Programação Virtual
| Este é o vosso novo espaço da Biblioteca Municipal António Botto, onde vamos promover diversas ações em meio digital, com a presença das nossas técnicas, animadoras e mediadoras de leitura que “vão entrar nas vossas casas” e dar continuidade às sessões de animação e promoção da leitura a que vos habituámos no nosso espaço físico. Com este novo meio digital, que pomos à disposição de todos, queremos manter uma ligação estreita com os utilizadores da Biblioteca Municipal e a outros que se queiram juntar, para o entretenimento e acesso à cultura, em casa e com vista a minimizar o impacto provocado pela situação de isolamento social, devido ao COVID-19. | Ações à distância que vão ocupar o tempo de toda a família, com algumas atividades de agenda transmitidas em direto e disponíveis para todos on-line, ou com a possibilidade de assistir também a eventos promovidos por autores e editores. Aqui e também no Facebook da Câmara Municipal e canal de Youtube, vai ser possível aceder a uma programação virtual, com atividades de animação e promoção da leitura, recorrendo ao vídeo-books, ou ainda a assistir a espetáculos, mas também à Bebeteca ao Sábado, às Horas do conto e Animação de leitura, ou ainda encontrar algumas sugestões de leitura. |
HORAS DO CONTO E ANIMAÇÕES DE LEITURA
A biblioteca ao sábado
11 de abril de 2020 // 11:00 - Com base no livro Corações aos milhões
| 11 de abril de 2020// 11:00 - Com base no livro Corações aos milhões, de Joana M. Lopes (escritora) e Catarina Correia Marques (ilustradora), da editora Livros Horizonte.
Atividade de promoção do livro e da leitura. História lida por Sílvia Rodrigues.
No 2º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras. Projeto de abordagem intergeracional de promoção da leitura, da iniciação à formação de mediadores. Para crianças, pais, avós, outros familiares, bem como os vizinhos e amigos da leitura. Através de ateliês multidisciplinares onde a palavra é o ponto de partida ou de chegada, os participantes exploram as diferentes linguagens artísticas e de comunicação. | Joana M. Lopes Joana M. Lopes nasceu em 1984. Licenciada em Animação Cultural e mestre em Animação Artística, é autora de vários livros infantojuvenis, Cabeça de Andorinha (2019), Marcelo, o presidente (2018) Corações aos milhões (2018), Manuel o menino com asas de livros (2018, obra integrada no Plano Nacional de Leitura), O que tem a barriga da mãe? (2016), De onde vêm as bruxas? (2015, obra vencedora do Prémio de Literatura Infantil do Pingo Doce). A vida de um homem que perseguia poemas é o seu primeiro romance.
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03 de maio de 2020 // 11:00 - Dia da Mãe. Com base no livro Coração de mãe
| 03 de maio de 2020// 11:00 - Dia da Mãe. Com base no livro Coração de mãe, de Isabel Minhós Martins (escritora) e Bernardo P. Carvalho (ilustrador), da editora Planeta Tangerina.
Atividade e oficina de promoção do livro e da leitura, por Sílvia Rodrigues e Carla Ribeiro, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.
No 2º sábado de cada mês (excecionalmente domingo, dia 3 de maio), dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
| Isabel Minhós Martins Nasceu em Lisboa, em 1974, no ano da revolução do 25 de Abril. Quando era pequena queria ser jornalista, arqueóloga ou pediatra. Não foi nenhuma das três, mas gosta muito do que faz. “Para mim, escrever é como escavar: encontramos sempre alguma coisa, às vezes minhocas, às vezes água, pedras, raízes, túneis…um sapato perdido. Gosto de escrever porque quase sempre encontro coisas inesperadas. Gosto de ler pela mesma razão: alguém escavou, escavou, escavou e encontrou alguma coisa que veio mostrar através das palavras.” Estudou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, trabalhou como criativa na área da comunicação para crianças e, mais tarde, com um grupo de amigos, fundou a editora Planeta Tangerina. Alguns dos livros que escreveu foram distinguidos por prémios ou instituições ligadas ao livro para a infância: Catálogo White Ravens, Prémio Andersen, Banco del Libro, Sociedade Portuguesa de Autores (2015), Gustav-Heinemann Friedenspreis (2017), Deutscher Jugendliteraturpreis (2017). Muitos dos seus livros estão publicados noutros países (França, Brasil, Coreia, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda…).
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09 de maio de 2020 // 11:00 - Dia da Europa
| 09 de maio de 2020// 11:00 - Dia da Europa. Com base no livro Histórias e lendas da Europa, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada; ilustrações: Carlos Marques; da Editorial Caminho.
Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sónia Lourenço, bibliotecária, Sílvia Rodrigues e Celeste Santos, animadoras, na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.
No 2º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
Histórias e lendas da Europa Álbum ilustrado com a apresentação de todos os países da Europa e respetivos mapas, indicando a capital e as principais cidades, a superfície, a população, a língua, a moeda e o sistema político. Inclui informações curiosas sobre alguns países, bem como lendas e relatos ilustrativos do espírito de cada povo ou da sua história. | Ana Maria Magalhães
Nasceu em 1946, em Lisboa. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi desde 1969 professora de Português e História no Ensino Preparatório e manteve uma carreira docente muito ativa (participou, por exemplo, na Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991, e, mais tarde, realizou um estudo sobre os jovens e a leitura para o Instituto de Inovação Educacional).
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A bebeteca ao sábado
26 de abril de 2020 // 11:00 - Brincar com a poesia...
A bebeteca ao domingo: ler antes de ser - Brincar com a poesia.
Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Celeste Santos, Carla Ribeiro e Sílvia Rodrigues, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.
No 4º sábado de cada mês (excecionalmente hoje, domingo 26 de abril), dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras. | Brincar com a poesia…
Crianças e pais são convidados a ouvir poesia de poetas portugueses. Através da poesia iremos brincar com as palavras, ouvir sons divertidos, rir e cantar.
FERREIRA, Catarina, 1921- - Brincar também é poesia : poemas de que as crianças gostam. 3ª ed.. Lisboa : Plátano, [s.d.] SOARES, Luísa Ducla, 1939-; CASTRO, Sofia - Lenga lengas. 5ª ed.. Lisboa : Livros Horizonte, 2008. ISBN 978-972-24-0992-6 PUPO, Inês; PRATAS, Gonçalo - Canta o galo gordo : poemas e canções para todo o ano. Lisboa : Caminho, 2008. ISBN 978-972-21-2016-6 SOARES, Luísa Ducla, 1939- - Abecedário maluco. 5ª reimpressão. Porto : Civilização, 2010. ISBN 978-972-26-2181-6 |
23 de maio de 2020 // 11:00 - De que cor é um beijinho
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A bebeteca ao sábado: ler antes de ser - De que cor é um beijinho.
Com base no livro De que cor é um beijinho, de Rocio Bonilla, da editora Jacarandá.
| De que cor é um beijinho Um livro ternamente ilustrado que percorre um mundo de emoções à procura da cor de um beijinho. De que cor é um beijinho, afinal? Ao longo das páginas, Mónica vai tentar descobrir e fazer divertidas associações nas quais todas as crianças se poderão rever. Um álbum para ler e contemplar.
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Outras atividades
02 de abril de 2020// 11:00 - Dia Internacional do Livro Infantil
02 de abril de 2020// 11:00 - Dia Internacional do Livro Infantil
A animadora Celeste Santos escolhe o livro “Segredos” do autor António Mota e ilustração de Marta Torrão e vai-nos aqui contar a história “Trago o mar na minha pasta”. Oiçam com atenção a Celeste. Depois façam por exemplo um resumo da história e contem aos vossos pais, ou porque não em videoconferência aos avós, ou, porque não, façam um desenho para depois partilharem connosco. Fica a dica e esperamos reações vossas em
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| Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Atividades de promoção da leitura Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada.
Este dia é assinalado para chamar a atenção para a importância dos livros e da leitura para a infância. O tema deste ano é “Fome de palavras”, aqui bem representado pela ilustração de André Letria. André Letria (Lisboa, 1973) trabalha como ilustrador desde 1992, tendo já feito também cinema de animação e cenografia para teatro. A par do trabalho publicado, premiado, é ainda editor da Pato Lógico, que fundou em 2010. A longa lista de livros já publicados inclui, entre outros, Lendas do mar, Versos de fazer ó-ó, Os animais fantásticos, Domingo vamos à Luz ou Se eu fosse um livro — todos feitos em parceria com o pai, José Jorge Letria -, mas também Mar, com Ricardo Henriques, e a coleção de livros-harmónio em nome próprio. Chico Buarque, José Luís Peixoto e José Saramago foram alguns autores que André Letria também ilustrou. Com A Guerra, publicado em 2018, recebeu numerosos prémios nacionais e internacionais, destacando-se o Prémio Nacional de Ilustração (DGLAB) em 2019, mas também o Prémio BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães 2019, o BIB Plaque 2019 de Bratislava, o Grande Prémio do Nami Concours 2018, o Little Hakka 2018, etc. No dia dedicado a Hans Christian Andersen, o IBBY Internacional disponibiliza, ele próprio, um cartaz e uma mensagem. Este ano da responsabilidade da Eslovénia, o texto é da autoria do escritor Peter Svetina, e o cartaz foi criado por Damijan Stepančič. https://www.ibby.org/awards-activities/activities/international-childrens-book-day/2020-icbd-sloveni | Fome de palavras (tradução feita a partir das versões inglesa, francesa e espanhola) Na minha terra, os arbustos florescem em finais de abril, início de maio, e logo se enchem de casulos de borboletas. Parecem bolas de algodão ou pedacinhos de algodão doce, mas as crisálidas que ali de desenvolvem devoram folha após folha, até os arbustos ficarem despidos. Quando as borboletas saem destes casulos, iniciam os seus voos delicados, mas os arbustos não são destruídos. E quando chega o Verão, florescem novamente, e assim acontece ano após ano. É isto que sucede ao escritor e ao poeta. São devorados, esvaziados pelas suas histórias ou poemas: quando estes já estão escritos, saem a voar para acabar nos livros e poderem encontrar os seus ouvintes ou leitores. E isto repete-se uma vez, e outra vez. O que acontece aos poemas e às histórias? Conheço um menino que foi operado aos olhos. Depois da cirurgia, teve de ficar duas semanas deitado sobre o lado direito. Durante um mês, não pode ler, não pode ler mesmo nada. Quando ao fim de um mês e meio pegou finalmente num livro, parecia que o livro era uma tigela onde apanhava palavras à colher. Como se as comesse. Como se verdadeiramente as comesse. Conheço uma rapariga que cresceu e é agora professora. Disse-me: coitadas das crianças a quem os pais não leem livros. As palavras nos poemas e nos contos são comida. Não são comida para o corpo: ninguém pode encher o estômago com elas. São comida para o espírito e para a alma. Quando temos fome e sede, o estômago encolhe-se e a boca seca. Procuramos um pedaço de pão, um prato de arroz, de milho, um peixe ou uma banana. Quanto mais fome se tem, mais a atenção diminui, e já não se vê mais nada para lá do pedaço de comida que nos saciaria. A fome de palavras não se manifesta deste modo, mas adquire a forma da melancolia, do esquecimento, da arrogância. As pessoas que sofrem este tipo de fome não percebem que as suas almas tremem de frio e lhes passam ao lado. Uma parte do mundo foge-lhes das mãos sem que disso tenham consciência. Esta fome pode ser saciada com contos e poemas. Mas haverá esperança para aqueles que nunca se alimentaram de palavras para satisfazer a fome? Sim, há. O menino lê quase todos os dias. A menina que já cresceu e se tornou professora lê histórias aos seus alunos. Todas as sextas. Todas as semanas. Se um dia se esquecer, os alunos vão lembrá-la. E quanto ao escritor e ao poeta? Quando chegar o Verão, ficarão novamente verdes. E mais uma vez serão comidos pelas histórias e pelos poemas que escrevem, que voarão em todas as direções, como borboletas. Uma vez, e ainda outra vez. Peter Svetina (n. 1970, Ljubljana, Eslovénia) Tradução: Maria Carlos Loureiro |
14 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A Guerra
| 14 de abril de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. A guerra, de José Jorge Letria (escritor) e André Letria (ilustrador), da editora Pato Lógico. Atividade de promoção do livro e da leitura. Por Celeste Santos.
A guerra | José Jorge Letria
Nasceu em 1951, em Cascais. É escritor, dramaturgo, poeta e jornalista com uma vasta obra publicada, sobretudo para crianças e jovens, desde 1973 traduzida em mais de uma dezena de línguas e premiada em Portugal e no estrangeiro. Também foi autor de canções, de programas de rádio e de televisão. É doutorando em Ciências da Comunicação e presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Autores. Escreveu A guerra, Domingo vamos à Luz, Estrambólicos, De caras, Se eu fosse um livro e as biografias de Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Salgueiro Maia, Aníbal Milhais e Aristides de Sousa Mendes, da coleção Grandes Vidas Portuguesas, uma co-edição Pato Lógico/Imprensa Nacional.
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21 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Histórias à lareira
| 21 de abril de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Histórias à lareira, de Isilda Jana, edição Palha de Abrantes – Associação de Desenvolvimento Cultural. Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sónia Lourenço, bibliotecária, Sílvia Rodrigues e Celeste Santos, animadoras, da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes
Histórias à lareira | Isilda Jana
Nasceu em 1957. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi vereadora da cultura na Câmara Municipal de Abrantes. Foi presidente concelhia do PS de Abrantes. Foi coordenadora do projeto para a instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. É professora na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes.
JANA, Isilda - Histórias à lareira. Abrantes: Palha de Abrantes, 1997. ISBN 972-97135-1-0 |
23 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - O veado florido
| 23 de abril de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com base no livro O veado florido, de António Torrado (escritor) e Manuela Bacelar (ilustradora), Civilização Editora. Atividade de promoção do livro e da leitura no âmbito do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Por Celeste Santos.
| António Torrado Nasceu em Lisboa (1939), mas com raízes familiares na Beira Baixa. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. A sua bibliografia regista atualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY - Internacional Board on Books for Young People. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, "Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil."
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23 de abril de 2020 // 11:30 - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
| 23 de abril de 2020// 11:30 Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Leituras partilhadas dos vencedores do Abrantes a ler: Concurso Municipal de Leitura. Atividade de promoção do livro e da leitura orientada por Sónia Lourenço, bibliotecária na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes. 1.º ciclo do ensino básico – A vida íntima de Laura, de Clarice Lispector, da editora Relógio D´Água.
| Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril e pretende promover o livro, os autores, os ilustradores e os editores. Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em abril de 1616. Para celebrar este dia, as bibliotecas públicas promovem inúmeras atividades para públicos variados e de natureza diversa, que pretendem celebrar o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores. Cartaz comemorativo
Abrantes a ler: Concurso Municipal de Leitura |
28 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A árvore generosa
| 28 de abril de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A árvore generosa, de Shel Silverstein, da editora Bruaá
Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sónia Lourenço, bibliotecária, Celeste Santos e Sílvia Rodrigues, animadoras, da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.
Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais. | A árvore generosa
Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer, ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição. Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético, na sobriedade narrativa e ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein.
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01 de maio de 2020 // 1.º de maio de 1974 em Abrantes. Vídeo de Carlos Madeira
01 de maio de 2020 // 1º de maio de 1974 em Abrantes. Vídeo de Carlos Madeira, em versão da Biblioteca Municipal António Botto
01 de maio de 2020 // 1º de maio de 1974 em Abrantes. Fotos de Fernando Correia
05 de maio de 2020 // 11:00 - Dia Mundial da Língua Portuguesa - Padre António Vieira
| 05 de maio de 2020// 11:00 Dia Mundial da Língua Portuguesa - Padre António Vieira
Floresça, fale, cante, oiça-se e viva a portuguesa língua
| Este vídeo contém excertos das seguintes obras do Padre António Vieira: Sermão de Santo António aos Peixes Sermão da sexagésima Carta ao Padre provincial do Brasil Carta à Câmara do Pará Carta a D. João IV Sermão do Espírito Santo Sermões
Patrocínio: Município de Abrantes |
07 de maio de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Com o Tempo
| 07 de maio de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com o tempo, de Isabel Minhós Martins, com ilustrações de Madalena Matoso, da editora Planeta Tangerina.
Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Celeste Santos, animadora na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes. Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.
Com o tempo | Isabel Minhós Martins
Nasceu em Lisboa, em 1974, no ano da revolução do 25 de Abril. Quando era pequena queria ser jornalista, arqueóloga ou pediatra. Não foi nenhuma das três, mas gosta muito do que faz.
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12 de maio de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Uma história pequenina
| 12 de maio de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com base no livro de António Botto - O livro das crianças - “Uma história pequenina”
Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Celeste Santos, animadora na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes. Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais. | O livro das crianças
“Uma história pequenina”
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19 de maio de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Histórias de ir à bola
| 19 de maio de 2020// 11:00 Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com base no livro Histórias de ir à bola, de José Jorge Letria (escritor) e Joana Quental (ilustradora), da editora Ambar.
Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sílvia Rodrigues e Carla Ribeiro, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes. Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.
Em pequenas narrativas, construídas a partir de um discurso muito acessível, repletas de humor e de vocábulos resgatados à gíria futebolística, as surpresas sucedem-se: um árbitro que engole um apito; um cão chamado Pelé que marca um golo; um torneio organizado por Anjos e Diabos; e ainda, um célebre almoço entre uma Águia, um Leão e um Dragão, indignados com a forma abusiva como eram usados nos emblemas de três clubes. Estas divertidas histórias sobre futebol, nove no total, são uma forma de partilhar momentos únicos com os amigos e os mais crescidos. Aqui o humor é rei. A bola, o apito do árbitro e até os animais que servem de símbolo a alguns grandes clubes aparecem como personagens principais. Neste livro, todos participamos no torneio da boa disposição e na festa do futebol, aprendendo também coisas mais sérias com o riso de uma grande jornada. | José Jorge Letria Ficcionista, mas também jornalista, poeta, dramaturgo. Nasceu em Cascais, em 1951, onde foi vereador da Cultura entre 1994 e 2002. Tem livros traduzidos em mais de uma dezena de idiomas e foi premiado em Portugal e no estrangeiro, destacando-se dois Grandes Prémios da APE, o Prémio Aula de Poesia de Barcelona, o Prémio Internacional UNESCO, o Prémio Eça de Queiroz – Município de Lisboa e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O Fantasma da Obra. Ao lado de nomes como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos mais destacados cantores políticos portugueses, tendo sido agraciado, em 1997, com a Ordem da Liberdade. É mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e pós-graduado em Jornalismo Internacional. Doutorou-se com distinção em Ciências da Comunicação no ISCTE, em Setembro de 2017. É presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e do Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC. É coautor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
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21 de maio de 2020 // A Tempestade - Por Ana Mourato
A tempestade - Florença Seyvos e Claude Ponti. L'école des Loisirs - Vídeo por Ana Mourato
22 de maio de 2020 // 11:00 - Entre nós e as palavras com a escritora Joana Bértholo
| 22 de maio de 2020// 11:00 Entre nós e as palavras com a escritora Joana Bértholo. Apresentação do livro Ecologia, da Editorial Caminho.
Uma iniciativa em parceria e em estreita colaboração com o grupo editorial LeYa. Escritora e dramaturga, nasceu em Lisboa, em 1982. Licenciada em Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e Doutorada em Estudos Culturais pela European University Viadrina, na Alemanha. Publicou na Editorial Caminho vários romances, livros de contos e literatura infantil. Ecologia, o seu último romance, foi semifinalista do Prémio Oceanos 2019, finalista do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, finalista do Grande Prémio de Literatura DST e nomeado para o Grande Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Portuguesa 2019. O museu do pensamento recebeu o prémio de melhor livro infantojuvenil da Sociedade Portuguesa de Autores 2018 e do Prémio Literário de Fátima na mesma categoria. Recebeu diversos outros prémios: Prémio Jovens Criadores 2005; Menção Honrosa no Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (1998); Melhor Argumento para BD (SOSracismo e editora Baleiazul, 1999); Prémio Escrevendo a Partir da Pintura (Fundação Calouste Gulbenkian, 2000); Melhor Ensaio O Movimento Olímpico (Comité Olímpico Português, 2000); Prémio Jovens Criadores – Literatura (Clube Português de Artes e Ideias, 2005); Menção Honrosa no Prémio UP-Utopia (Universidade de Letras do Porto, 2005); 1.º lugar no Concurso Literário Persona (2006). E finalmente o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho (CMLoures, 2009) para o seu primeiro romance Diálogos para o fim do mundo (editorial Caminho, 2010). | Ecologia Numa sociedade que se fundiu com o mercado - tudo se compra, tudo se vende - começamos a pagar pelas palavras. A estranheza inicial dá lugar ao entusiasmo. Afinal, como é que falar podia permanecer gratuito? Há seis mil idiomas no mundo. Seis mil formas diferentes de dizer ecologia, e tão pouca ecologia. Seis mil formas diferentes de dizer paz, e tão pouca paz. Seis mil formas diferentes de dizer juntos, e cada um por si.
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30 de maio de 2020 // 11:00 - Vídeoficina de ilustração com Paulo Alves
| 30 de maio de 2020// 11:00 Vídeoficina de ilustração com Paulo Alves inserida nos Cadernos de Viagem de Abrantes.
Cadernos de Viagem de Abrantes | Oficina de desenho de campo O desenho de campo é uma das formas mais básicas, mas efetivas de recolha de informação para a ilustração. Numa sociedade em que a recolha de imagens é imediata, através da tecnologia a que todos temos acesso, esquecemo-nos de olhar e reter aquilo que se encontra à nossa volta. A informação fica guardado no ecrã de um telemóvel para ver mais tarde, em casa... Nesta oficina contrariamos essa tendência e focamo-nos naquilo que nos rodeia, procuramos entender e conhecer os detalhes do tronco de uma árvore, o modo de voo de uma ave, as reentrâncias de uma parede. E passaremos essa informação para o caderno de esboço, estabelecendo uma relação completamente diferente com o que nos rodeia. Paulo Alves |
OUTROS
Exposições
Sugestões de leitura
02 de abril de 2020 // Os Despojos do dia
02 de abril de 2020// Os Despojos do dia
Sugestão de leitura do romance de Kazuo Ishiguro, com texto e leitura do bibliotecário Francisco Lopes.
Kazuo Ishiguro, escritor inglês de origem japonesa, foi Prémio Nobel da Literatura em 2017.
Sugestão em formato vídeo | Sugestão em pdf
15 de maio de 2020 // As velas ardem até ao fim
15 de maio de 2020 // As velas ardem até ao fim
Sugestão de leitura do romance de Sándor Márai, com texto e leitura do bibliotecário Francisco Lopes.
Sugestão em formato vídeo | Sugestão em pdf
Materiais pedagógicos - COVID-19
Covid-19 e os direitos dos consumidores
A COVID-19 e os direitos dos consumidores
No momento extraordinariamente difícil que atravessamos devido à emergência epidemiológica COVID-19, existem regras temporárias que visam proteger os consumidores salvaguardando os seus direitos. A Direção-Geral do Consumidor atualiza em permanência a informação sobre as medidas extraordinárias destinadas aos consumidores. Conheça algumas destas medidas: aqui
Ideias com história

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A Câmara Municipal de Abrantes aderiu ao projeto da editora “Ideias com História”, que tem estado a colaborar com a Direção-Geral da Saúde na criação de materiais pedagógicos gratuitos, relacionados com a COVID-19. Um site com acesso livre, com o propósito de “colaborar num correto acesso à informação, tão importante nos dias de hoje”, esclarece a editora. Com este projeto o objetivo é ajudar os mais novos a poderem lidar com uma nova realidade, muita das vezes incompreensíveis, mas que devem ser explicadas também aos mais jovens. A editora está também a desenvolver um site, que vai ser atualizado todos os dias com novos materiais, sobre a COVID-19 e como lidarmos em família com esta nova situação, com as escolas fechadas.
| Jogo Online STOP CONTÁGIO Um jogo para aprender mais sobre os vírus, a COVID-19 e como nos protegermos. Neste jogo, os jogadores devem responder a perguntas que vão sendo colocadas. Cada resposta errada significa um continente atingido. Ganha quem chegar ao fim com o planeta menos atingido pelo vírus. O jogo, em formato quiz, foi construído com base nas dúvidas e interrogações de muitas crianças e jovens. Coronavírus: Apoio às famílias e à infância – vídeo com LGP (Língua gestual portuguesa). Este vídeo, feito com a ajuda de crianças, tem como objetivo apoiar as famílias neste período difícil que vivemos. Depois do video, a Joana (11 anos) oferece a voz e o Tiago (9 anos) oferece os gestos. Três línguas (visual, verbal e gestual) para chegar a crianças e famílias numa mensagem comum: Um envelope de esperança. Livro A Minha Avó Tem Coronavírus! A Minha Avó Tem Coronavírus!.. é uma história contada pelo António, um menino que percebe que a sua avó ficou infetada pelo novo coronavírus depois de ter voltado de uma viagem. Como será que ele e a família lidam com a situação? Como se sente a avó? O que é que o António e os seus pais podem fazer para apoiarem a avó e manterem-se protegidos? Autoria: Beatriz Braga, Joana M. Gomes, Marta Correia, Miguel Correia e Susana Amorim | Livro Quando a minha escola abrir
Quando a minha escola abrir… é uma história narrada por sete crianças que se deparam com uma realidade totalmente nova e diferente da que estavam habituadas a viver. A escola fechou e têm dúvidas perante algo com o qual nunca lidaram. Uma história que aborda emoções e pensamentos naturais de quem tem de se adaptar a viver de outra forma, mas também estratégias para uma fase difícil das suas vidas. Mas um dia a escola vai abrir. E tudo vai ficar bem! Livro A minha mãe é médica e já tenho saudades dela Chamo-me Leonor, tenho treze anos, e a minha mãe é médica. Ela sempre teve horários estranhos, mas agora, desde que apareceu este novo coronavírus, cada vez estou menos com ela. Nos últimos dias ela deixou mesmo de vir a casa e já tenho saudades. Muitas. Um livro, recomendado pela DGS, que é uma homenagem aos médicos, enfermeiros e a todos os profissionais de saúde, mas também aos seus filhos, e que está inserido na coleção da editora «Tudo vai ficar bem», relativa à COVID-19. O livro vai ter brevemente versões em italiano, espanhol, inglês e chinês. |
Como podemos facilitar a escuta, o diálogo e a contenção, das angústias e medos dos bebés e crianças? - Artigo de Ana Mourato
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A linguagem da infância em tempo de crise – do medo à esperança
A ansiedade e os medos podem minar a esperança e o sentimento de segurança, podem transformar este pesadelo mundial num só pesadelo interno, sem escape e sem suporte. O momento atual é vivido com apreensão. Cresce, dentro das casas onde as famílias estão agora confinadas, a angústia face à incógnita do que aí vem. Emerge a dúvida em relação ao que se diz a quem está por perto e ao que fica por dizer. Apodera-se dos lares um misto de compreensão, zanga, tristeza, e, embora com a sensação de estarem mais protegidas, o isolamento das famílias prende-as numa pele que se arrepia a cada notícia de perda e a cada abraço que fica por dar. Toda a situação ameaça deixar-nos sem um lugar envelope onde podemos estar seguros e antecipar a reparação. Perante este cenário real, como o enfrentar de forma a que possamos proteger, a par, a nossa saúde física e mental? Dentro de cada casa pode haver reações de sobrecarga, confusão, desorientação, amedrontamento, ansiedade, anestesia, insensibilidade. Umas pessoas podem ter reações mais leves outras mais pesadas.
O envolvimento social, a solidariedade, o trabalho incansável de profissionais de saúde e de órgãos do estado, as diferentes linhas de apoio à saúde mental*, a disponibilidade gratuita de toda uma série de serviços, mesmo que por telefone, estruturam-se num apoio mais organizador e esperançoso para todos. A saúde mental tem que ter lugar neste caminho que estamos a viver. O apoio a este nível proporciona a escuta, a contenção e a devolução da tranquilidade logo a possibilidade de reorganização pessoal familiar e social. Para além deste suporte é importante anteciparmos alguns movimentos que possam surgir no seio familiar nomeadamente com bebés e crianças. A nossa capacidade reforçada de resposta poderá ajudar a superar este momento delicado que assola a humanidade.
As crianças observam os adultos e veem-nos como modelos, observam os seus mecanismos para lidar com as próprias emoções, no campo do autocontrolo, do controlo do humor e do respeito pelos outros. Desta forma, é importante que a pessoa no papel de cuidador consiga desabafar, entender-se a si próprio e às suas emoções, encontre momentos para relaxar, para se organizar, e também para ajudar os outros. As crianças mais pequenas podem não entender tudo o que se passa à sua volta mas captam tudo com os seus sensores emocionais e, mais ainda nestes momentos, precisam muito do apoio dos cuidadores para se sentirem seguras. As crianças dão-nos alertas face às suas dificuldades, é importante estarmos atentos. Poderão apresentar dificuldades em adormecer ou ter noites mais atribuladas, podem recusar o momento da refeição ou comer tudo sofregamente como se tivessem um apetite interminável, poderão mostrar-se instáveis, irritadas ou muito retraídas. Na realidade as reações podem ser diversas, podem também regredir em determinados comportamentos (por exemplo: voltar a urinar na cama, a chuchar o dedo), solicitar ainda mais a presença e a atenção dos cuidadores, brincar menos ou repetirem as brincadeiras relacionadas com a situação que as está a perturbar. Há crianças que também podem acreditar que foram responsáveis pelo acontecimento ou ainda por outras coisas más, desenvolvendo novos medos, podem tornar-se menos afetuosas, sentirem-se sós ou até preocupadas em proteger outras pessoas queridas.
Este pode ser um momento em que a ansiedade, bem como o reboliço interno familiar, poderão fazer emergir no bebé uma sensação de indisponibilidade por parte dos adultos e um aumento do sentimento de insegurança. Cabe ao adulto, potencial elemento regulador do bebé, encontrar dentro de si um lugar para o acolher. Dar colo, embalar, falar num tom de voz calmo e suave, cantar serena e lentamente ao ouvido. É igualmente importante tentar manter as rotinas (horários das refeições, sestas, brincadeiras, banho), tal como garantir que o bebé fica confortável e seguro, longe do barulho e confusões, dar carinho, mimos e abraços. Se a voz se adocicar, se o nosso olhar se cruzar docemente com o do bebé, talvez possamos encontrar um ponto comum, um lugar de sossego onde a paz e a esperança se encontrem. A linguagem de contenção face aos movimentos mais ansiosos do bebé é mais sensorial do que verbal, mais cinestésica do que explicativa. Uma mãe dizia-me: “Quando eu estou mais cansada, mais tensa, é que lhe dá aqueles ataques de choro, parece que escolhe os momentos.” Na realidade o bebé reage aos momentos, não é por acaso que em situações mais tensas há uma maior probabilidade do bebé reagir negativamente ficando igualmente tenso e instável. É perante esta compreensão que podemos ser mais tolerantes e empáticos. Se houver mais do que um adulto no seio familiar poderá ser mais fácil coordenar os tempos de presença, e, quando um dos adultos está mais tenso, passar a vez ao que está mais sereno podendo este devolver uma resposta mais contentora e apaziguadora ao bebé. A partir dos 2/3 anos, dependendo da maturidade de cada criança, o adulto já poderá dar mais espaço ao diálogo relativamente ao porquê de estar em casa, ao porquê de usarem máscaras ou luvas, ao que se passa na realidade. No entanto a explicação tem que ser simples e curta. Acima de tudo a criança quer perceber se pode continuar a contar com o adulto, se pode continuar a sentir-se protegida e segura por aqueles que dela cuidam. Tal como há expressões que apenas trazem medo e insegurança (ex: “não vás para longe senão o monstro come-te” ou “os homens maus levam-te”), também a explicação dada às crianças, acerca do coronavirús, chamando-lhe “monstro” ou “bicho mau” pouco ou nada traz senão a nossa descarga de zanga quanto a este virús malvado e a sensação de medo e desproteção da criança. É importante termos a noção que ao designarmos o vírus por um “bicho mau que anda lá fora a querer comer as pessoas e que é por isso que nos temos que manter dentro de casa” não devolve nada de tranquilizador à criança, já por si mais pequena e indefesa. É importante que a possamos tranquilizar, garantindo que estamos por perto e somos fortes o suficiente para a proteger, utilizando um discurso suficientemente pacifico, concreto e entendível para a criança
Exemplo ilustrativo de uma possível abordagem: “Por exemplo quando ficamos doentes é por causa de um bichinho muito pequeno que nos provoca febre, tosse, etc e normalmente tomamos remédios e passa. Desta vez esse bicharoco é mais forte e precisa de outro remédio ainda mais forte que os doutores estão a tentar descobrir. Entretanto, como esse bichinho passa muito rapidamente de pessoa para pessoa, como os piolhos, os senhores que decidem as regras pediram que ficássemos em casa para o fazer parar de saltar. Custa muito porque ficamos longe das pessoas queridas para nós, tentaremos encontrar outras formas de estar perto através de telefone e de vídeos. Tudo passa, por isso isto também vai passar, temos que esperar, como quando estamos à espera do nosso dia de anos e parece que nunca mais chega. Há uma coisa muito importante, nós estamos aqui juntos, vamos fazer algumas coisas que os médicos disseram para ajudar a que esse bichinho não salte para nós (medidas de higiene) e vamos conseguir pôr tudo no lugar.” | Se a criança mostrar sinais de ansiedade e medos como os sinais descritos acima, dedique-lhes tempo adicional, lembre-as regularmente que estão seguras. Se surgir um sentimento de culpa explique-lhes que elas nada têm a ver com isto, mantenha o máximo possível as rotinas e horários, dê respostas simples face ao que aconteceu, sem detalhes amedrontadores, deixe que fiquem perto dos adultos sempre que necessitarem, seja paciente caso comecem a regredir, ofereça a possibilidade de brincadeiras e de relaxamento. Tenha atenção também para que não ouçam histórias tristes a toda a hora, proteja-as o mais possível dos telejornais e noticias potencialmente ansiogénicas. E, se sentir necessidade, ligue para uma linha de apoio. É importante manter a calma o mais possivel, falar de modo suave e gentil, escutar a visão das crianças sobre o problema, tentar conversar ao nível deles mantendo a mesma altura e contacto visual, usando palavras e explicações que ela possa entender. Ouça as crianças, e, em vez de lhe dar de imediato uma resposta, tente perceber o porquê do seu sentimento. Por exemplo, se a criança perguntar “Vamos todos ficar doentes?” Em vez de responder de imediato, podemos perguntar: “Porque pensas isso?” A criança poderá falar dos seus medos e clarificar algumas dúvidas consigo. Tenha em conta a ansiedade da criança, não a minimizando, tente entender colocando-se no lugar dela, se deixarmos que as crianças cheguem ao fim do seu raciocínio estamos a permitir que elas partilhem o que mais as preocupa. E se ficar apenas o silêncio? Respire fundo, não o tema. Se vier um momento de silêncio e se tiver dúvidas face ao que responder, abrace-a, conforte-a, relembre-a que estará segura consigo.
No caso de haver mortes familiares, se alguém próximo estiver muito doente, ou se a criança ouviu falar sobre isso e questionou o adulto, faz sentido falar sobre essa temática. Nesse caso, não receie falar sobre o que aconteceu, sobre a tristeza que estão a viver. Se não falar sobre o que se passa e o ambiente em casa for pesado e absolutamente triste, pode trazer à criança sentimentos de incompreensão, de medo, de culpabilidade. Se não há espaço para falar da dor e da tristeza, a criança sente que também ela não vai poder partilhar o que sente. As crianças são permeáveis ao não-dito. Caso não fique claro o que se está a passar, se ela apenas aceder a trocas de olhares e a expressões de rosto fechadas e pesarosas, poderá ficar muito angustiada e sozinha com os seus pensamentos. É importante contar-lhe a verdade, embora não tenhamos que contar toda a verdade, poupemos as crianças de pormenores de agonia ou de grande sofrimento. Exemplo de abordagem: “Estou triste porque o A está muito doente e não sabemos se vai conseguir vencer a luta com este bichinho. Estão a tentar usar os remédios que conhecem até agora e que podem vencer o virús mas o A está muito fraquinho. Vamos esperar que tudo corra bem. Até lá, para sermos mais fortes, damos um abraço apertado.” ou “ Estou triste porque o A não aguentou a luta contra este vírus. Os remédios não foram descobertos a tempo do A vencer esta luta. É natural que tenhamos vontade de chorar ou que fiquemos muito zangados contra este bicharoco mas acima de tudo vamos pensar nas coisas boas que nos lembramos do A. Podemos fazer-lhe um desenho bonito sobre como gostamos dele, ficará para nós como uma medalha que se oferece a alguém que fez uma coisa importante.”
Confinement. Repérer les signes de stress et d’anxieté chez l’enfant. Enfance majuscule. Bientraitance et defense des droits de l’enfant . 24 Março 2020. http://enfance-majuscule.fr/reperer-les-signes-de-stress-et-danxiete-chez-lenfant/ Organização Mundial de Saúde, War Trauma Foundation e Visão Global Internacional (2015). Primeiros cuidados psicológicos: Guia para trabalhadores de campo. OMS: Genebra Ordem dos psicólogos. Documentos de Apoio. https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/covid19. Teixeira, P. O isolamento e a quarentena de crianças devido à covid-19 — algumas notas para as famílias com base na National Association of School Psychologists). Jornal Público 13 Março 2020 https://www.publico.pt/2020/03/13/opiniao/opiniao/isolamento-quarentena-criancas-devido-covid19-notas-familias-1907335
Nasce em Lisboa, em 1976. Licencia-se em Psicologia Educacional no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, no ano de 1999, realizando de seguida, como complemento da compreensão do comportamento humano, a Pós-graduação em Psicoterapia Psicodinâmica da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Em 2008 conclui o Mestrado em Educação e Leitura da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação de Lisboa em paralelo com uma Pós-graduação em Livro Infantil da Universidade Católica. Em 2016 termina o Doutoramento em Psicologia da Educação no Instituto de Educação de Lisboa. É formadora certificada pelo CCPFC nas áreas Psicologia/Psicossociologia; Orientação Vocacional; Psicologia da Educação; Educação (Leitura); Conceção e Organização de projetos Educativos. Coordena e dinamiza, desde 2005, há 12 anos, o projeto “Literacia na Infância em diálogo com a Psicologia do Desenvolvimento” onde estão englobados projetos que envolvem a Literatura para a Infância e a Psicologia do Desenvolvimento com ateliers desde os 4 meses aos 10 anos, workshops e formações. O trabalho é realizado num registo de continuidade em creches e jardins de infância, na localidade de Lisboa, bem como pontualmente em creches, jardins de infância e bibliotecas a nível nacional. Trabalha igualmente num consultório de Psicologia onde recebe crianças entre os 3 e os 10 anos, numa intervenção pedagógica-terapêutica onde é utilizada a literatura para a infância, dinâmicas de criação e recriação de histórias de autoanálise comportamental favorecendo a relação terapêutica, a livre projeção, a introspeção, a reorganização e a valorização da criança. |
Atividades e recursos externos
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A Direção-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas iniciou a compilação de recursos online de acesso gratuito, organizados em 14 diferentes secções e temas: dos livros online aos museus, de jogos a receitas culinárias úteis, de concertos música e cursos e formação online, a informação sobre o COVID19 ou como saber identificar notícias falsas. |



