Programação Virtual


Este é o vosso novo espaço da Biblioteca Municipal António Botto, onde vamos promover diversas ações em meio digital, com a presença das nossas técnicas, animadoras e mediadoras de leitura que “vão entrar nas vossas casas” e dar continuidade às sessões de animação e promoção da leitura a que vos habituámos no nosso espaço físico.

Com este novo meio digital, que pomos à disposição de todos, queremos manter uma ligação estreita com os utilizadores da Biblioteca Municipal e a outros que se queiram juntar, para o entretenimento e acesso à cultura, em casa e com vista a minimizar o impacto provocado pela situação de isolamento social, devido ao COVID-19.

 
Ações à distância que vão ocupar o tempo de toda a família, com algumas atividades de agenda transmitidas em direto e disponíveis para todos on-line, ou com a possibilidade de assistir também a eventos promovidos por autores e editores.

Aqui e também no Facebook da Câmara Municipal e canal de Youtube, vai ser possível aceder a uma programação virtual, com atividades de animação e promoção da leitura, recorrendo ao vídeo-books, ou ainda a assistir a espetáculos, mas também à Bebeteca ao Sábado, às Horas do conto e Animação de leitura, ou ainda encontrar algumas sugestões de leitura. 



HORAS DO CONTO E ANIMAÇÕES DE LEITURA

A biblioteca ao sábado



11 de abril de 2020 // 11:00 - Com base no livro Corações aos milhões


11 de abril de 2020// 11:00 - Com base no livro Corações aos milhões, de Joana M. Lopes (escritora) e Catarina Correia Marques (ilustradora), da editora Livros Horizonte.

Atividade de promoção do livro e da leitura. História lida por Sílvia Rodrigues.
Vamos fazer um espanta-espíritos com corações aos milhões!? Oficina dinamizada por Carla Ribeiro

 

No 2º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras. Projeto de abordagem intergeracional de promoção da leitura, da iniciação à formação de mediadores. Para crianças, pais, avós, outros familiares, bem como os vizinhos e amigos da leitura. Através de ateliês multidisciplinares onde a palavra é o ponto de partida ou de chegada, os participantes exploram as diferentes linguagens artísticas e de comunicação.

Dos 3 aos 10 anos
Destinado a crianças e famílias


 
Joana M. Lopes
Joana M. Lopes nasceu em 1984. Licenciada em Animação Cultural e mestre em Animação Artística, é autora de vários livros infantojuvenis, Cabeça de Andorinha (2019), Marcelo, o presidente (2018) Corações aos milhões (2018), Manuel o menino com asas de livros (2018, obra integrada no Plano Nacional de Leitura), O que tem a barriga da mãe? (2016), De onde vêm as bruxas? (2015, obra vencedora do Prémio de Literatura Infantil do Pingo Doce). A vida de um homem que perseguia poemas é o seu primeiro romance.


Corações aos milhões
Corações a pilhas, corações de poetas, corações-cofre, corações de manteiga e corações de pedra. No mundo inteiro há corações aos milhões, milhões de corações diferentes. Joana Lopes juntou-se à ilustradora Catarina Correia Marques para nos oferecer um livro cheio de imaginação e de cor, pensado para ajudar as crianças a identificar e entender as suas emoções.


03 de maio de 2020 // 11:00 - Dia da Mãe. Com base no livro Coração de mãe




03 de maio de 2020// 11:00 - Dia da Mãe. Com base no livro Coração de mãe, de Isabel Minhós Martins (escritora) e Bernardo P. Carvalho (ilustrador), da editora Planeta Tangerina.

 

Atividade e oficina de promoção do livro e da leitura, por Sílvia Rodrigues e Carla Ribeiro, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

 

No 2º sábado de cada mês (excecionalmente domingo, dia 3 de maio), dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
Projeto de abordagem intergeracional de promoção da leitura, da iniciação à formação de mediadores. Para crianças, pais, avós, outros familiares, bem como os vizinhos e amigos da leitura. Através de ateliês multidisciplinares onde a palavra é o ponto de partida ou de chegada, os participantes exploram as diferentes linguagens artísticas e de comunicação.


Coração de mãe 
Os cardiologistas e outros cientistas fizeram por estes dias uma descoberta que veio espantar o mundo. Ao observarem, ao detalhe, um coração de mãe descobriram que este órgão não é apenas um músculo que bate sem parar… mas sim um lugar mágico onde acontecem as mais extraordinárias das coisas.
Mas como?
Os cientistas descobriram que o coração de mãe está ligado a cada coração de filho por um fio fininho, quase invisível. E é por causa desse fio que tudo o que acontece aos filhos, faz acontecer alguma coisa no coração de mãe.
Querem ver?
“Quando os filhos dão gargalhadas,
o coração de mãe até canta.
Quando um filho está triste,
o coração de mãe parte-se em mil bocadinhos.
Quando um filho fica doente,
o coração de mãe fica às pintinhas (e muito mais pequenino…).
Mas o coração de mãe volta a crescer
quando um filho se sente finalmente melhor!”

 
Isabel Minhós Martins
Nasceu em Lisboa, em 1974, no ano da revolução do 25 de Abril. Quando era pequena queria ser jornalista, arqueóloga ou pediatra. Não foi nenhuma das três, mas gosta muito do que faz.
“Para mim, escrever é como escavar: encontramos sempre alguma coisa, às vezes minhocas, às vezes água, pedras, raízes, túneis…um sapato perdido.
Gosto de escrever porque quase sempre encontro coisas inesperadas. Gosto de ler pela mesma razão: alguém escavou, escavou, escavou e encontrou alguma coisa que veio mostrar através das palavras.”
Estudou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, trabalhou como criativa na área da comunicação para crianças e, mais tarde, com um grupo de amigos, fundou a editora Planeta Tangerina. Alguns dos livros que escreveu foram distinguidos por prémios ou instituições ligadas ao livro para a infância: Catálogo White Ravens, Prémio Andersen, Banco del Libro, Sociedade Portuguesa de Autores (2015), Gustav-Heinemann Friedenspreis (2017), Deutscher Jugendliteraturpreis (2017). Muitos dos seus livros estão publicados noutros países (França, Brasil, Coreia, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda…).


Bernardo P. Carvalho
Aos 5 anos, ofereceram-lhe o disco do Jardim Jaleco e nunca mais voltou a ser o mesmo. Terá sido por essa altura que começou a subir à prateleira do pai para ler todos os livros de banda desenhada que encontrava. Aos 10 anos atropelou uma velhota quando ia lançado na sua bicicleta amarela e esta recordação, assim como os remorsos e a culpa, nunca mais o largaram. Aos 16 anos conheceu a Isabel e a Madalena que lhe deram a conhecer as vicissitudes de uma vida intelectual. Aos 17 anos, os testes psicotécnicos indicaram “92% ar livre”. Aos 19 anos, entrou para o Curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. A certa altura resolveu sair (os testes psicotécnicos tinham razão). Por essa altura fez o Curso de Desenho na Sociedade de Belas Artes. Aos 22 anos entregava empadas em cafés numa carrinha. Quem o conheça não terá dificuldade em adivinhar a causa do despedimento (“esmagamento e furto de empadas” constava no processo). Foi assim que começou a sua carreira de desenhador.
Em 1999, fundou o Planeta Tangerina. Desde então ganhou vários prémios: BolognaRagazzi Awards (Non-fiction, 2019 / Opera Prima, 2015); Gustav Heinemann Peace Prize (Germany, 2017); Menção Honrosa no “Best Book Design From All Over the World” da Leipzig Foundation; “Melhor álbum ilustrado” no Deutscher Jungendliteraturpreis (2017), “Melhor Livro Editado” no CJ Picture Book Festival da Coreia; Prémio Nacional de Ilustração 2009; “Melhor Livro” Banco del Libro (Venezuela); Nomeação para a Lista de Honra do IBBY. Os seus livros estão publicados em mais de 25 países.


09 de maio de 2020 // 11:00 - Dia da Europa



09 de maio de 2020// 11:00 - Dia da Europa. Com base no livro Histórias e lendas da Europa, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada; ilustrações: Carlos Marques; da Editorial Caminho.

 

Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sónia Lourenço, bibliotecária, Sílvia Rodrigues e Celeste Santos, animadoras, na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

 

No 2º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
Projeto de abordagem intergeracional de promoção da leitura, da iniciação à formação de mediadores. Para crianças, pais, avós, outros familiares, bem como os vizinhos e amigos da leitura. Através de ateliês multidisciplinares onde a palavra é o ponto de partida ou de chegada, os participantes exploram as diferentes linguagens artísticas e de comunicação.

 

Histórias e lendas da Europa

Álbum ilustrado com a apresentação de todos os países da Europa e respetivos mapas, indicando a capital e as principais cidades, a superfície, a população, a língua, a moeda e o sistema político. Inclui informações curiosas sobre alguns países, bem como lendas e relatos ilustrativos do espírito de cada povo ou da sua história.
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (PNL), para apoio a projetos relacionados com a História Universal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.

 
Ana Maria Magalhães

Nasceu em 1946, em Lisboa. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi desde 1969 professora de Português e História no Ensino Preparatório e manteve uma carreira docente muito ativa (participou, por exemplo, na Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991, e, mais tarde, realizou um estudo sobre os jovens e a leitura para o Instituto de Inovação Educacional).
Tornou-se escritora de livros infantojuvenis em 1982, ano em que foi inaugurada a coleção Uma Aventura, que escreve até hoje em parceria com Isabel Alçada, com quem assina outras coleções e livros didáticos.
Em 2017, escreveram Quem É Esta Gente nos Painéis de São Vicente?, obra publicada pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, sobre o processo de criação dos painéis de São Vicente de Fora, pelo pintor quatrocentista Nuno Gonçalves. Em 2019, publicaram a biografia Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem Era Sophia?, da coleção Grandes Vidas Portuguesas.


Isabel Alçada
Nasceu em 1950, em Lisboa. É licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa, tem Mestrado em Sociologia da Educação pela Universidade de Boston e Doutoramento em Educação e Literacia pela Universidade Nova de Lisboa. Em 1976, iniciou a carreira docente como professora de Português e História do 2.º ciclo. A paixão pela educação reflete-se em diversas atividades (em 1995, por exemplo, coordenou o grupo de trabalho que concebeu a rede de bibliotecas escolares e, de 2006 a 2009, foi comissária do Plano Nacional de Leitura). Entre 2009 e 2011, foi Ministra da Educação. Tornou-se escritora de livros infantojuvenis em 1982, ano em que foi inaugurada a coleção Uma Aventura, que escreve até hoje em parceria com Ana Maria Magalhães, com quem assina outras coleções e livros didáticos. Em 2017, escreveram Quem É Esta Gente nos Painéis de São Vicente?, obra publicada pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, sobre o processo de criação dos painéis de São Vicente de Fora, pelo pintor quatrocentista Nuno Gonçalves. Em 2019, publicaram a biografia Sophia de Mello Breyner Andresen. Quem Era Sophia?, da coleção Grandes Vidas Portuguesas.


13 de junho de 2020 // 11:00 - A casinha dos miminhos – Yoga Kids

13 de junho de 2020// 11:00
A casinha dos miminhos – Yoga Kids, por Cátia Campos

Dos 3 aos 10 anos. Destinado a famílias.


No 2º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
Projeto de abordagem intergeracional de promoção da leitura, da iniciação à formação de mediadores. Para crianças, pais, avós, outros familiares, bem como os vizinhos e amigos da leitura. Através de ateliês multidisciplinares onde a palavra é o ponto de partida ou de chegada, os participantes exploram as diferentes linguagens artísticas e de comunicação.

 
Yoga kids
O Sunshine Yoga Kids é uma metodologia específica de yoga para crianças já em fase escolar, muito divertida e cooperativa com o objetivo de desenvolver o potencial da criança como um todo com as suas capacidades criativas, intuitivas, éticas, físicas, emocionais e intelectuais.
Através das histórias, músicas, jogos, relaxamentos e visualizações cultivamos os princípios da não-violência, da verdade e da alegria enquanto as posturas preparam o corpo para o desenvolvimento da inteligência e das emoções.
As aulas são muito divertidas com jogos não competitivos, que estimulam a cooperação e o trabalho de equipa e valorizam as peculiaridades de cada criança, procurando assim estimular as diferentes formas de inteligência. Através das histórias, músicas, jogos, relaxamentos e visualizações cultivamos os princípios da não-violência, da verdade, da paz e da alegria enquanto as posturas preparam o corpo para o desenvolvimento da inteligência e das emoções.


Cátia Campos
Cátia Campos, professora de yoga baby e kids desde 2015, tirou os cursos na Escola Sunshine Yoga, em Lisboa. Desde julho de 2019 tem um espaço "A casinha dos miminhos" de yoga para grávidas, baby e kids em Montalvo. Desde 2015 também dá aulas de yoga kids em algumas escolas de Abrantes.


11 de julho de 2020 // 11:00 - Com base no livro Meninos de todas as cores



11 de julho de 2020// 11:00 - Meninos de todas as cores, de Luísa Ducla Soares, com ilustrações de Cristina Malaquias, das edições Nova Gaia.

Atividade de promoção do livro e da leitura. 

 

No 2º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras. Projeto de abordagem intergeracional de promoção da leitura, da iniciação à formação de mediadores. Para crianças, pais, avós, outros familiares, bem como os vizinhos e amigos da leitura. Através de ateliês multidisciplinares onde a palavra é o ponto de partida ou de chegada, os participantes exploram as diferentes linguagens artísticas e de comunicação.

Dos 3 aos 10 anos
Destinado a crianças e famílias


Meninos de todas as cores

Esta coletânea de contos vive da variedade. Inclui histórias de índole tradicional, outras dos tempos modernos mas, entre todas, sobressai a que lhe dá o título: Meninos de todas as cores, que a OIKOS e a UNICEF adotaram como base de uma campanha conjunta contra o racismo e a segregação. Foi ponto de partida para uma maleta pedagógica, diversas exposições e tem percorrido o país em teatro de marionetas. Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para a Educação Pré-Escolar.


 
Luísa Ducla Soares
Nasceu em Lisboa a 20 de julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa.
Iniciou a sua atividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista, tendo sido diretora da revista de divulgação cultural Vida (1971-2).
Colaboradora de diversos jornais e revistas, estreou-se com um livro de poemas, Contrato, em 1970.
Foi Adjunta do Gabinete do Ministro da Educação (1976-8). Trabalhou de 1979 a 2009 na Biblioteca Nacional onde iniciou a sua atividade realizando uma bibliografia da literatura para crianças em Portugal.
Dedicada especialmente à literatura para crianças e jovens, em prosa bem como em poesia, publicou mais de uma centena de obras neste domínio.
Muitos dos seus poemas foram musicados, tendo sido editados em diversos CDs. Escreveu guiões televisivos sobre língua portuguesa para os mais jovens. É sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança.
Realizou todos os sites de Internet da Presidência da República para crianças e jovens no mandato do Presidente Jorge Sampaio. Tem elaborado para o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e para o Ministério da Educação diversas publicações seletivas da literatura infantil nacional e internacional.
Junto de escolas e bibliotecas, desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura. Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais novos. Recusou, por motivos políticos, o Grande Prémio de Literatura Infantil com que o SNI pretendeu distinguir o seu livro História da Papoila em 1973. Recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro do biénio 1984-5 por 6 Histórias de Encantar e foi galardoada com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996. Foi candidata de Portugal ao Prémio Andersen.
Em 2004 foi escolhida pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata ao Prémio Hans Christian Andersen.
Em 2009 a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu-a com a sua Medalha de Honra.
Em 2010 foi proposta pela DGLB como candidata de Portugal ao Prémio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil e Juvenil.


 
Cristina Malaquias
Nasceu em Queluz em 1955.
Formação Artística: AR.CO. 1975/76 - Ilustra o conto infantil "As duas bonecas" da autoria de António Sérgio, para a realização de um diaporama de Eduardo Sérgio. Participa com trabalhos de ilustração numa série infantil para a RTP.
Em 1977 inicia a atividade como ilustradora de livros infantis, juvenis e escolares. Cristina Malaquias ilustrou livros para António Torrado, Matilde Rosa Araújo, Maria Alberta Menéres, Luísa Ducla Soares, Garcia Barreto, Natércia Rocha, Luís de Brito, Leonor Santa-Rita, Maria do Rosário Dias, Isabel Lamas, Manuel Ferreira, Maria Conceição Galveia Ferreira, Cristina Bettencourt, Ramiro S. Osório, Maria de Lurdes Modesto, entre outros.
1979 - É editado o primeiro livro de sua autoria, Croá.
1981 - Presente na Bienal de Bratislava, com ilustrações do livro Croá
1985 - Representada na 1ª Exposição de Ilustradores de Autores Portugueses na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde foram selecionadas ilustrações do livro O Sol de Marina Algarvia, Presentes na Bienal de Bratislava.
1986/89 - Integra o Gabinete de Projetos Gráficos da Texto Editora.
1987 - Selecionada para a Exposição de Ilustradores da Feira Internacional de Bolonha, com ilustrações do livro de sua autoria, Ovelha negra.
1988 - São editados os livros de sua autoria Ovelha negra e Conto com fada. Presente com trabalhos e participação em debate na VI Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira.
1991 - Funda Atelier com Carlos Alberto Alves. No âmbito da atividade do Atelier, para além da ilustração para livros infantis e juvenis, produz ainda trabalhos para publicidade. Ilustra dois textos de William Shakespeare, para a Contexto Editores.
1991 - É convidada pela UNICEF INTERNACIONAL, a integrar a coleção de cartões de Natal, com uma das ilustrações do livro Ovelha Negra.
1997 - Realiza na Galeria de Desenho de Estremoz, a sua 1ª Exposição Individual.
1998/2003- Continua o trabalho em ilustração de livro infantil, juvenil e escolar. Faz toda a ilustração para as histórias de António Torrado no site da internet www.historiadodia.pt.
2005 - Ilustra livro para a editora ASA, de autoria de António Torrado. Ao longo da sua carreira já ilustrou algumas centenas de histórias para os mais diversos autores e editoras.


A bebeteca ao sábado



26 de abril de 2020 // 11:00 - Brincar com a poesia...

A bebeteca ao domingo: ler antes de ser - Brincar com a poesia. 

 

Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Celeste Santos, Carla Ribeiro e Sílvia Rodrigues, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

 

No 4º sábado de cada mês (excecionalmente hoje, domingo 26 de abril), dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
A biblioteca é o espaço de todas as leituras, onde os bebés, os pais e as famílias são convidados a participar numa aventura pelo mundo das palavras.
Através de histórias, música, lengalengas, as leituras são transformadas em momentos de afetos e conhecimentos.

 
Brincar com a poesia…

Crianças e pais são convidados a ouvir poesia de poetas portugueses. Através da poesia iremos brincar com as palavras, ouvir sons divertidos, rir e cantar.


Sugestões de leitura:

FERREIRA, Catarina, 1921- - Brincar também é poesia : poemas de que as crianças gostam. 3ª ed.. Lisboa : Plátano, [s.d.]

SOARES, Luísa Ducla, 1939-; CASTRO, Sofia - Lenga lengas. 5ª ed.. Lisboa : Livros Horizonte, 2008. ISBN 978-972-24-0992-6

PUPO, Inês; PRATAS, Gonçalo - Canta o galo gordo : poemas e canções para todo o ano. Lisboa : Caminho, 2008. ISBN 978-972-21-2016-6

SOARES, Luísa Ducla, 1939- - Abecedário maluco. 5ª reimpressão. Porto : Civilização, 2010. ISBN 978-972-26-2181-6


23 de maio de 2020 // 11:00 - De que cor é um beijinho

A bebeteca ao sábado: ler antes de ser - De que cor é um beijinho. 

 

Com base no livro De que cor é um beijinho, de Rocio Bonilla, da editora Jacarandá.
Atividade e oficina de promoção do livro e da leitura.
Dinamização por Celeste Santos e Carla Ribeiro, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.


A bebeteca ao sábado: ler antes de ser
No 4º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
A biblioteca é o espaço de todas as leituras, onde os bebés, os pais e as famílias são convidados a participar numa aventura pelo mundo das palavras.
Através de histórias, música, lengalengas, as leituras são transformadas em momentos de afetos e conhecimentos.
Também serão dinamizados workshops para futuras mamãs e futuros papás.

 
De que cor é um beijinho
Um livro ternamente ilustrado que percorre um mundo de emoções à procura da cor de um beijinho.
De que cor é um beijinho, afinal?
Ao longo das páginas, Mónica vai tentar descobrir e fazer divertidas associações nas quais todas as crianças se poderão rever.
Um álbum para ler e contemplar.


Rocio Bonilla
Nasceu em Barcelona em 1970, onde se graduou em Belas Artes na Universidade de Barcelona. Começou a sua carreira na área da pintura, fotografia e publicidade, área onde se manteve por 12 anos distanciada da ilustração.
Depois de ser mãe, Rocio decidiu deixar a publicidade e voltar a trabalhar na ilustração e no imaginário infantil.
Desde 2010 que se dedica à área editorial. Os seus três filhos são os seus maiores fãs e os seus maiores críticos também.
Nos tempos livres gosta de se dedicar à cozinha, à leitura e ao croché.


27 de junho de 2020 // 11:00 - A casinha dos miminhos

A casinha dos miminhos – Yoga para bebés, por Cátia Campos

Dos 6 aos 36 meses. Destinado a famílias.

 

A bebeteca ao sábado: ler antes de ser

No 4º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.

A biblioteca é o espaço de todas as leituras, onde os bebés, os pais e as famílias são convidados a participar numa aventura pelo mundo das palavras.


 
Yoga para bebés

O método Sunshine Yoga Baby é uma adaptação das posturas do Hatha yoga às etapas de desenvolvimento do bebé e da criança, através da exploração dos seus sentidos de uma forma livre e integral, promovendo um ambiente protegido e de carinho ao longo de toda a aula. São momentos que oferecem uma possibilidade de dedicação exclusiva ao bebé e cada instante individual com ele traz em si a oportunidade de uma partilha de amor, ternura e diversão entre pais e filhos. Esta vivência entre ambos desenvolve um vínculo emocional desde a mais tenra idade e para todo o sempre. Pais e profissionais têm a oportunidade de vivenciar e aprender uma nova abordagem relativamente à educação, saúde e bem-estar do seu bebé.

A partir do nível 2 as aulas vão acompanhando o ritmo de desenvolvimento e energia do bebé havendo uma componente mais lúdica e divertida, com histórias, canções e muitas outras ferramentas adoradas e desejadas pelos nossos pequenos yoguis.


Cátia Campos

Cátia Campos, professora de yoga baby e kids desde 2015, tirou os cursos na Escola Sunshine Yoga, em Lisboa. Desde julho de 2019 tem um espaço "A casinha dos miminhos" de yoga para grávidas, baby e kids em Montalvo. Desde 2015 também dá aulas de yoga kids em algumas escolas de Abrantes.


25 de julho de 2020 // 11:00 - Vamos à caça do urso

Vamos à caça do urso

Atividade de promoção do livro e da leitura, com base no livro Vamos à caça do urso, de Michael Rosen, com ilustrações de Helen Oxenbury, da editora Caminho, seguida de oficina.
Dos 6 aos 36 meses. Destinada a famílias.


A bebeteca ao sábado: ler antes de ser
No 4º sábado de cada mês, dentro ou fora de portas, “espalhamos a notícia, do mistério da delícia da leitura” e fazemos consigo, do lugar onde estiver, uma casa das palavras.
A biblioteca é o espaço de todas as leituras, onde os bebés, os pais e as famílias são convidados a participar numa aventura pelo mundo das palavras.


 
Vamos à caça do urso
Nunca é fácil ir à caça do urso, como depressa descobrem os cinco potenciais caçadores desta história (incluindo um bebé, mas sem contar com o cão). Está um belo dia, e eles vão dizendo que não têm medo, enquanto atravessam um campo de erva alta e ondulante, cruzam um rio fundo e frio, se arrastam através da lama pegajosa, procuram o caminho pelo meio de uma floresta, passam através de um nevão que rodopia e entram pé-ante-pé numa caverna soturna. Aqui, na escuridão, tudo parece diferente... E qual é a coisa temível que aparece diante deles? A história — recontada com humor e energia por Michael Rosen — baseia-se numa tradicional rima infantil. Enquanto se lê, pode-se também executar as acções, fingindo atravessar o campo de erva, cruzar o rio, seguindo os caçadores até à caverna... e depois de regresso a casa. Quando toda a família participa, o livro transforma-se em algo mais do que uma história dramática e magnificamente ilustrada: torna-se um maravilhoso jogo que todos vão adorar.


Michael Rosen
Um dos mais populares autores de livros para crianças do Reino Unido, recebeu o Prémio Eleanor Farjeon por serviços à literatura para crianças de 1997.


Helen Oxenbury
Helen Oxenbury uma das ilustradoras de livros para crianças mais populares e reputadas do Reino Unido, ganhou duas vezes a Medalha Kate Greennaway.


Outras atividades



02 de abril de 2020// 11:00 - Dia Internacional do Livro Infantil



02 de abril de 2020// 11:00 - Dia Internacional do Livro Infantil


A animadora Celeste Santos escolhe o livro “Segredos” do autor António Mota e ilustração de Marta Torrão e vai-nos aqui contar a história “Trago o mar na minha pasta”. Oiçam com atenção a Celeste. Depois façam por exemplo um resumo da história e contem aos vossos pais, ou porque não em videoconferência aos avós, ou, porque não, façam um desenho para depois partilharem connosco. Fica a dica e esperamos reações vossas em  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. .

 



Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Atividades de promoção da leitura
Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada. 


Cartaz evocativo do Dia Internacional do Livro Infantil 2020, da autoria de André Letria, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado.

Dia 2 de abril é o Dia Internacional do Livro Infantil. A 2 de abril de 1805 nascia Hans Christian Andersen, escritor e poeta dinamarquês de histórias infantis, sendo em sua honra que, desde 1967, é comemorado nesta data o Dia Internacional do Livro Infantil.

Este dia é assinalado para chamar a atenção para a importância dos livros e da leitura para a infância. O tema deste ano é “Fome de palavras”, aqui bem representado pela ilustração de André Letria. André Letria (Lisboa, 1973) trabalha como ilustrador desde 1992, tendo já feito também cinema de animação e cenografia para teatro. A par do trabalho publicado, premiado, é ainda editor da Pato Lógico, que fundou em 2010. A longa lista de livros já publicados inclui, entre outros, Lendas do mar, Versos de fazer ó-ó, Os animais fantásticos, Domingo vamos à Luz ou Se eu fosse um livro — todos feitos em parceria com o pai, José Jorge Letria -, mas também Mar, com Ricardo Henriques, e a coleção de livros-harmónio em nome próprio. Chico Buarque, José Luís Peixoto e José Saramago foram alguns autores que André Letria também ilustrou. Com A Guerra, publicado em 2018, recebeu numerosos prémios nacionais e internacionais, destacando-se o Prémio Nacional de Ilustração (DGLAB) em 2019, mas também o Prémio BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães 2019, o BIB Plaque 2019 de Bratislava, o Grande Prémio do Nami Concours 2018, o Little  Hakka 2018, etc.


http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/DIA-INTERNACIONAL-DO-LIVRO-INFANTIL-2020.aspx

No dia dedicado a Hans Christian Andersen, o IBBY Internacional disponibiliza, ele próprio, um cartaz e uma mensagem. Este ano da responsabilidade da Eslovénia, o texto é da autoria do escritor Peter Svetina, e o cartaz foi criado por Damijan Stepančič.

https://www.ibby.org/awards-activities/activities/international-childrens-book-day/2020-icbd-sloveni


 
Fome de palavras (tradução feita a partir das versões inglesa, francesa e espanhola)
Na minha terra, os arbustos florescem em finais de abril, início de maio, e logo se enchem de casulos de borboletas. Parecem bolas de algodão ou pedacinhos de algodão doce, mas as crisálidas que ali de desenvolvem devoram folha após folha, até os arbustos ficarem despidos. Quando as borboletas saem destes casulos, iniciam os seus voos delicados, mas os arbustos não são destruídos. E quando chega o Verão, florescem novamente, e assim acontece ano após ano.

É isto que sucede ao escritor e ao poeta. São devorados, esvaziados pelas suas histórias ou poemas: quando estes já estão escritos, saem a voar para acabar nos livros e poderem encontrar os seus ouvintes ou leitores. E isto repete-se uma vez, e outra vez. O que acontece aos poemas e às histórias? Conheço um menino que foi operado aos olhos. Depois da cirurgia, teve de ficar duas semanas deitado sobre o lado direito. Durante um mês, não pode ler, não pode ler mesmo nada. Quando ao fim de um mês e meio pegou finalmente num livro, parecia que o livro era uma tigela onde apanhava palavras à colher. Como se as comesse. Como se verdadeiramente as comesse. Conheço uma rapariga que cresceu e é agora professora. Disse-me: coitadas das crianças a quem os pais não leem livros.

As palavras nos poemas e nos contos são comida. Não são comida para o corpo: ninguém pode encher o estômago com elas. São comida para o espírito e para a alma. Quando temos fome e sede, o estômago encolhe-se e a boca seca. Procuramos um pedaço de pão, um prato de arroz, de milho, um peixe ou uma banana. Quanto mais fome se tem, mais a atenção diminui, e já não se vê mais nada para lá do pedaço de comida que nos saciaria. A fome de palavras não se manifesta deste modo, mas adquire a forma da melancolia, do esquecimento, da arrogância. As pessoas que sofrem este tipo de fome não percebem que as suas almas tremem de frio e lhes passam ao lado. Uma parte do mundo foge-lhes das mãos sem que disso tenham consciência.

Esta fome pode ser saciada com contos e poemas. Mas haverá esperança para aqueles que nunca se alimentaram de palavras para satisfazer a fome? Sim, há. O menino lê quase todos os dias. A menina que já cresceu e se tornou professora lê histórias aos seus alunos. Todas as sextas. Todas as semanas. Se um dia se esquecer, os alunos vão lembrá-la. E quanto ao escritor e ao poeta? Quando chegar o Verão, ficarão novamente verdes. E mais uma vez serão comidos pelas histórias e pelos poemas que escrevem, que voarão em todas as direções, como borboletas. Uma vez, e ainda outra vez.

Peter Svetina (n. 1970, Ljubljana, Eslovénia)
Tradução: Maria Carlos Loureiro


14 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A Guerra

14 de abril de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. A guerra, de José Jorge Letria (escritor) e André Letria (ilustrador), da editora Pato Lógico. 


Atividade de promoção do livro e da leitura. Por Celeste Santos.


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 

A guerra
Nasce como uma doença sussurrada e cresce a partir do ódio, da ambição e do medo. Não ouve, não vê, tão-pouco sente; mas esmaga e cala. A guerra é, porventura, o mais perene produto em série alguma vez inventado. Num mundo armadilhado como nunca antes, este livro de José Jorge Letria e André Letria é como um archote que se lança sobre a memória adormecida.


 
José Jorge Letria

Nasceu em 1951, em Cascais. É escritor, dramaturgo, poeta e jornalista com uma vasta obra publicada, sobretudo para crianças e jovens, desde 1973 traduzida em mais de uma dezena de línguas e premiada em Portugal e no estrangeiro. Também foi autor de canções, de programas de rádio e de televisão. É doutorando em Ciências da Comunicação e presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Autores. Escreveu A guerra, Domingo vamos à Luz, Estrambólicos, De caras, Se eu fosse um livro e as biografias de Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Salgueiro Maia, Aníbal Milhais e Aristides de Sousa Mendes, da coleção Grandes Vidas Portuguesas, uma co-edição Pato Lógico/Imprensa Nacional.


André Letria

Nasceu em 1973, em Lisboa. É ilustrador e já fez cenografia para teatro e cinema de animação. As suas ilustrações preenchem páginas de livros e jornais desde 1992. Ganhou prémios, perdeu cabelo e participou em exposições. Alguns dos seus livros estão publicados em vários países. Em 2006, criou o Farol de sonhos - Encontro sobre o livro e o imaginário infantil e, em 2010, fundou o Pato Lógico. André é ilustrador dos títulos Domingo vamos à Luz, Estrambólicos, De caras, Se eu fosse um livro, Destino, Incómodo, Outono, Partida, Impulso, Degelo, Mar, Teatro e A guerra.


21 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Histórias à lareira

21 de abril de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Histórias à lareira, de Isilda Jana, edição Palha de Abrantes – Associação de Desenvolvimento Cultural. 


Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sónia Lourenço, bibliotecária, Sílvia Rodrigues e Celeste Santos, animadoras, da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 

Histórias à lareira
A problemática do desenvolvimento local remete-nos para essa evidência de que vivemos sempre num qualquer sítio. Mas desafia-nos, mais do isso, a viver o sítio que habitamos. Por isso mesmo, a viabilidade do nosso mundo rural passa por (muitas) linhas de acção que tornem esse mundo habitável e que nos desenvolvam a possibilidade de viver o sítio de forma positiva, humanamente criadora. Recuperar a memória encantada dos lugares de que é feito esse nosso mundo, trazer à superfície esse imaginário que, de muitos modos, ainda se encontra activo, embora recalcado, refazer a densidade simbólica dos sítios, oferecer à criatividade algumas das raízes de que se pode alimentar, apresentar alguns dos traços do homem rural que nos precedeu e que de algum modo ainda coabita connosco, enfim, pesquisar e disponibilizar uma parte significativa da tradição oral do nosso mundo rural, foi o trabalho que assumiu para si, durante anos, a professora Isilda Jana. Tanto mais importante quanto é uma biblioteca que arde cada vez que as pessoas, ao morrerem, levam consigo o seu testemunho insubstituível. O aparecimento do programa “Leader II” levou a “Palha de Abrantes” e a “Tagus” a considerarem que estava bem enquadrada no espírito e na letra desse programa, e do seu projecto local, a divulgação destas “Histórias à Lareira” como peça de esforço para recuperar a identidade, a especificidade e o poder de atracção das nossas terras. Que elas possam cumprir esse destino é aquilo que, a partir de agora, cabe a cada um dos que participam desse projecto de fazer reviver um mundo rural até à pouco condenado a um empobrecimento crescente e uma desertificação progressiva.


 
Isilda Jana

Nasceu em 1957. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi vereadora da cultura na Câmara Municipal de Abrantes. Foi presidente concelhia do PS de Abrantes. Foi coordenadora do projeto para a instalação do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. É professora na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes.


Bibliografia

JANA, Isilda - Histórias à lareira. Abrantes: Palha de Abrantes, 1997. ISBN 972-97135-1-0
JANA, Isilda - Liceu: 30 anos de escola. Abrantes: Esc. Sec. Dr. Manuel Fernandes, D.L. 1998
JANA, Isilda; PORTOCARRERO, Gustavo; DELFINO, Davide - Actas I Jornadas Internacionais do MIAA: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. Abrantes: Câmara Municipal, 2011. ISBN 978-972-9133-45-9
JANA, Isilda; PORTOCARRERO, Gustavo; DELFINO, Davide - Actas II e III Jornadas Internacionais do MIAA: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes. Abrantes: Câmara Municipal, 2013. ISBN 978-972-9133-47-3
ABRANTES. Câmara Municipal; FUNDAÇÃO ESTRADA - MIAA: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes: antevisão II. Coord. Isilda Jana. Abrantes: [s.n.], D.L. 2010. ISBN 978-972-9133-41-1
ABRANTES. Câmara Municipal; FUNDAÇÃO ESTRADA - MIAA: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes: antevisão III. Coord. Isilda Jana. Abrantes: [s.n.], D.L. 2010. ISBN 978-972-9133-41-1
ABRANTES. Câmara Municipal; FUNDAÇÃO ESTRADA - MIAA: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes: antevisão IV: em pedra: lascar, polir, gravar, esculpir. Coord. Isilda Jana. Abrantes: [s.n.], D.L. 2010. ISBN 978-972-9133-41-1
ABRANTES. Câmara Municipal; FUNDAÇÃO ESTRADA - MIAA: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes: antevisão V: 2500 Anos de armas e conflitos. Coord. Isilda Jana. Abrantes: [s.n.], D.L. 2013. ISBN 978-972-9133-41-1


23 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - O veado florido

23 de abril de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com base no livro O veado florido, de António Torrado (escritor) e Manuela Bacelar (ilustradora), Civilização Editora. 


Atividade de promoção do livro e da leitura no âmbito do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Por Celeste Santos.


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril e pretende promover o livro, os autores, os ilustradores e os editores. Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em abril de 1616. Para celebrar este dia, as bibliotecas públicas promovem inúmeras atividades para públicos variados e de natureza diversa, que pretendem celebrar o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores. 
Cartaz comemorativo


O veado florido
Era uma vez um senhor muito rico que possuía nos jardins do seu palácio os mais exóticos animais. Para que nunca esses jardins ficassem vazios, o senhor enviava para todas as terras, conhecidas ou desconhecidas, criados seus, em busca de novos animais. Um deles, o mais experiente, encontrou um veado com hastes adornadas com as mais belas e delicadas flores. Consegue atraí-lo e levá-lo para o palácio do seu senhor. Mas, chegado lá, o veado deixa de ser florido…
Este conto foi publicado pela primeira vez em 1972, tendo sido muito aclamado pela crítica. Após uma nova publicação, esteve esgotado durante vários anos, ressurgindo agora com novas ilustrações mas a mesma beleza.


 
António Torrado
Nasceu em Lisboa (1939), mas com raízes familiares na Beira Baixa. Poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, é por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. A sua bibliografia regista atualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY - Internacional Board on Books for Young People. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, "Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil."


Manuela Bacelar
Nasceu em Coimbra, em 1943. Realizou os seus estudos secundários no Porto, na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis. Continuou os seus estudos artísticos, em Praga, na Escola Superior de Artes Aplicadas, onde foi bolseira de 1963 a 1970, concluindo o Curso de Ilustração. Em 1971, fixou-se na cidade do Porto, onde reside desde então. É já conhecida do público português, nomeadamente das crianças. Artista plástica, Ilustradora de renome, é autora e coautora de algumas das obras incontornáveis de literatura infantil: Os Ovos Misteriosos, Tobias, O Meu Avô, O Dinossauro, Sebastião, Bernardino… São já cento e tal títulos, ilustrados mas também escritos. Alguns dos quais vencedores de prémios nacionais e internacionais. Vários estão traduzidos em França, Bélgica, Dinamarca, Líbano, Marrocos e Espanha.
Primeira grande referência da ilustração para a infância em Portugal do período pós 25 de Abril de 1974.


23 de abril de 2020 // 11:30 - Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

23 de abril de 2020// 11:30
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Leituras partilhadas dos vencedores do Abrantes a ler: Concurso Municipal de Leitura. 


Atividade de promoção do livro e da leitura orientada por Sónia Lourenço, bibliotecária na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

1.º ciclo do ensino básico – A vida íntima de Laura, de Clarice Lispector, da editora Relógio D´Água.
2.º ciclo do ensino básico – O livro que só queria ser lido, de José Jorge Letria, da editora Leya.
3.º ciclo do ensino básico – Vanessa vai à luta, de Luísa Costa Gomes, da Porto Editora.
Ensino secundário – A vida de um homem que perseguia poemas, de Joana M. Lopes, da Aletheia Editores.


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril e pretende promover o livro, os autores, os ilustradores e os editores. Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em abril de 1616. Para celebrar este dia, as bibliotecas públicas promovem inúmeras atividades para públicos variados e de natureza diversa, que pretendem celebrar o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores. 
Cartaz comemorativo

 

Abrantes a ler: Concurso Municipal de Leitura
O Abrantes a ler: Concurso Municipal de Leitura foi organizado pela Câmara Municipal de Abrantes/Biblioteca Municipal António Botto, em parceria com o Agrupamento de Escolas N.º 1 de Abrantes, o Agrupamento de Escolas N.º 2 de Abrantes e a EPDRA (Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes).
Este concurso tem como princípio orientador o prazer de ler e como objetivo estimular a prática da leitura e o contacto com os livros entre os alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.
Esta edição do Abrantes a ler integrou-se no Concurso Nacional de Leitura, sendo que a fase que se seguiria à municipal, em Abrantes, seria a intermunicipal, na Sertã, hoje, dia 23 de abril.
Devido à situação de pandemia que estamos a viver, em que nos encontramos confinados em casa, o Concurso Nacional de Leitura foi cancelado. Neste seguimento, lançámos um desafio aos alunos que passaram à fase intermunicipal. Como não era possível a presença na Sertã, poderiam representar as escolas do concelho de Abrantes, a partir das suas casas, através de leituras partilhadas, tendo em conta o livro sobre o qual versariam as provas do concurso, de acordo com o nível de ensino em que cada um se encontra.


28 de abril de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A árvore generosa

28 de abril de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A árvore generosa, de Shel Silverstein, da editora Bruaá

 

Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sónia Lourenço, bibliotecária, Celeste Santos e Sílvia Rodrigues, animadoras, da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

 

Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 
A árvore generosa

Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer, ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição. Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético, na sobriedade narrativa e ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein.


Shel Silverstein
Foi um escritor, poeta, dramaturgo, ilustrador, cartunista e cantor norte-americano cujos litros para crianças estão traduzidos em mais de 30 línguas. Recebeu dois Grammys, um por um dos seus livros infantis, outro por uma gravação de um outro, e esteve nomeado para os Golden Globes e para os Oscars. É um dos autores norte-americanos mais respeitados e adorados até aos dias de hoje.


01 de maio de 2020 // 1.º de maio de 1974 em Abrantes. Vídeo de Carlos Madeira

01 de maio de 2020 // 1º de maio de 1974 em Abrantes. Vídeo de Carlos Madeira, em versão da Biblioteca Municipal António Botto

01 de maio de 2020 // 1º de maio de 1974 em Abrantes. Fotos de Fernando Correia

05 de maio de 2020 // 11:00 - Dia Mundial da Língua Portuguesa - Padre António Vieira

05 de maio de 2020// 11:00
Dia Mundial da Língua Portuguesa - Padre António Vieira

 

Floresça, fale, cante, oiça-se e viva a portuguesa língua


Comemorando-se a cinco de maio o Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Biblioteca Municipal António Botto entendeu ser de especial importância, numa altura em que, por força da pandemia em curso, estamos também condicionados em termos comunicacionais, comemorar a nossa língua como principal instrumento de união de todos os seus falantes.
Queremos revelar o prazer da língua, emocionarmo-nos com as palavras, partilhar a mestria dos grandes escritores para com eles aprender e crescer.
Para isso escolhemos um dos maiores oradores de todos os tempos, padre António Vieira, o imperador da língua portuguesa, como lhe chamou Fernando Pessoa. Lançámos esse desafio à Andante, Associação Artística, através da sensibilidade e competência inigualáveis da Cristina Paiva e do Fernando Ladeira, e produzimos um vídeo de 13 minutos que atravessará parte da sua extensa obra.


 
Este vídeo contém excertos das seguintes obras do Padre António Vieira:
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão da sexagésima
Carta ao Padre provincial do Brasil
Carta à Câmara do Pará
Carta a D. João IV
Sermão do Espírito Santo
Sermões


e ainda excertos das obras:
Curso de Literatura Portuguesa de Camilo Castelo Branco
Livro do Desassossego de Bernardo Soares
Mensagem de Fernando Pessoa
Carta a Pêro Andrade Caminha de António Ferreira


Criação: Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Interpretação: Cristina Paiva
Música: Hovatoff
Vídeo e som: Fernando Ladeira
Produção: Andante Associação Artística

Patrocínio: Município de Abrantes


07 de maio de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Com o Tempo

07 de maio de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com o tempo, de Isabel Minhós Martins, com ilustrações de Madalena Matoso, da editora Planeta Tangerina. 

 

Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Celeste Santos, animadora na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 

Com o tempo
Todos já demos por isso: o tempo está sempre a passar, a passar, a passar...
E nós, com ele, também vamos passando, por tudo e por mais alguma coisa.
O tempo muda-nos. Muda as coisas à nossa volta. Transforma tudo.
Com o tempo, percebemos isso.


 
Isabel Minhós Martins

Nasceu em Lisboa, em 1974, no ano da revolução do 25 de Abril. Quando era pequena queria ser jornalista, arqueóloga ou pediatra. Não foi nenhuma das três, mas gosta muito do que faz.
“Para mim, escrever é como escavar: encontramos sempre alguma coisa, às vezes minhocas, às vezes água, pedras, raízes, túneis…um sapato perdido.
Gosto de escrever porque quase sempre encontro coisas inesperadas. Gosto de ler pela mesma razão: alguém escavou, escavou, escavou e encontrou alguma coisa que veio mostrar através das palavras.”
Estudou na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, trabalhou como criativa na área da comunicação para crianças e, mais tarde, com um grupo de amigos, fundou a editora Planeta Tangerina. Alguns dos livros que escreveu foram distinguidos por prémios ou instituições ligadas ao livro para a infância: Catálogo White Ravens, Prémio Andersen, Banco del Libro, Sociedade Portuguesa de Autores (2015), Gustav-Heinemann Friedenspreis (2017), Deutscher Jugendliteraturpreis (2017). Muitos dos seus livros estão publicados noutros países (França, Brasil, Coreia, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda…).


Madalena Matoso
Nasceu em Lisboa em 1974. É ilustradora. Tem uma licenciatura em Design de Comunicação, pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e uma pós-graduação em design gráfico editorial pela Universidade de Barcelona.
Em 1999 criou o Planeta Tangerina com três amigos.
Recebeu o Prémio Nacional de Ilustração em 2008 e 2018 e menções especiais em 2006, 2007, 2009 e 2014; Prémio Ilustração de Livro Infantil Festival de BD Amadora em 2008 e 2011 e Prémio Autor SPA/Livro infanto-juvenil em 2015.
Os originais do livro Não é nada difícil – O livro dos labirintos foram selecionados para a exposição de ilustração da Feira Internacional do Livro Infantil / Bolonha 2018. Este livro recebeu também uma menção Honrosa na categoria “Children’s Picture Books” na Feira de Direitos de Nova Iorque.
O livro Montanhas recebeu uma menção especial do júri na Feira de Bolonha na categoria Arte, Arquitetura e Design (Bologna Ragazzi Awards 2018).
Dá aulas de Ilustração na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa desde 2010.


12 de maio de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Uma história pequenina

12 de maio de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com base no livro de António Botto - O livro das crianças - “Uma história pequenina”

 

Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Celeste Santos, animadora na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


 
O livro das crianças

“Uma história pequenina”
“- Tu és linda, mãe! Dizia o pequeno Carlos fixando-a nos olhos negros.
Ela sorriu-se, sentindo-se a doce carícia daquela boca gentil.
- E podes acreditar-me, cara mais linda que a tua ninguém encontra, não há! Das tuas mãos é que eu não gosto.”
Uma pequena história, escrita por António Botto, que retrata o amor de mãe e filho.


António Botto
Nasceu em Concavada, no concelho de Abrantes, a 17 de agosto de 1897. Poeta, contista, dramaturgo, escritor epistolar, foi sem dúvida o maior vulto literário do concelho de Abrantes. Foi muito novo com a família para Lisboa, mas em 1947 partiu para o Brasil, com a sua companheira, Carminda Silva. Tendo colaborado em quase todas as revistas literárias de vanguarda - Contemporânea, Athena, Águia e outras que o levaram a uma grande massa de leitores, como a Ilustração, a Portucale, a Magazine Bertrand e a Civilização, o seu nome foi-se impondo como poeta de sensibilidade privilegiada e prosador elegante e original. António Botto morreu a 16 de março de 1959, no Rio de Janeiro, atropelado, aos 61 anos de idade.


19 de maio de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Histórias de ir à bola

19 de maio de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Com base no livro Histórias de ir à bola, de José Jorge Letria (escritor) e Joana Quental (ilustradora), da editora Ambar.

 

Atividade de promoção do livro e da leitura dinamizada por Sílvia Rodrigues e Carla Ribeiro, animadoras na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


Histórias de ir à bola 

Em pequenas narrativas, construídas a partir de um discurso muito acessível, repletas de humor e de vocábulos resgatados à gíria futebolística, as surpresas sucedem-se: um árbitro que engole um apito; um cão chamado Pelé que marca um golo; um torneio organizado por Anjos e Diabos; e ainda, um célebre almoço entre uma Águia, um Leão e um Dragão, indignados com a forma abusiva como eram usados nos emblemas de três clubes. Estas divertidas histórias sobre futebol, nove no total, são uma forma de partilhar momentos únicos com os amigos e os mais crescidos. Aqui o humor é rei. A bola, o apito do árbitro e até os animais que servem de símbolo a alguns grandes clubes aparecem como personagens principais. Neste livro, todos participamos no torneio da boa disposição e na festa do futebol, aprendendo também coisas mais sérias com o riso de uma grande jornada.

 
José Jorge Letria
Ficcionista, mas também jornalista, poeta, dramaturgo. Nasceu em Cascais, em 1951, onde foi vereador da Cultura entre 1994 e 2002. Tem livros traduzidos em mais de uma dezena de idiomas e foi premiado em Portugal e no estrangeiro, destacando-se dois Grandes Prémios da APE, o Prémio Aula de Poesia de Barcelona, o Prémio Internacional UNESCO, o Prémio Eça de Queiroz – Município de Lisboa e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O Fantasma da Obra. Ao lado de nomes como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos mais destacados cantores políticos portugueses, tendo sido agraciado, em 1997, com a Ordem da Liberdade. É mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e pós-graduado em Jornalismo Internacional. Doutorou-se com distinção em Ciências da Comunicação no ISCTE, em Setembro de 2017. É presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e do Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC. É coautor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.


Joana Quental
Designer, ilustradora e docente na Universidade de Aveiro. É licenciada em Design de Comunicação e mestre em Arte Multimédia. Concluiu em 2009 o doutoramento com a tese “A Ilustração enquanto processo e pensamento. Autoria e interpretação”. Tem participado em conferências, seminários e exposições. Em 1997, recebeu uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ilustração Infantil promovido pelo IPLB e IBBY, e em 2012, o 1º Prémio para Cartaz para o ano pastoral 2012 (Santuário de Fátima). Enquanto designer e ilustradora, desenvolveu trabalhos com as editoras Campo das Letras, Porto Editora e Zero a Oito. Atualmente, tem como principal interesse de investigação a comunicação da saúde às crianças, recorrendo à ilustração.


21 de maio de 2020 // A Tempestade - Por Ana Mourato


A tempestade - Florença Seyvos e Claude Ponti. L'école des Loisirs - Vídeo por Ana Mourato

22 de maio de 2020 // 11:00 - Entre nós e as palavras com a escritora Joana Bértholo

22 de maio de 2020// 11:00
Entre nós e as palavras com a escritora Joana Bértholo. Apresentação do livro Ecologia, da Editorial Caminho.

 

Uma iniciativa em parceria e em estreita colaboração com o grupo editorial LeYa.

Joana Bértholo

Escritora e dramaturga, nasceu em Lisboa, em 1982. Licenciada em Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e Doutorada em Estudos Culturais pela European University Viadrina, na Alemanha. Publicou na Editorial Caminho vários romances, livros de contos e literatura infantil. Ecologia, o seu último romance, foi semifinalista do Prémio Oceanos 2019, finalista do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, finalista do Grande Prémio de Literatura DST e nomeado para o Grande Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Portuguesa 2019. O museu do pensamento recebeu o prémio de melhor livro infantojuvenil da Sociedade Portuguesa de Autores 2018 e do Prémio Literário de Fátima na mesma categoria. Recebeu diversos outros prémios: Prémio Jovens Criadores 2005; Menção Honrosa no Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (1998); Melhor Argumento para BD (SOSracismo e editora Baleiazul, 1999); Prémio Escrevendo a Partir da Pintura (Fundação Calouste Gulbenkian, 2000); Melhor Ensaio O Movimento Olímpico (Comité Olímpico Português, 2000); Prémio Jovens Criadores – Literatura (Clube Português de Artes e Ideias, 2005); Menção Honrosa no Prémio UP-Utopia (Universidade de Letras do Porto, 2005); 1.º lugar no Concurso Literário Persona (2006). E finalmente o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho (CMLoures, 2009) para o seu primeiro romance Diálogos para o fim do mundo (editorial Caminho, 2010).


 
Ecologia
Numa sociedade que se fundiu com o mercado - tudo se compra, tudo se vende - começamos a pagar pelas palavras.
A estranheza inicial dá lugar ao entusiasmo.
Afinal, como é que falar podia permanecer gratuito? Há seis mil idiomas no mundo.
Seis mil formas diferentes de dizer ecologia, e tão pouca ecologia.
Seis mil formas diferentes de dizer paz, e tão pouca paz.
Seis mil formas diferentes de dizer juntos, e cada um por si.


Dia do Autor Português
É assinalado no dia 22 de maio em todo o país por diversas instituições. Trata-se de uma iniciativa promovida, desde 1982, pela Sociedade Portuguesa de Autores - SPA, como forma de reconhecer todos os criadores portugueses nas várias áreas artísticas e culturais. Homenageia quem ajuda a sonhar, quem transmite emoções, quem enriquece a nossa cultura e aumenta os nossos conhecimentos.


30 de maio de 2020 // 11:00 - Vídeoficina de ilustração com Paulo Alves

30 de maio de 2020// 11:00
Vídeoficina de ilustração com Paulo Alves inserida nos Cadernos de Viagem de Abrantes.

 

Cadernos de Viagem de Abrantes
Desenho, Literatura, Fotografia, Vídeo, Jornalismo, Multimédia.
Uma iniciativa do Município de Abrantes com a colaboração da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitetos - Secção Regional do Sul.
Local de realização: Biblioteca Municipal António Botto, escolas e outros espaços do concelho de Abrantes.
Comissário: Eduardo Salavisa.
À semelhança dos “Carnets de Voyage” de Clermont-Ferrant, os Cadernos de Viagem de Abrantes são um espaço de encontro e de fusão do desenho com a escrita de viagens e outras artes como a fotografia e o vídeo.
Abrantes, cidade mais central de Portugal, lugar ideal de partida e de chegada, ou destino a descobrir em si mesma, é desde 2015 palco de exposições de desenhos e cadernos de viagem, oficinas e masterclasses, desenhos, literatura, fotografia, vídeo, jornalismo e multimédia, apresentações e lançamentos de livros, feira do livro de viagens e residência artística com um desenhador e um escritor.

 
Oficina de desenho de campo
O desenho de campo é uma das formas mais básicas, mas efetivas de recolha de informação para a ilustração. Numa sociedade em que a recolha de imagens é imediata, através da tecnologia a que todos temos acesso, esquecemo-nos de olhar e reter aquilo que se encontra à nossa volta. A informação fica guardado no ecrã de um telemóvel para ver mais tarde, em casa...
Nesta oficina contrariamos essa tendência e focamo-nos naquilo que nos rodeia, procuramos entender e conhecer os detalhes do tronco de uma árvore, o modo de voo de uma ave, as reentrâncias de uma parede. E passaremos essa informação para o caderno de esboço, estabelecendo uma relação completamente diferente com o que nos rodeia.


Paulo Alves
Nasceu em Abrantes em 1989.
Em criança desenvolveu uma enorme paixão pelo meio natural. Aos 12 anos comprava os seus primeiros binóculos e saía de casa para observar aves, motivado pela curiosidade de saber mais e mais sobre a ornitologia. Iniciava-se assim na prática do birdwatching…
Esse fascínio pelos seres alados juntou forças com a aptidão para o desenho e, enquanto devorava livros ilustrados pelos seus artistas prediletos, dava os primeiros traços a carvão e só mais tarde usou a cor, tendo a aguarela e o acrílico como meios artísticos preferenciais.
Atualmente, para além de ilustrador freelancer, trabalha como consultor ambiental em projetos de conservação e monitorização de aves migradoras que já o levaram a países como o Egito, a Indonésia ou o Djibuti.


05 de junho de 2020 // 18:30 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Dia Mundial do Ambiente

05 de junho de 2020// 18:30
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Dia Mundial do Ambiente. Roubar ao mar, de Carmen Zita Ferreira, com ilustrações de Alexandre Esgaio, da editora Trinta por uma linha. 

 

Atividade de promoção do livro e da leitura, com base no livro Roubar ao mar, de Carmen Zita Ferreira, com ilustrações de Alexandre Esgaio, da editora Trinta por uma linha

Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


Roubar ao mar
Manuel nasceu numa pequena vila piscatória e, tal como a sua família, o pequeno foi iniciado pelo pai na arte da pesca com rede.
A certo ponto do seu crescimento, sempre em harmonia com a natureza, Manuel descobre que não quer ser pescador quando crescer, algo que o coloca inquieto e perdido.
A mãe acalma-o e avisa-lhe que a seu tempo descobrirá a sua vocação.
Não tardaria muito. Filho de pescador e descendente de piratas, Manuel enceta uma grande luta em defesa do ambiente.
A sua amiga Joana acompanha-o. E tu, estás pronto para entrar no Clube dos Piratas do Ambiente?


Carmen Zita Ferreira
É natural de Ourém (Portugal) e nasceu em 1974. Desde cedo ligada à música, aprendeu a tocar trompa de harmonia, cavaquinho, viola e bandolim. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Portugueses, pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Nessa mesma Faculdade terminou, em 1999, a Pós-graduação no Ramo de Formação Educacional e, em 2002, a Pós-graduação em Cultura Portuguesa Contemporânea.
É mestre em Ciências Documentais, na variante de Bibliotecas e Centros de Documentação, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa.
Editou várias obras, o livro de poesia Jogo de espelhos (Ed. Som da Tinta) e em 2006 Do mar grande e doutras águas (Ed. Gama); O bicho de sete cabeças – história de uma eleição democrática (Ed. Trinta por uma linha); Dois dedos de conversa (Ed. Trinta por uma linha); O pequeno trevo vai à escola; O morcego bibliotecário (Ed. Trinta por uma linha); Beatriz, a árvore feliz (Ed. Trinta por uma linha); Antologia Poética Os Direitos das Crianças (Ed. Trinta por uma linha); Roubar ao mar (Ed. Trinta por uma linha).
As atividades preferidas de Carmen Zita Ferreira são ler, viajar, fotografar e cantar.


 
Alexandre Esgaio
Alexandre Esgaio nasceu, a 16 de setembro de 1973, na Nazaré. Tirou o curso de Psicologia Clínica em Coimbra. Já em Lisboa, quando trabalhava numa livraria desenvolveu o gosto pelo livro e o seu empenho e conhecimento terão contribuído para assumir a responsabilidade pela seção infantojuvenil. É desde esse momento que dedica a vida ao desenho e à ilustração, colaborando em diversas publicações, direcionadas a crianças. Tem um blog chamado "Maria Macaréu", onde publica banda desenhada e fanzines. Atualmente, vive em Lisboa.


Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial do Ambiente é assinalado a 5 de junho e tem como objetivo alertar as populações e os governos para a necessidade de proteção e preservação do ambiente.
O dia 5 de junho foi escolhido para celebrar a data, pois marca o dia em que teve início a 1.ª Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, que se realizou em 1972, em Estocolmo, na Suécia. O evento foi um marco e a sua Declaração Final contém 19 princípios que assentam na necessidade de “inspirar e guiar os povos do mundo para a preservação e a melhoria do ambiente humano”, estabelecendo assim as bases para a nova agenda ambiental das Nações Unidas. Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972): “Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar as nossas ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual a nossa vida e bem-estar dependem. Por outro lado, através do maior conhecimento e de ações mais sábias, podemos conquistar uma vida melhor para nós e para a posteridade, com um meio ambiente em sintonia com as necessidades e esperanças humanas...” “Defender e melhorar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações tornou-se uma meta fundamental para a humanidade.”


10 de junho de 2020 // 18:30 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Antologia de poetas abrantinos

10 de junho de 2020// 18:30
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Antologia de poetas abrantinos. Recital em vídeo. 

 

Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


 
Antologia de poetas abrantinos

ANSELMO, Maria da Piedade - Sol poente. Abrantes: Palha de Abrantes, 1999. ISBN 972-97135-4-5
BARRALÉ, Rosa - Letras, sentimentos e conflitos. Abrantes: Palha de Abrantes, 2002. ISBN 972-98796-2-1
BOTTO, António; PITTA, Eduardo, ed. - Canções e outros poemas. Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2008. ISBN 978-989-552-329-0
CHAMBEL, Maria José - Escrever na sombra. Abrantes: Palha de Abrantes, 2000. ISBN 972-97135-5-3
MARQUES, José-Alberto - Zara. Abrantes: Câmara Municipal, D.L. 1995. ISBN 972-9133-18-2
PALHA DE ABRANTES - Poetas populares de Abrantes. Abrantes: Câmara Municipal, 1997. ISBN 972-9133-22-0


16 de junho de 2020 // 18:30 - Encontro infantojuvenil com a escritora Inês Fonseca Santos

16 de junho de 2020// 18:30
Apresentação do livro A palavra perdida, de Inês Fonseca Santos, com ilustrações de Marta Madureira, da Arranha-céus Editora (Abysmo).

 

A palavra perdida
O Manuel perdeu uma palavra. Confirmou nos bolsos, onde costuma carregar palavras, passeá-las, e faltava-lhe uma. Não sabe exatamente que palavra é. Ou que palavra era. Ou que palavra foi. Pede ajuda aos amigos e aos primos. Para saber que palavras ainda guarda nos bolsos (que é como quem diz: no coração e debaixo da língua), tem que descobrir a palavra perdida. Terá?
Este é o primeiro livro para a infância e juventude de Inês Fonseca Santos, que encontrou em Marta Madureira a intérprete certa para acompanhar com imagens desafiantes esta pequena viagem de descoberta da linguagem. Quase sem querer, o narrador descobre a importância das palavras para com elas descobrir o mundo e nomear as suas «partes»: as ruas, as casas, a família. O ritmo poético da narrativa vai sendo ilustrado, de modo quase abstrato, mas orgânico, por um conjunto de pequenas peças que nos ajudarão a compor, como num jogo, um destino. Para o Manuel personagem, mas também para nós seus leitores-parceiros.

 
Inês Fonseca Santos
Nasceu em 1979, em Lisboa.
É licenciada em Direito, mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Enveredou pelo jornalismo e tornou-se escritora.
Na televisão, trabalhou como jornalista nos programas Sociedade das Belas Artes, Laboratório (ambos da SIC Notícias), Câmara Clara e Diário Câmara Clara (ambos da RTP2). Atualmente, é editora e apresentadora dos programas Os livros e todas as palavras (RTP3).
Entre as suas obras, contam-se o ensaio A poesia de Manuel António Pina – O encontro do escritor com o seu silêncio, reeditado no volume Regressar a casa com Manuel António Pina, a biografia Produções Fictícias – 13 Anos de Insucessos, os livros de poesia As coisas (ilustrado por João Fazenda) e A habitação de Jonas (ilustrado por Ana Ventura), e o livro infantojuvenil A palavra perdida (ilustrado por Marta Madureira). 
É autora do livro José Saramago - Homem-Rio, da coleção Grandes Vidas Portuguesas, uma coedição Pato Lógico e Imprensa Nacional.


20 de junho de 2020 // 18:30 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Dia Mundial do Refugiado

20 de junho de 2020 // 18:30
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Refugiados e migrantes, de Ceri Roberts, com ilustrações de Hanane Kai, da Bertrand Editora
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Atividade de promoção do livro e da leitura, com base no livro Refugiados e migrantes, de Ceri Roberts, com ilustrações de Hanane Kai, da Bertrand Editora.


Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania
Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


 
Refugiados e migrantes
Por vezes, as crianças ouvem palavras nas notícias que não entendem e que as deixam preocupadas. Com ilustrações lindíssimas e uma linguagem acessível, Refugiados e migrantes procura responder às suas perguntas e oferecer soluções encorajadoras.
Ajude os seus filhos a entender o que significa ser refugiado ou pedir asilo, as razões que podem levar alguém a ter de deixar tudo para trás e, em especial, as dificuldades que as crianças deslocadas sentem ao chegar ao seu país anfitrião.


Ceri Roberts
Ceri Roberts é jornalista, palestrante, editora e escritora freelancer que trabalha para vários meios de comunicação de destaque.


Hanane Kai
Hanane Kai é uma ilustradora premiada que espera tocar o seu público com todas as ilustrações que ela cria. Em 2016, ganhou o prestigiado prémio Bologna Ragazzi New Horizons pelo seu trabalho no livro Tongue Twisters.


21 de junho de 2020 // 18:30 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Dia Europeu da Música

21 de junho de 2020 // 18:30
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Histórias de Cantar, de Margarida Fonseca Santos, com ilustrações de Carla Nazareth, orquestração de Francisco Cardoso, da Juventude Musical Portuguesa
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Atividade de promoção do livro e da leitura, com base no livro Histórias de Cantar, de Margarida Fonseca Santos, com ilustrações de Carla Nazareth, orquestração de Francisco Cardoso, da Juventude Musical Portuguesa, seguida de oficina.


Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania
Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


Dia Europeu da Música
O Dia Europeu da Música celebra-se a 21 de junho. Tudo começou em França, em 1982, por iniciativa do então ministro da cultura, Jack Lang, que idealizou um dia consagrado à música, onde esta aconteceria nos sítios mais diversos e improváveis: ruas, praças, parques, terraços, jardins, montras de comércio e coincidindo com o solstício de verão (21 junho).
A música faz parte do quotidiano da civilização atual, é capaz de unir gerações e transmitir valores e é por muitos encarada com uma das mais belas formas de transmissão de arte. Que povo ou cultura consegue ficar indiferente ao poder da música?
Cientes da importância que o universo musical tem na sociedade, neste dia tão especial para os amantes da música, importa realçar o poder agregador deste género de arte.
“Sem música, a vida seria um erro”
Friedrich Nietzsche, filósofo, escritor e poeta alemão


 
Histórias de cantar
É uma obra lúdica de carácter pedagógico. Contém doze histórias para ler, cantar e aprender, as quais se encontram apresentadas em partitura para canto e piano. Estas histórias podem ser ouvidas no CD incluído no livro.


Margarida Fonseca Santos 
Publicou o seu primeiro livro para crianças há vinte e um anos. Desde esse instante, nunca mais parou de escrever para este público, um verdadeiro desafio que se transformou numa grande paixão. Autora reconhecida e muito querida do público, tem uma grande parte das suas obras no Plano Nacional de Leitura.
É autora de livros como Altamente, O boião mágico e Uma questão de azul-escuro, e de coleções como O Reino de Petzet e, em coautoria com Maria João Lopo de Carvalho, Os 7 irmãos. O seu romance De zero a dez, sobre a dor crónica, está traduzido para castelhano e inglês. Além de escrever para crianças, adultos e teatro, trabalha na área da escrita criativa e do treino mental, algo que ficou do tempo em que se dedicava à Pedagogia e à Formação Musical. A coleção A escolha é minha é o reflexo de todo este percurso.


Carla Nazareth
Nasceu no ano de 1975, em Moçambique. Viveu grande parte da sua vida em Coimbra, mas reside em Lisboa desde 1993. É licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, cidade da qual guarda a luz que reflete as cores, as oportunidades oferecidas e as coisas que acontecem. Trabalha desde 1998 como designer de comunicação e, a partir de 2001, inicia a sua atividade como ilustradora infantil.


25 de junho de 2020 // 18:30 - Entre nós e as palavras com a escritora Cláudia Andrade

25 de junho de 2020 // 18:30
Entre nós e as palavras com a escritora Cláudia Andrade. Apresentação do livro Quartos de final e outras histórias, da editora Elsinore.

Promoção da leitura para o público adulto, dando a conhecer autores e obras de referência.


Cláudia Andrade
Até hoje, todas as suas obras, incluindo a vencedora do prémio Ferreira de Castro, foram publicadas sob o pseudónimo Victória F. Com Quartos de final e outras histórias, Cláudia Andrade dá finalmente corpo aquela que é uma das vozes emergentes no panorama literário português.
É autora de um romance, Caronte à espera (APED, Brasil, 2012), e vários livros de contos, entre os quais Elogio da infertilidade, vencedor do Prémio Ferreira de Castro 2017, e Quartos de final e outras histórias, vencedor do concurso Coleção Vertentes da Universidade Federal de Goiás (Brasil), em 2013. O seu conto Canção de ninar (Escritório Editora, 2015) ganhou o concurso literário incluído do Motel X, em 2015.


 
Quartos de final e outras histórias
«Na limusina alugada, continuava absorta nos dedos, encostada ao ombro do marido que, denotando distração e falta de assesto, a apalpava por debaixo do vestido. Ajeitou-se no banco em seu auxílio, compreendendo que a esperava uma noite de núpcias sofrível. Mas não se importava porque o amava realmente.»
Uma noiva desesperada por chamar a atenção do seu noivo no dia do casamento; um homem plantado num jardim; uma prostituta de estrada que encontra a inesperada salvação numa cadela abandonada; uma moribunda indiscreta que, no leito de morte, atormenta as suas comadres; um violador de viúvas e de anjos; um poeta que procura adequar uma vida demasiado saudável à biografia que se espera dele — são estas algumas das personagens e situações que povoam o universo de Quartos de final e outras histórias: um livro surpreendente, novo e visceral, irónico e carregado de pulsões, onde o sexo, a velhice, a esperança e a violência expõem retratos de vidas frágeis, pontuadas por momentos épicos.


01 de julho de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Dia Mundial das Bibliotecas

01 de julho de 2020 // 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Atividade com base no livro Uma biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente, de Mafalda Milhões, da editora O Bichinho de Conto.

 

Já em 1887 existia uma sociedade chamada Biblioteca Popular de Abrantes que em 1890 mudou o nome para Sociedade João de Deus. Foi ela que fundou a primeira biblioteca de Abrantes, que já emprestava livros por oito dias. Em 1889 foi criada a Biblioteca Escolar de S. Vicente, onde se podia ler ou fazer empréstimos durante o horário escolar.
A 3 de agosto de 1933 o município decidiu fazer obras para instalar a biblioteca no rés-do-chão dos passos do concelho. Em 1963 a Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu aí a Biblioteca Fixa nº. 134, que fechou em fevereiro de 1982 para se transferir para o convento de S. Domingos, ala Sul, onde esteve até 1993.
Entretanto, uma biblioteca moderna foi construída no mesmo edifício, sob contrato-programa entre o município e o Instituto Português do Livro e da Leitura, abrindo a 26 de novembro de 1993 com o nome de Biblioteca Municipal António Botto.
Em 1999 foi lançado o primeiro projeto de Internet, remodelado em 2001 com catálogo em linha, a primeira biblioteca virtual portuguesa e outros serviços pioneiros em Portugal.
Em 2020, em confinamento devido à pandemia de COVID 19, a Biblioteca Municipal António Botto lançou a Biblioteca Digital de Abrantes e uma intensa programação de atividades de promoção da leitura em linha, de forma a continuar a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos e o fomento da sociedade democrática, através da promoção de objetivos de educação, cultura, formação e lazer e não abdicando da ideia de biblioteca pública no sentido do Manifesto da Unesco: uma instituição ativa, interveniente no meio e «aberta a todos os membros da comunidade, sem distinção de raça, cor, nacionalidade, idade, religião, língua, situação social ou nível de instrução.» Porque uma biblioteca é um sítio onde cabe toda a gente.

 
Uma biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente
Ao abrir a porta de uma biblioteca é um entra e sai. Entram os sonhos, e saem a fantasia e o encantamento nas mãos das crianças e seus livros. Cada pequeno leitor que se abre às páginas de um livro, nele mergulha e dele agora faz parte. Entra o menino, sai de lá o poeta. Entra a menina, sai de lá a aventureira. ...
Com um trabalho focado na mediação de leitura através do acompanhamento de famílias, técnicos e outros mediadores, a editora O Bichinho de Conto apresenta o livro Uma biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente. Porque todos os leitores são diferentes, a capa apresenta-se com 3 cores à escolha. Um livro lúdico, divertido e inacabado, para leitores dos 0 aos 200 anos.


Mafalda Milhões
Mafalda Milhões dedica-se à ilustração, mas também é editora, livreira, autora e mediadora de leitura. Formou-se em Artes Gráficas em Tomar, é discípula de Gutenberg e uma das impulsionadoras do projecto editorial "O Bichinho de Conto". A ilustração de Mafalda Milhões expressa bem a sua personalidade e ideias. É uma ilustradora de causas. A sua obra conta com várias distinções, em 2014 foi galardoada em Espanha com o Gourmand Award na categoria Best Illustrated CookBook com o livro Marux (OQO). As suas imagens são de quem mastiga palavras e lê o mundo. Para ela ler também é ouvir, ser, estar e sentir.


14 de julho de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A montanha de livros mais alta do mundo

14 de julho de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A montanha de livros mais alta do mundo
Atividade de promoção do livro e da leitura, com base no livro A montanha de livros mais alta do mundo, de Rocio Bonilla, da editora Jacarandá.

 

Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania
Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 
A montanha de livros mais alta do mundo
Lucas estava convencido de que nascera para voar. Olhava para os aviões, tentava inventar asas de todos os tipos, e até pediu para aprender a voar como presente de Natal! Mas nada funcionava… Um dia, a sua mãe explicou-lhe que havia outras maneiras de realizar o seu sonho e pousou-lhe um livro nas mãos. Nesse mesmo dia, sem perceber, Lucas começou a voar…
Um livro para despertar a imaginação em leitores de qualquer idade, com as ilustrações inconfundíveis de Rocio Bonilla, autora do bestseller De que cor é um beijinho?


Rocio Bonilla
Rocio Bonilla nasceu em Barcelona em 1970, onde se graduou em Belas Artes na Universidade de Barcelona. Começou a sua carreira na área da pintura, fotografia e publicidade, área onde se manteve por 12 anos distanciada da ilustração.
Depois de ser mãe, Rocio decidiu deixar a publicidade e voltar a trabalhar na ilustração e no imaginário infantil.
Desde 2010 que se dedica à área editorial. Os seus três filhos são os seus maiores fãs e os seus maiores críticos também.
Nos tempos livres gosta de se dedicar à cozinha, à leitura e ao croché.


26 de julho de 2020 // 11:00 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - Dia Mundial dos Avós

26 de julho de 2020// 11:00
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Segredos, de António Mota, ilustrações de Marta Torrão, da editora Gailivro e O livro da avó, de Luís Silva, das edições Afrontamento. 

 

Atividade de promoção do livro e da leitura. 


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 

Segredos
Dez histórias, dez segredos, dez textos breves de António Mota, que convidam a viajar ao lado do sonho e das coisas marcantes da vida que nos acontecem em secretos dias que nunca mais esquecemos. Dez histórias, dez segredos que conhecemos ao longo deste livro com as inconfundíveis ilustrações de Marta Torrão, Prémio Nacional de Ilustração 2004.


António Mota
António Mota nasceu no concelho de Baião, em 1957. Em 1979 publicou o seu primeiro livro, intitulado A Aldeia das Flores, e não mais parou de escrever. É um dos autores mais lidos e premiados da literatura infantojuvenil portuguesa, tendo cerca de noventa títulos publicados, e a sua vasta obra foi, em grande parte, selecionada pelo Plano Nacional de Leitura. Recebeu vários prémios, dos quais se destacam o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1983), o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens (1990), o Prémio António Botto (1996) e o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, categoria «Livro Ilustrado» (2004). Em 2008, foi agraciado pela Presidência da República com a Ordem da Instrução Pública.
Em 2014, foi nomeado para o prémio ALMA por ser «um dos mais prolíficos escritores portugueses para a infância e juventude» e por a sua obra ter «a singular qualidade de ser ao mesmo tempo intemporal e universal». A nomeação repetiu-se na edição de 2015 deste que é um dos mais importantes prémios internacionais na área da literatura infantojuvenil. No Meio do Nada é o seu primeiro livro para adultos, publicado quando se comemoram os 40 anos de uma carreira literária a semear histórias que alimentaram a imaginação de milhares de leitores.


 
Marta Torrão
Vive e trabalha em Lisboa. Estudou Ilustração e Desenho na Escola de Artes Visuais, em Lisboa. Ilustra livros para crianças em Portugal e Espanha. Participou em diversas exposições, incluindo a Exposição de Ilustração Portuguesa em 2001, 2002 e 2004. Festival de Ilustração e Banda Desenhada em 2003 e 2005. Feira do Livro Infantil de Bolonha- exposição Nuove Figure per Pinocchio 2003. Exposição Ilustração Portuguesa Contemporânea para a infância, Ilustrações.pt- Palazzo Dàccursio- Bolonha 2008. Em 2003 o livro João pé descalço recebeu uma Menção Honrosa do Prémio Nacional de Ilustração e em 2004 foi distinguida com o Prémio Nacional de Ilustração pelas ilustrações para o livro Come a sopa, Marta!. Em 2006 os livros Pássaros na cabeça e Come a sopa, Marta! receberam uma distinção White Ravens - Biblioteca Internacional do Livro Infantil de Munique.


O livro da avó
O livro da avó resgata memórias de ternura: das festas com coca-cola, das brincadeiras com os primos, dos passeios e da varanda com o mar como horizonte. Grande, velhinha e enrugada como a maioria das avós. E quando já somos grandes e nos lembramos percebemos a falta que nos fazem.
Vencedor do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância.


Luís Silva
Luís Silva nasceu em Luanda, Angola, em 1968. Concluiu o Curso Superior de Ilustração/B.D. pelo Institut Superieur des Beaux- Arts St. Luc em Liège, em julho de 2000, com Grand Distinction. Tem o 3º Ano do Curso Superior de Design de Comunicação-Arte Gráfica, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
É autor dos desenhos do filme de animação realizado por Abi Feijó, intitulado: Os Poderes do Senhor Presidente, em exibição no Museu da Presidência da República. Em 2004 e 2005 colaborou com o T.F.A. (Teatro de Formas Animadas), e com o Teatro Nacional São João, na criação cenográfica e de personagens para os espetáculos de teatro de papel anfitrião, de António José da Silva – O Judeu, e o Convidado de Pedra, de Tirso de Molina.
Realizou as ilustrações e a imagem da exposição Habitantes e Habitats, Pré e Proto-História na Bacia do Lis, patente ao público de 30 de setembro a 30 de março de 2006, galardoada como o título de melhor exposição do ano pela Associação Portuguesa de Museus.
É autor das ilustrações dos livros O Senhor das Palavras (texto de Isabel Rosas), A Menina do Búzio (texto de Maria Flor Campino) com a chancela das edições Afrontamento.


04 de agosto de 2020 // 18:30 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A girafa que queria ter riscas

04 de agosto de 2020// 18:30
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Vídeo com base no livro A girafa que queria ter riscas, de Margarida Josué, edição de autor. 

 

Atividade de promoção do livro e da leitura. 


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.

 

 
A girafa que queria ter riscas
Era uma vez uma girafa engraçada que vivia feliz na sua manada... Até ao dia em que viu as zebras desfilarem as riscas numa festa e desejou ter umas riscas igualmente deslumbrantes. Depressa decidiu que estava na hora de mudar e não é que conseguiu?! Só teve de pedir por favor a um elefante pintor que a pintou às riscas pretas e brancas com todo o gosto. A girafa agradeceu-lhe com gentileza e desfilava o novo visual toda vaidosa. Só que agora todos os animais também queriam estar na última moda e faziam uma fila interminável perante o elefante sempre que esta surgia. Mas quando descobriram a moda perfeita, olharam uns para os outros e foi uma desfeita... Perceberam que todos iguais já não eram especiais!


Margarida Josué
Licenciada em Educação de Infância pela Universidade de Aveiro, Margarida Josué mergulhou desde muito cedo no universo dos livros, opção que lhe valeu por duas vezes o Prémio Literário José Estêvão. Ao longo do percurso académico, compreendeu que esta sua vocação estava intimamente ligada a uma ternura incondicional pela infância, razão pela qual decidiu começar a escrever obras para crianças.


11 de agosto de 2020 // 18:30 - Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania - A manta

11 de agosto de 2020// 18:30
Abrantes a ler: leitura, identidade e cidadania. Vídeo com base no livro A manta, de Isabel Minhós Martins, ilustrações de Yara Kono, da editora Planeta Tangerina. 

 

Atividade de promoção do livro e da leitura. 


Pretende-se a promoção de valores de cidadania ativa e de reforço da identidade, através da leitura, ao mesmo tempo sensibilizando para uma mudança de comportamentos e atitudes. Com o texto literário como ponto de partida ou de chegada, cruza-se a leitura com outras formas de expressão, através de ateliês diversos, para o exercício de uma cidadania consciente e informada face às problemáticas atuais.


A manta
Nos livros aos quadradinhos, cada quadrado conta um pedaço de uma história. Neste livro, que não é um livro de banda-desenhada nem nada assim parecido, cada quadradinho (de tecido) tem também uma história para contar. Há uma manta de retalhos, uma avó com boa memória e muitos netos de ouvido atento. À noite, ao deitar, não são precisos livros: basta à avó olhar a manta e todas as personagens e enredos que lá moram, para a sessão começar...

 
Isabel Minhós Martins

Nasceu em Lisboa em 1974.
É formada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes (1997).
Fundou, juntamente com três amigos, a editora Planeta Tangerina. Alguns dos seus livros foram distinguidos por prémio ou por instituições ligadas ao livro infantil, como o Prémio Internacional de Compostela de Álbuns Ilustrados, Catálogo White Ravens, Prémio Andersen ou Banco del Libro.
Tem livros publicados em Espanha, França, Inglaterra, Itália, Brasil, Noruega, Coreia, Alemanha, China, México.


Yara Kono

Nasceu em São Paulo, Brasil. É ilustradora e designer gráfica. Estudou Farmácia Bioquímica na Universidade Estadual Paulista (UNESP), mas já nas aulas de Citologia os seus desenhos eram os mais populares. Durante o curso, estagiou numa agência de publicidade e a ideia de seguir outro caminho que não o farmacêutico, talvez tenha nascido aí. Estudou Design e Comunicação na Escola Panamericana de Arte e foi bolseira no Centro de Design de Yamanashi, no Japão.
Hoje vive em Portugal e desde 2004 faz parte da equipa da editora Planeta Tangerina.
Venceu o Prémio Nacional de Ilustração em 2010 e o Prémio Bissaya Barreto em 2016. Entre as menções e seleções, destacam-se o Prémio Compostela, Nami Concours (Coreia do Sul) e Bologna Illustrators Exhibition.
Gosta de caminhar, cozinhar para os amigos e desenhar elefantes.


OUTROS

Exposições

Abrantes na Rota da Seda


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Sugestões de leitura

José Alberto Marques


José Alberto Marques


Sugestão de leitura da obra de José Alberto Marques com texto e leitura de Francisco Lopes.
José Alberto Marques, escritor abrantino nascido em Torres Novas, é um dos grandes nomes da poesia experimental portuguesa e autor do primeiro poema concreto publicado em Portugal.

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Os Despojos do dia


Os Despojos do dia


Sugestão de leitura do romance de Kazuo Ishiguro, com texto e leitura do bibliotecário Francisco Lopes.
Kazuo Ishiguro, escritor inglês de origem japonesa, foi Prémio Nobel da Literatura em 2017.

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As velas ardem até ao fim


As velas ardem até ao fim


Sugestão de leitura do romance de Sándor Márai, com texto e leitura do bibliotecário Francisco Lopes.

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Maria Velho da Costa

maria velho costa

Prémio Camões 2002 Maria Velho da Costa (n. 1938) é licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e tem o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi leitora do King's College em Londres, presidente da Associação Portuguesa de Escritores e adida cultural em Cabo Verde. Ficcionista, ensaísta e dramaturga é coautora, com Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta, de "Novas Cartas Portuguesas", um livro que se tornou um marco no nosso país pela abordagem da situação das mulheres nas sociedades contemporâneas, e que viria a ser apreendido pela polícia política do antigo regime. A sua escrita situa-se numa linha de experimentalismo linguístico que viria a renovar a literatura portuguesa nos anos 60 e, como afirmou Eduardo Lourenço, é "de um virtuosismo sem exemplo entre nós". É autora, entre outras obras, de "O Lugar Comum" (1966), "Maina Mendes" (1969), o já citado "Novas Cartas Portuguesas" (1972), em colaboração, "Casas Pardas" (1977), Prémio Cidade de Lisboa, "Lucialima" (1983), que foi Prémio D. Dinis, da Fundação da Casa de Mateus, "Missa in Albis" (1988), Prémio de Ficção do PEN Clube, "Dores" (1994), um volume de contos, em colaboração com Teresa Dias Coelho, ao qual foi atribuído o Prémio da Crítica da Associação Internacional dos Críticos Literários e o Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, a peça de teatro Madame", a partir de Eça de Queirós e Machado de Assis, um êxito retumbante de palco, interpretado por Eunice Muñoz e Eva Wilma, e "Irene ou o Contrato Social", distinguido com o Grande Prémio de Ficção APE de 2000. Em 1997 foi-lhe atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra, que se encontra traduzida em várias línguas. Participou no Festival do Imaginário, em Abrantes, em 1996.
[Faleceu a 23 de maio de 2020.]

In: https://www.assirio.pt/autor/maria-velho-da-costa/13358




DESTAQUES IMPRENSA - 23/24.05.2020

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa
https://www.publico.pt/2020/05/23/culturaipsilon/noticia/morreu-escritora-maria-velho-costa-1917871

https://tvi24.iol.pt/sociedade/morte/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa

https://www.dn.pt/cultura/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa-12232090.html

https://expresso.pt/sociedade/2020-05-23-Morreu-a-escritora-Maria-Velho-da-Costa

https://www.sabado.pt/vida/detalhe/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa-tinha-81-anos

https://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa?ref=Mundo_CmaoMinuto

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/morreu-maria-velho-da-costa-o-perigo-a-forca-da-mulher-e-o-cume-de-fulgor-da-literatura

https://sol.sapo.pt/artigo/697707/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa

https://www.tsf.pt/portugal/cultura/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa--12232150.html

https://rr.sapo.pt/2020/05/24/pais/marcelo-homenageia-a-escritora-de-ideias-maria-velho-da-costa/noticia/194005/

https://www.publico.pt/2020/05/24/culturaipsilon/noticia/imenso-vazio-reaccoes-morte-maria-velho-costa-1917896

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa_n1231339

https://observador.pt/2020/05/23/morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa-uma-das-autora-das-novas-cartas-portuguesas/

https://www.jn.pt/artes/maria-teresa-horta-em-choque-com-morte-da-escritora-maria-velho-da-costa-12232938.html

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/maria-teresa-horta-sobre-maria-velho-da-costa-uma-ligacao-para-sempre

https://caras.sapo.pt/noticias/2020-05-24-morreu-a-escritora-maria-velho-da-costa/

 


 
BIBLIOGRAFIA EXISTENTE NA BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

BARRENO, Maria Isabel; HORTA, Maria Teresa; COSTA, Maria Velho da - Novas cartas portuguesas. 7ª ed. Lisboa: Dom Quixote, D.L. 1998. ISBN 972-20-1500-1

CARVALHO, Armando Silva; COSTA, Maria Velho da - O livro do meio. Lisboa: Caminho, 2006. ISBN 972-21-1840-4

COSTA, Maria Velho da - O amante do Crato. Porto: Assírio & Alvim, 2012. ISBN 978-972-37-1647-4

COSTA, Maria Velho da - Casas pardas. 3ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 1986

COSTA, Maria Velho da - Cravo. 2ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 1994. ISBN 972-20-1151-0

COSTA, Maria Velho da - Desescrita. Porto: Afrontamento, 1973

COSTA, Maria Velho da; COELHO, Teresa Dias - Dores. Lisboa: Dom Quixote, 1994

COSTA, Maria Velho da; CABRITA, António - Inferno. Almada: Íman, D.L. 2001. ISBN 972-8665-13-X

COSTA, Maria Velho da - Irene ou o contrato social. 2ª ed. Lisboa: Dom Quixote, 2001. ISBN 972-20-1749-7

COSTA, Maria Velho da - Lúcialima. 2ª ed. Lisboa: O Jornal, imp. 1983

COSTA, Maria Velho da - Madame: sobre textos de Eça de Queirós (Os Maias) e Machado de Assis (Dom Casmurro). Lisboa: Sociedade Portuguesa de Autores: Dom Quixote, 1999. ISBN 972-20-1645-8

COSTA, Maria Velho da - O mapa cor de rosa: (cartas de Londres). Lisboa: Dom Quixote, 1984

COSTA, Maria Velho da - Myra. Lisboa: Assírio & Alvim, 2008. ISBN 978-972-37-1369-5


Rubem Fonseca

Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no Brasil, a 11 de maio de 1925. Formado em Direito, começou a escrever aos 17 anos, mas chegou a exercer funções como comissário de polícia nos anos 50. É um dos mais prestigiados escritores brasileiros contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura de língua portuguesa. Traduzido em todo o mundo, foi galardoado com seis prémios Jabuti e, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio Camões em 2003. Em 2015, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL).

É autor de uma vasta obra narrativa, contista e romancista que tem vindo a ser publicada em Portugal, desde 2010, pela Sextante Editora. A Cólera do Cão (1963), O Caso Morel (1973), Feliz Ano Novo (1976), O Cobrador (1979) e Carne Crua - uma coleção de 26 contos inéditos lançada em Portugal há precisamente um ano - são alguns dos seus títulos incontornáveis. A este que viria a ser o seu derradeiro título, no catálogo da Sextante Editora juntam-se O Selvagem da Ópera, Calibre 22, Axilas e Outras Histórias Indecorosas, Histórias Curtas, Amálgama, Buffo & Spallanzani, A Grande Arte, José e Agosto, obra que inspirou uma célebre série da Rede Globo. 

Faleceu a 15 de abril de 2020, vítima de um enfarte do miocárdio.

In: https://www.sextanteeditora.pt/autor/rubem-fonseca/23271


PRÉMIOS

1969 - Prémio Jabuti por Lúcia McCartney (Brasil) 
1983 - Prémio Jabuti por A Grande Arte (Brasil) 
1996 - Prémio Jabuti por Buraco na Parede (Brasil) 
2002 - Prémio Jabuti por Secreções, Excreções e Desatinos (Brasil) 
2003 - Prémio Camões pelo conjunto da obra (Portugal) 
2003 - Prémio de Literatura Latinoamericana y del Caribe Juan Rulfo (México) 
2003 - Prémio Jabuti por Pequenas Criaturas (Brasil) 
2012 - Prémio Literário Casino da Póvoa por Bufo & Spallanzani (Portugal) 
2012 - Prémio Iberoamericano de Narrativa Manuel Rojas (Chile) 
2014 - Prémio Jabuti por Amálgama (Brasil) 
2015 - Prémio Machado de Assis pelo conjunto da obra (Brasil)


DESTAQUES IMPRENSA - 15.04.2020

https://www.publico.pt/2020/04/15/culturaipsilon/noticia/morreu-escritor-brasileiro-rubem-fonseca-1912501

https://expresso.pt/cultura/2020-04-15-Morreu-Rubem-Fonseca

https://observador.pt/2020/04/15/morreu-rubem-fonseca-mestre-do-conto-um-dos-maiores-escritores-brasileiros-e-premio-camoes-em-2003/

https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/morreu-rubem-fonseca-considerado-um-dos-maiores-escritores-brasileiros

https://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/morreu-o-escritor-rubem-fonseca-um-dos-icones-da-literatura-brasileira

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/04/15/morre-no-rio-o-escritor-rubem-fonseca.ghtml

 
BIBLIOGRAFIA EXISTENTE NA BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

FONSECA, Rubem - Bufo & spallanzani. 24ª ed.. São Paulo: Companhia das letras, 1991. ISBN 85-7164-152-8
FONSECA, Rubem - O buraco na parede. Porto: Campo das Letras, 1996. ISBN 972-8146-73-6
FONSECA, Rubem - Carne crua. Porto: Sextante, 2019. ISBN 978-989-676-241-4
FONSECA, Rubem - O caso Morel. Porto: Público, D.L. 2003. ISBN 84-9789-255-0
FONSECA, Rubem - O cobrador. 3ª ed.. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. ISBN 85-7164-032-7
FONSECA, Rubem - A coleira do cão: contos. 4ª ed.. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. ISBN 85-7164-188-9
FONSECA, Rubem - Ela e outras mulheres: contos. Porto: Campo das Letras, 2008. ISBN 978-989-625-220-5
FONSECA, Rubem - Feliz ano novo: contos. 2ª ed.. São Paulo: Companhia das letras, 1989. ISBN 85-7164-069-6
FONSECA, Rubem - Histórias curtas. Porto: Sextante, 2016. ISBN 978-989-676-151-6
FONSECA, Rubem - Os prisioneiros: contos. 4ª ed.. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. ISBN 85-7164-070-X
FONSECA, Rubem - Vastas emoções e pensamentos imperfeitos. Lisboa: Dom Quixote, 1990. ISBN 972-20-0820-X


Luis Sepúlveda

 

Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, a 4 de outubro de 1949 e morreu a 16 de abril de 2020 em Oviedo, Espanha. O seu pai era militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante. A mãe era enfermeira e tinha origens mapuche. Cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.

Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

Da sua vasta obra – toda ela traduzida em Portugal –, destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas todos os seus livros conquistaram em todo o mundo a admiração de milhões de leitores.

Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço – que visa galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica –, uma honra de definiu como «uma emoção muito especial».

Para além de romancista, foi realizador, roteirista, jornalista e ativista político. Em 1970 venceu o Prémio Casa das Américas pelo seu primeiro livro, Crónicas de Pedro Nadie, e também uma bolsa de estudo de cinco anos na Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto, só ficaria cinco meses na capital soviética, uma vez que foi expulso da universidade por “atentado à moral proletária”. Membro ativo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Augusto Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Em 1979 alistou-se nas fileiras sandinistas, na Brigada Internacional Simon Bolívar, que lutava contra a ditadura de Anastácio Somoza. Depois da vitória da revolução sandinista, trabalhou como repórter.

Em 1982 rumou a Hamburgo, movido pela sua paixão pela literatura alemã. Nos 14 anos em que lá viveu, alinhou no movimento ecologista e, enquanto correspondente da Greenpeace, atravessou os mares do mundo, entre 1983 e 1988. Em 1997, instalou-se em Gijón, em Espanha, na companhia da mulher, a poetisa Carmen Yáñez. Nesta cidade fundou e dirigiu o Salão do Livro Ibero-americano, destinado a promover o encontro de escritores, editores e livreiros latino-americanos com os seus homólogos europeus.

Luís Sepúlveda vendeu mais de 18 milhões de exemplares em todo o mundo e as suas obras estão traduzidas em mais de 60 idiomas.
In: https://www.portoeditora.pt/autor/luis-sepulveda/6581


PRÉMIOS

1970 - Prémio Casa das Américas , por Crónicas de Pedro Nadie (Cuba) 
1976 - Prémio Gabriela Mistral de Poesia (Chile) 
1978 - Prémio Rómulo Gallegos (Espanha) 
1985 - Prémio Ciudad Alcalá de Henares , por Patagónia Express (Espanha) 
1988 - Prémio Tigre Juan , por O Velho que Lia Romance de Amor (Espanha) 
1992 - Prémio France Culture Etrangêre , por O Velho que Lia Romance de Amor 
1994 - Prémio Ennio Flaiano (Itália) 
1996 - Prémio Ovidio (Roménia) 
1996 - Premio Grinzane Cavour (Itália) 
1997 - Prémio Terra 
2001 - Prémio da Crítica (Chile) 
2004 - Doutor Honoris Causa pela Universidade de Toulon, França 
2005 - Doutor Honoris Causa pela Universidade de Urbino, Itália 
2006 - Cavaleiro das Artes e da Letras da República Francesa 
2009 - Prémio Primavera de Novela (Espanha) 
2013 - Premio Pegaso de Oro (Itália) 
2013 - Prémio NordSud Pescarabruzzo (Itália) 
2014 - Premio Vigevano (Itália) 
2014 - Premio Taormina por Excelência Literária (Itália) 
2014 - Premio Chiara (Itália) 
2016 - Premio Eduardo Lourenço (Portugal)


DESTAQUES IMPRENSA - 16.04.2020

https://www.publico.pt/2020/04/16/culturaipsilon/noticia/luis-sepulveda-historia-homem-gostava-escrever-cozinha-1912560

https://www.sabado.pt/vida/detalhe/porto-editora-manifesta-pesar-pela-morte-de-luis-sepulveda

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/covid-19-morreu-escritor-chileno-luis-sepulveda_v1221242

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-04-16-Morreu-o-escritor-Luis-Sepulveda-vitima-da-Covid-19

https://observador.pt/2020/04/16/morreu-luis-sepulveda-o-escritor-do-exilio-e-das-fabulas-magicas/

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1458366/escritor-luis-sepulveda-morre-vitima-do-novo-coronavirus

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/morreu-luis-sepulveda-vitima-de-coronavirus

https://www.dinheirovivo.pt/geral/morreu-o-escritor-chileno-luis-sepulveda-com-covid-19/

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/morreu-luis-sepulveda-um-revolucionario-que-escreveu-romances-de-amor

https://eco.sapo.pt/2020/04/16/escritor-luis-sepulveda-morreu-vitima-do-coronavirus/

https://www.dn.pt/cultura/morreu-luis-sepulveda-vitima-de-covid-19-12077397.html

https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/morreu-luis-sepulveda-vitima-de-coronavirus

https://famashow.pt/famosos/2020-04-16-Escritor-Luis-Sepulveda-morre-vitima-de-Covid-19


 
BIBLIOGRAFIA EXISTENTE NA BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

SEPÚLVEDA, Luis - Diário de um killer sentimental. Porto: Público, D.L. 2002. ISBN 84-96075-75-3
SEPÚLVEDA, Luis - Diário de um killer sentimental: seguido de Jacaré e Hot Line. 7ª ed.. Porto: ASA, 2004. ISBN 972-41-2050-3
SEPÚLVEDA, Luis - Encontro de amor num país em guerra. 5ª ed.. Porto: Asa, 2001. ISBN 972-41-1931-9
SEPÚLVEDA, Luis - O general e o juiz. Porto: Asa, 2003. ISBN 972-41-3537-3
SEPÚLVEDA, Luis - História de um caracol que descobriu a importância da lentidão. Porto: Porto Editora, 2014. ISBN 978-972-0-04632-1
SEPÚLVEDA, Luis - História de um gato e de um rato que se tornaram amigos. Porto : Porto Editora, 2013. ISBN 978-972-0-04480-8
SEPÚLVEDA, Luis; WILHARM, Sabine, il. - História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar. 6ª ed.. Porto: Porto Editora, 2012. ISBN 978-972-0-04092-3
SEPÚLVEDA, Luis - Uma história suja. Porto: Asa, 2004. ISBN 972-41-4005-9
SEPÚLVEDA, Luis - Histórias daqui e dali. Porto: Porto Editora, 2010. ISBN 978-972-0-04312-2
SEPÚLVEDA, Luis - A lâmpada de Aladino. 2ª ed.. Porto: Porto Editora, 2008. ISBN 978-972-0-04183-8
SEPÚLVEDA, Luis - Mundo do fim do mundo. 11ª ed. Porto: Asa, 2001. ISBN 972-41-1544-5
SEPÚLVEDA, Luis - Nome de toureiro. Porto: Asa, 1996
SEPÚLVEDA, Luis - Palavras em tempos de crise: artigos e reflexões. Lisboa: Porto Editora, 2013. ISBN 978-972-0-04489-1
SEPÚLVEDA, Luis - Patagónia express: apontamentos de viagem. 2ª ed.. Porto: Porto Editora, 2011. ISBN 978-972-0-04090-9
SEPÚLVEDA, Luis; DELGADO APARAÍN, Mario - Os piores contos dos irmãos Grim. Porto: Asa, 2005. ISBN 972-41-4413-5
SEPÚLVEDA, Luis - O poder dos sonhos. 1ª ed.. Porto: Asa, 2006. ISBN 972-41-4870-X
SEPÚLVEDA, Luis - As rosas de Atacama. Porto: Porto editora, 2011. ISBN 978-972-0-04091-6
SEPÚLVEDA, Luis; NOBRE, Vítor, nar. - As rosas de Atacama [Registo sonoro]. Linda-a-Velha: MHIJ, D.L. 2006. 3 discos (CD); 1 folheto
SEPÚLVEDA, Luis - Últimas notícias do sul. Lisboa: Porto Editora, 2012. ISBN 978-972-0-04369-6
SEPÚLVEDA, Luis; NOBRE, Vítor, nar. - O velho que lia romances de amor [Registo sonoro]. Linda-a-Velha: MHIJ, D.L. 2006. 3 discos (CD); 1 folheto
SEPÚLVEDA, Luis - O velho que lia romances de amor. 4ª ed.. Porto: Porto Editora, 2011. ISBN 978-972-0-04187-6


Materiais pedagógicos - COVID-19

Covid-19 e os direitos dos consumidores

A COVID-19 e os direitos dos consumidores
No momento extraordinariamente difícil que atravessamos devido à emergência epidemiológica COVID-19, existem regras temporárias que visam proteger os consumidores salvaguardando os seus direitos. A Direção-Geral do Consumidor atualiza em permanência a informação sobre as medidas extraordinárias destinadas aos consumidores. Conheça algumas destas medidas: aqui

Ideias com história


jogo contagio

A Câmara Municipal de Abrantes aderiu ao projeto da editora “Ideias com História”, que tem estado a colaborar com a Direção-Geral da Saúde na criação de materiais pedagógicos gratuitos, relacionados com a COVID-19. Um site com acesso livre, com o propósito de “colaborar num correto acesso à informação, tão importante nos dias de hoje”, esclarece a editora. Com este projeto o objetivo é ajudar os mais novos a poderem lidar com uma nova realidade, muita das vezes incompreensíveis, mas que devem ser explicadas também aos mais jovens.

A editora está também a desenvolver um site, que vai ser atualizado todos os dias com novos materiais, sobre a COVID-19 e como lidarmos em família com esta nova situação, com as escolas fechadas.

Disponíveis em www.coronakids.pt www.ideiascomhistoria.pte DGS

 

 
Jogo Online STOP CONTÁGIO
Um jogo para aprender mais sobre os vírus, a COVID-19 e como nos protegermos.
Neste jogo, os jogadores devem responder a perguntas que vão sendo colocadas. Cada resposta errada significa um continente atingido. Ganha quem chegar ao fim com o planeta menos atingido pelo vírus. O jogo, em formato quiz, foi construído com base nas dúvidas e interrogações de muitas crianças e jovens.

Coronavírus: Apoio às famílias e à infância – vídeo com LGP (Língua gestual portuguesa).
Este vídeo, feito com a ajuda de crianças, tem como objetivo apoiar as famílias neste período difícil que vivemos. Depois do video, a Joana (11 anos) oferece a voz e o Tiago (9 anos) oferece os gestos. Três línguas (visual, verbal e gestual) para chegar a crianças e famílias numa mensagem comum: Um envelope de esperança.

Livro A Minha Avó Tem Coronavírus!
A Minha Avó Tem Coronavírus!.. é uma história contada pelo António, um menino que percebe que a sua avó ficou infetada pelo novo coronavírus depois de ter voltado de uma viagem. Como será que ele e a família lidam com a situação? Como se sente a avó? O que é que o António e os seus pais podem fazer para apoiarem a avó e manterem-se protegidos?

Autoria: Beatriz Braga, Joana M. Gomes, Marta Correia, Miguel Correia e Susana Amorim

 
Livro Quando a minha escola abrir

Quando a minha escola abrir… é uma história narrada por sete crianças que se deparam com uma realidade totalmente nova e diferente da que estavam habituadas a viver. A escola fechou e têm dúvidas perante algo com o qual nunca lidaram. Uma história que aborda emoções e pensamentos naturais de quem tem de se adaptar a viver de outra forma, mas também estratégias para uma fase difícil das suas vidas. Mas um dia a escola vai abrir. E tudo vai ficar bem!

Autoria: Beatriz Braga, Joana M. Gomes, Miguel Correia e Susana Amorim

Livro A minha mãe é médica e já tenho saudades dela

Chamo-me Leonor, tenho treze anos, e a minha mãe é médica. Ela sempre teve horários estranhos, mas agora, desde que apareceu este novo coronavírus, cada vez estou menos com ela. Nos últimos dias ela deixou mesmo de vir a casa e já tenho saudades. Muitas. Um livro, recomendado pela DGS, que é uma homenagem aos médicos, enfermeiros e a todos os profissionais de saúde, mas também aos seus filhos, e que está inserido na coleção da editora «Tudo vai ficar bem», relativa à COVID-19. O livro vai ter brevemente versões em italiano, espanhol, inglês e chinês.

Autoria: Susana Amorim, Miguel Correia e Beatriz Braga


Como podemos facilitar a escuta, o diálogo e a contenção, das angústias e medos dos bebés e crianças? - Artigo de Ana Mourato

A linguagem da infância em tempo de crise –  do medo à esperança


Uma menina dizia-me: “Em Portugal os meus pais disseram que está melhor do que noutros países, mas, quando vemos as notícias dos outros países, a nossa cabeça mistura tudo e deixa de perceber em qual país é que é pior…fico só a sentir uma coisa má e fico com medo.”


Medos

A ansiedade e os medos podem minar a esperança e o sentimento de segurança, podem transformar este pesadelo mundial num só pesadelo interno, sem escape e sem suporte.

O momento atual é vivido com apreensão. Cresce, dentro das casas onde as famílias estão agora confinadas, a angústia face à incógnita do que aí vem. Emerge a dúvida em relação ao que se diz a quem está por perto e ao que fica por dizer. Apodera-se dos lares um misto de compreensão, zanga, tristeza, e, embora com a sensação de estarem mais protegidas, o isolamento das famílias prende-as numa pele que se arrepia a cada notícia de perda e a cada abraço que fica por dar. Toda a situação ameaça deixar-nos sem um lugar envelope onde podemos estar seguros e antecipar a reparação. Perante este cenário real, como o enfrentar de forma a que possamos proteger, a par, a nossa saúde física e mental? Dentro de cada casa pode haver reações de sobrecarga, confusão, desorientação, amedrontamento, ansiedade, anestesia, insensibilidade. Umas pessoas podem ter reações mais leves outras mais pesadas.


Esperança

O envolvimento social, a solidariedade, o trabalho incansável de profissionais de saúde e de órgãos do estado, as diferentes linhas de apoio à saúde mental*, a disponibilidade gratuita de toda uma série de serviços, mesmo que por telefone, estruturam-se num apoio mais organizador e esperançoso para todos. A saúde mental tem que ter lugar neste caminho que estamos a viver. O apoio a este nível proporciona a escuta, a contenção e a devolução da tranquilidade logo a possibilidade de reorganização pessoal familiar e social.

Para além deste suporte é importante anteciparmos alguns movimentos que possam surgir no seio familiar nomeadamente com bebés e crianças. A nossa capacidade reforçada de resposta poderá ajudar a superar este momento delicado que assola a humanidade.


Como podemos facilitar a escuta, o diálogo, e a contenção das angústias e medos dos bebés e crianças?

As crianças observam os adultos e veem-nos como modelos, observam os seus mecanismos para lidar com as próprias emoções, no campo do autocontrolo, do controlo do humor e do respeito pelos outros. Desta forma, é importante que a pessoa no papel de cuidador consiga desabafar, entender-se a si próprio e às suas emoções, encontre momentos para relaxar, para se organizar, e também para ajudar os outros.

As crianças mais pequenas podem não entender tudo o que se passa à sua volta mas captam tudo com os seus sensores emocionais e, mais ainda nestes momentos, precisam muito do apoio dos cuidadores para se sentirem seguras.

As crianças dão-nos alertas face às suas dificuldades, é importante estarmos atentos. Poderão apresentar dificuldades em adormecer ou ter noites mais atribuladas, podem recusar o momento da refeição ou comer tudo sofregamente como se tivessem um apetite interminável, poderão mostrar-se instáveis, irritadas ou muito retraídas. Na realidade as reações podem ser diversas, podem também regredir em determinados comportamentos (por exemplo: voltar a urinar na cama, a chuchar o dedo), solicitar ainda mais a presença e a atenção dos cuidadores, brincar menos ou repetirem as brincadeiras relacionadas com a situação que as está a perturbar. Há crianças que também podem acreditar que foram responsáveis pelo acontecimento ou ainda por outras coisas más, desenvolvendo novos medos, podem tornar-se menos afetuosas, sentirem-se sós ou até preocupadas em proteger outras pessoas queridas.


Se os pais sabem que não dá para explicar ao bebé o que se está a passar, então como fazer para o serenar?

Este pode ser um momento em que a ansiedade, bem como o reboliço interno familiar, poderão fazer emergir no bebé uma sensação de indisponibilidade por parte dos adultos e um aumento do sentimento de insegurança.

Cabe ao adulto, potencial elemento regulador do bebé, encontrar dentro de si um lugar para o acolher. Dar colo, embalar, falar num tom de voz calmo e suave, cantar serena e lentamente ao ouvido. É igualmente importante tentar manter as rotinas (horários das refeições, sestas, brincadeiras, banho), tal como garantir que o bebé fica confortável e seguro, longe do barulho e confusões, dar carinho, mimos e abraços. Se a voz se adocicar, se o nosso olhar se cruzar docemente com o do bebé, talvez possamos encontrar um ponto comum, um lugar de sossego onde a paz e a esperança se encontrem. A linguagem de contenção face aos movimentos mais ansiosos do bebé é mais sensorial do que verbal, mais cinestésica do que explicativa.

Uma mãe dizia-me: “Quando eu estou mais cansada, mais tensa, é que lhe dá aqueles ataques de choro, parece que escolhe os momentos.” Na realidade o bebé reage aos momentos, não é por acaso que em situações mais tensas há uma maior probabilidade do bebé reagir negativamente ficando igualmente tenso e instável. É perante esta compreensão que podemos ser mais tolerantes e empáticos.

Se houver mais do que um adulto no seio familiar poderá ser mais fácil coordenar os tempos de presença, e, quando um dos adultos está mais tenso, passar a vez ao que está mais sereno podendo este devolver uma resposta mais contentora e apaziguadora ao bebé.

A partir dos 2/3 anos, dependendo da maturidade de cada criança, o adulto já poderá dar mais espaço ao diálogo relativamente ao porquê de estar em casa, ao porquê de usarem máscaras ou luvas, ao que se passa na realidade. No entanto a explicação tem que ser simples e curta. Acima de tudo a criança quer perceber se pode continuar a contar com o adulto, se pode continuar a sentir-se protegida e segura por aqueles que dela cuidam.

Tal como há expressões que apenas trazem medo e insegurança (ex: “não vás para longe senão o monstro come-te” ou “os homens maus levam-te”), também a explicação dada às crianças, acerca do coronavirús, chamando-lhe “monstro” ou “bicho mau” pouco ou nada traz senão a nossa descarga de zanga quanto a este virús malvado e a sensação de medo e desproteção da criança. É importante termos a noção que ao designarmos o vírus por um “bicho mau que anda lá fora a querer comer as pessoas e que é por isso que nos temos que manter dentro de casa” não devolve nada de tranquilizador à criança, já por si mais pequena e indefesa. É importante que a possamos tranquilizar, garantindo que estamos por perto e somos fortes o suficiente para a proteger, utilizando um discurso suficientemente pacifico, concreto e entendível para a criança

 

Exemplo ilustrativo de uma possível abordagem: “Por exemplo quando ficamos doentes é por causa de um bichinho muito pequeno que nos provoca febre, tosse, etc e normalmente tomamos remédios e passa. Desta vez esse bicharoco é mais forte e precisa de outro remédio ainda mais forte que os doutores estão a tentar descobrir. Entretanto, como esse bichinho passa muito rapidamente de pessoa para pessoa, como os piolhos, os senhores que decidem as regras pediram que ficássemos em casa para o fazer parar de saltar. Custa muito porque ficamos longe das pessoas queridas para nós, tentaremos encontrar outras formas de estar perto através de telefone e de vídeos. Tudo passa, por isso isto também vai passar, temos que esperar, como quando estamos à espera do nosso dia de anos e parece que nunca mais chega. Há uma coisa muito importante, nós estamos aqui juntos, vamos fazer algumas coisas que os médicos disseram para ajudar a que esse bichinho não salte para nós (medidas de higiene) e vamos conseguir pôr tudo no lugar.”


 
Se a criança mostrar sinais de ansiedade e medos como os sinais descritos acima, dedique-lhes tempo adicional, lembre-as regularmente que estão seguras. Se surgir um sentimento de culpa explique-lhes que elas nada têm a ver com isto, mantenha o máximo possível as rotinas e horários, dê respostas simples face ao que aconteceu, sem detalhes amedrontadores, deixe que fiquem perto dos adultos sempre que necessitarem, seja paciente caso comecem a regredir, ofereça a possibilidade de brincadeiras e de relaxamento. Tenha atenção também para que não ouçam histórias tristes a toda a hora, proteja-as o mais possível dos telejornais e noticias potencialmente ansiogénicas. E, se sentir necessidade, ligue para uma linha de apoio.

É importante manter a calma o mais possivel, falar de modo suave e gentil, escutar a visão das crianças sobre o problema, tentar conversar ao nível deles mantendo a mesma altura e contacto visual, usando palavras e explicações que ela possa entender. Ouça as crianças, e, em vez de lhe dar de imediato uma resposta, tente perceber o porquê do seu sentimento. Por exemplo, se a criança perguntar “Vamos todos ficar doentes?” Em vez de responder de imediato, podemos perguntar: “Porque pensas isso?” A criança poderá falar dos seus medos e clarificar algumas dúvidas consigo.

Tenha em conta a ansiedade da criança, não a minimizando, tente entender colocando-se no lugar dela, se deixarmos que as crianças cheguem ao fim do seu raciocínio estamos a permitir que elas partilhem o que mais as preocupa.

E se ficar apenas o silêncio? Respire fundo, não o tema. Se vier um momento de silêncio e se tiver dúvidas face ao que responder, abrace-a, conforte-a, relembre-a que estará segura consigo.


E no caso de morrer alguém?

No caso de haver mortes familiares, se alguém próximo estiver muito doente, ou se a criança ouviu falar sobre isso e questionou o adulto, faz sentido falar sobre essa temática. Nesse caso, não receie falar sobre o que aconteceu, sobre a tristeza que estão a viver. Se não falar sobre o que se passa e o ambiente em casa for pesado e absolutamente triste, pode trazer à criança sentimentos de incompreensão, de medo, de culpabilidade. Se não há espaço para falar da dor e da tristeza, a criança sente que também ela não vai poder partilhar o que sente. As crianças são permeáveis ao não-dito. Caso não fique claro o que se está a passar, se ela apenas aceder a trocas de olhares e a expressões de rosto fechadas e pesarosas, poderá ficar muito angustiada e sozinha com os seus pensamentos. É importante contar-lhe a verdade, embora não tenhamos que contar toda a verdade, poupemos as crianças de pormenores de agonia ou de grande sofrimento.

Exemplo de abordagem: “Estou triste porque o A está muito doente e não sabemos se vai conseguir vencer a luta com este bichinho. Estão a tentar usar os remédios que conhecem até agora e que podem vencer o virús mas o A está muito fraquinho. Vamos esperar que tudo corra bem. Até lá, para sermos mais fortes, damos um abraço apertado.” ou “ Estou triste porque o A não aguentou a luta contra este vírus. Os remédios não foram descobertos a tempo do A vencer esta luta. É natural que tenhamos vontade de chorar ou que fiquemos muito zangados contra este bicharoco mas acima de tudo vamos pensar nas coisas boas que nos lembramos do A. Podemos fazer-lhe um desenho bonito sobre como gostamos dele, ficará para nós como uma medalha que se oferece a alguém que fez uma coisa importante.”


Até ao início da adolescência continua ser importante a objetividade e o discurso curto, também continua a ser importante evitar os pormenores dramáticos e grandes descrições terríveis e assustadoras do que se passa.


Mediante o período desenvolvimental da criança assim poderemos ajustar o discurso e explicar como funciona um vírus no corpo das pessoas, falar mais aprofundadamente de sentimentos e de pensamentos que ocorram na criança.


É importante perceber que não podemos proteger as crianças de todas as ansiedades. Sabemos que a experiência fá-los crescer e que as crianças nos surpreendem com as suas capacidades reorganizadoras. No entanto, o adulto, terá um maior sucesso na relação com a criança e na sua contenção se utilizar uma linguagem de precaução e de esperança, elas deverão sentir-se envolvidas numa luta que venceremos juntos.


Este será mais um desafio da vida, entre outros que a humanidade já presenciou, sejamos resilientes, contemos uns com os outros, acreditemos nos gestos humanos e solidários que emergem diariamente e que nos trazem a esperança de que a saúde física e mental estão a ser, o melhor possível, cuidadas e resguardas.


Bibliografia:

Confinement. Repérer les signes de stress et d’anxieté chez l’enfant. Enfance majuscule. Bientraitance et defense des droits de l’enfant . 24 Março 2020. http://enfance-majuscule.fr/reperer-les-signes-de-stress-et-danxiete-chez-lenfant/

Organização Mundial de Saúde, War Trauma Foundation e Visão Global Internacional (2015). Primeiros cuidados psicológicos: Guia para trabalhadores de campo. OMS: Genebra

Ordem dos psicólogos. Documentos de Apoio. https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/covid19.

Teixeira, P. O isolamento e a quarentena de crianças devido à covid-19 — algumas notas para as famílias com base na National Association of School Psychologists). Jornal Público 13 Março 2020 https://www.publico.pt/2020/03/13/opiniao/opiniao/isolamento-quarentena-criancas-devido-covid19-notas-familias-1907335



Artigo gentilmente cedido por Ana Mourato


Ana Mourato

Nasce em Lisboa, em 1976. Licencia-se em Psicologia Educacional no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, no ano de 1999, realizando de seguida, como complemento da compreensão do comportamento humano, a Pós-graduação em Psicoterapia Psicodinâmica da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Em 2008 conclui o Mestrado em Educação e Leitura da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação de Lisboa em paralelo com uma Pós-graduação em Livro Infantil da Universidade Católica. Em 2016 termina o Doutoramento em Psicologia da Educação no Instituto de Educação de Lisboa. É formadora certificada pelo CCPFC nas áreas Psicologia/Psicossociologia; Orientação Vocacional; Psicologia da Educação; Educação (Leitura); Conceção e Organização de projetos Educativos. Coordena e dinamiza, desde 2005, há 12 anos, o projeto “Literacia na Infância em diálogo com a Psicologia do Desenvolvimento” onde estão englobados projetos que envolvem a Literatura para a Infância e a Psicologia do Desenvolvimento com ateliers desde os 4 meses aos 10 anos, workshops e formações. O trabalho é realizado num registo de continuidade em creches e jardins de infância, na localidade de Lisboa, bem como pontualmente em creches, jardins de infância e bibliotecas a nível nacional. Trabalha igualmente num consultório de Psicologia onde recebe crianças entre os 3 e os 10 anos, numa intervenção pedagógica-terapêutica onde é utilizada a literatura para a infância, dinâmicas de criação e recriação de histórias de autoanálise comportamental favorecendo a relação terapêutica, a livre projeção, a introspeção, a reorganização e a valorização da criança.


Atividades e recursos externos

A Direção-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas iniciou a compilação de recursos online de acesso gratuito, organizados em 14 diferentes secções e temas: dos livros online aos museus, de jogos a receitas culinárias úteis, de concertos música e cursos e formação online, a informação sobre o COVID19 ou como saber identificar notícias falsas.
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