação para a ilustração. Numa sociedade em que a recolha de imagens é imediata, através da tecnologia a que todos temos acesso, esquecemo-nos de olhar e reter aquilo que se encontra à nossa volta. A informação fica guardado no ecrã de um telemóvel para ver mais tarde, em casa...
Nesta oficina contrariamos essa tendência e focamo-nos naquilo que nos rodeia, procuramos entender e conhecer os detalhes do tronco de uma árvore, o modo de voo de uma ave, as reentrâncias de uma parede. E passaremos essa informação para o caderno de esboço, estabelecendo uma relação completamente diferente com o que nos rodeia.
Paulo Alves
Nasceu em Abrantes em 1989.
Em criança desenvolveu uma enorme paixão pelo meio natural. Aos 12 anos comprava os seus primeiros binóculos e saía de casa para observar aves, motivado pela curiosidade de saber mais e mais sobre a ornitologia. Iniciava-se assim na prática do birdwatching…
Esse fascínio pelos seres alados juntou forças com a aptidão para o desenho e, enquanto devorava livros ilustrados pelos seus artistas prediletos, dava os primeiros traços a carvão e só mais tarde usou a cor, tendo a aguarela e o acrílico como meios artísticos preferenciais.
Atualmente, para além de ilustrador freelancer, trabalha como consultor ambiental em projetos de conservação e monitorização de aves migradoras que já o levaram a países como o Egito, a Indonésia ou o Djibuti.

