A CIDADE E A ARTE


Cidades e mundo enfrentam os mesmos problemas e todos somos parte na sua resolução: ambiente e sustentabilidade, desemprego, mobilidade, habitação, migrações, confronto de culturas… porque no essencial todos somos urbanos e estamos todos ligados, local e global, indivíduo e humanidade.

A arte foi vista durante séculos como mero elemento decorativo, de homenagem ou reportório museológico a céu aberto, na sua relação com a arquitetura, o urbanismo e o paisagismo, disciplinas centrais na reforma da cidade. A arte pública contemporânea exprime os anseios dos movimentos sociais e suas relações de forças, posiciona-se como contrapoder, é participativa e crítica e elemento de atratividade. Por isso deve ser relevante nas políticas ou projetos de cidade.


Cidade é forma e significado. É rede de redes: de estruturas, pessoas, interações, interdependências, experiências, contextos, sensações, sentidos. É o infinitamente complexo espaço do quotidiano e do imaginário, catalisador de cultura e resultado da história. É lugar do indivíduo e da pluralidade, espaço de liberdade e reflexo da ordem social e de valores.

A aceleração da mudança pode transformar as cidades em megalópolis ou em desertos, gerando crises identitárias. A cidade pode ser lugar de especulação desenfreada, mercantilização, gentrificação, consumismo fútil, depressão e abandono, desvalorização da dimensão social do urbano e dos espaços da esfera pública, sem condições para a genuína criação individual e as interações não mercantilistas.

 
Arte e urbanismo devem ser os elementos críticos e criativos geradores dessas interações e recriação de vínculos. Intervenções artísticas e urbanísticas serão parte de projetos e processos de reestruturação e desenvolvimento, identificando linhas de força e mobilizando intervenções transformadoras.

Nas suas contradições a arte é sempre crítica e sistema, criação e destruição, valor e mercadoria, exclusividade e massificação, utopia e alienação. As fragilidades da arte são também a sua força, ajudando-nos a compreender as nossas contradições e a facilidade com que tudo o que é inovador é rapidamente ultrapassado.

Ao produzir a representação estética da cidade, o artista proporciona-lhe, no confronto com a realidade, a reflexão sobre o seu éthos, isto é, um sistema de valores, ideias e crenças. Ou seja, um sentido crítico que corporiza o valor social da arte.
O maior valor da arte é a luta pela liberdade. Aos artistas cabe continuarem a criar, gerando as suas criações na tensão dialética entre a sua realidade e o contexto social.



PROGRAMA


Quinta-feira - Dia Mundial da Filosofia
18 novembro 2021 - Edifício Pirâmide

14h30m

Cerimónia de abertura
Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos

Comunicação inaugural
A arte, as coleções e as cidades
David Santos


15h00m
Conferência com jovens filósofos
Moderação: Patrícia Seixas

17h30m
Arte, política e sociedade

António Cerveira Pinto, Nelson Carvalho, Pedro Neves
Moderação: Cláudia Nascimento


21h30m
Literatura, artes e transformação do mundo
Dulce Maria Cardoso, Cláudia Lucas Chéu, Rui Horta, Manuel João Vieira, Miguel Serras Pereira
Moderação: Francisco Lopes


 
Sexta-feira
19 novembro 2021 - Edifício Pirâmide


17h30m
Arte, educação e compromisso comunitário
Paulo Pires do Vale, Marta Martins, Emília Ferreira
Moderação: José António Almeida


21h30m
Cuidar, expor e emocionar: a arte e os museus
Luiz Oosterbeek, Luís Raposo, João Silvério
Moderação: Ana Carvalho


 
Sábado
20 novembro 2021 - Edifício Pirâmide


10h00m
Filosofia e arte da paisagem e do jardim
Adriana Veríssimo Serrão, Mário Fortes

Comunicação livre
A ideia de cultura e de arte como expulsão e hospitalidade
José Eduardo Franco
Moderação: José Manuel Heleno


15h30m
Arte, urbanismo e transformação social
Carlos Dias Coelho, Álvaro Domingues, Fernando António Batista Pereira, Sofia Marques de Aguiar
Moderação: Jorge Costa


18h00m
Arte, cultura, território e comunicação
Carlos Coelho, José Maçãs de Carvalho, Sofia Nunes, João Dias, Marta Aguiar
Moderação: José Carlos Vasconcelos


21h30m - Na Biblioteca Municipal António Botto
Caminhos Literários
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Espetáculo de poesia com Pedro Lamares e Lúcia Moniz


 
Em paralelo
16 a 20 de novembro de 2021

Feira do livro de filosofia
Biblioteca Municipal António Botto e Edifício Pirâmide


Filosofia com crianças
Com Joana Rita Sousa
Biblioteca Municipal António Botto, com as escolas do concelho



ORADORES



Adriana Veríssimo Serrão


Adriana Veríssimo Serrão

Filosofia e arte da paisagem e do jardim

 
É professora no Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa, onde realizou o mestrado sobre a Estética de Kant (1985) e o doutoramento sobre a Antropologia de Ludwig Feuerbach (1996).


Tem como principais linhas de investigação: Estética e Estéticas da Natureza, Antropologia Filosófica, Filosofia da Sensibilidade, Filosofia da Natureza e da Paisagem, Kant, Feuerbach, Filosofia Contemporânea.

É autora de A humanidade da razão. Ludwig Feuerbach e o projecto de uma antropologia integral (Gulbenkian, 1999); com Manuela Ribeiro Sanches: A invenção do "Homem". Raça, Cultura e História na Alemanha do séc. XVIII (Centro de Filosofia da UL, 2002); Ludwig Feuerbach. Filosofia da Sensibilidade. Escritos (1839-1846) (Centro de Filosofia da UL); Filosofia da Paisagem. Estudos (Centro de Filosofia da UL, 2013), além de múltiplos estudos em revistas nacionais e estrangeiras.

 
Coordenadora de Filosofia da Paisagem. Uma Antologia (Centro de Filosofia da UL, 2010, 2013), Filosofia e Arquitectura da Paisagem. Intervenções (Centro de Filosofia da UL, 2013) e Filosofia e Arquitectura da Paisagem. Um Manual (Centro de Filosofia da UL, 2012).

É Presidente do Conselho Científico da Sociedade Feuerbach (Berlim), diretora e editora da revista Philosophica e orientadora do doutoramento em Antropologia Filosófica da Universidade de Parma. Foi Prémio da JNICT/União Latina pela tradução de L. Feuerbach, A Essência do Cristianismo (FCG, 1994, 2001).



Álvaro Domingues


Álvaro Domingues

Arte, urbanismo e transformação social

 
Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 1999 é docente do mestrado integrado e do curso de doutoramento. É também membro do Conselho Científico.


É cronista no jornal Público e autor de livros como Políticas urbanas (2004), A cultura em ação (2005), Cidade e democracia (2006), A rua da estrada (2009), Vida no campo (2012) e Volta a Portugal (2017).

 
Como investigador do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da FAUP, tem desenvolvido atividade regular de investigação e publicação no âmbito de projetos com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Ciência e Tecnologia, a CCDR-N, CCDR-C, a Xunta da Galiza, a Escola Técnica Superior de Arquitectura da Coruña, a Erasmus Iniversity of Rotterdam-EURICUR, o Club Ville Aménagement – Paris, o CCCB, Barcelona, com a Universidade Técnica de Barcelona-Arquitetura, a Universidade de Granada – Planeamento e Urbanismo, a Universidade Federal de S. Paulo e do Rio de Janeiro - Brasil, as Universidades do Minho e Coimbra, os municípios de Guimarães e Porto, a Ordem dos Arquitetos, a Fundação de Serralves e a Fundação da Juventude, entre outros. No CEAU-FAUP a sua atividade centra-se na Geografia Humana, Paisagem, Urbanismo e Políticas Urbanas, quer em termos de investigação, quer em termos de assessoria externa e formação.



António Cerveira Pinto


António Cerveira Pinto

Arte, política e sociedade

 
António Cerveira Pinto (nascido em Macau em 1952) é um artista pós-conceptual, escritor e analista político em sentido amplo. Estudou (e estuda) pintura, arquitetura, filosofia e política, tendo frequentado o curso de arquitetura da antiga Escola Superior de Belas de Arte de Lisboa na década de 70 do século passado.

Publicou, desde 1973, mais de três mil textos sobre política, cultura e arte. Participou em mais de 60 emissões televisivas (RTP, SIC, TVI, Canal Q). Foi convidado para inúmeros colóquios e conferências, desde 1973. Participou, desde 1978, em mais de 40 exposições (coletivas e individuais).

É autor dos blogs: O António Maria, O lugar da arte, Art as no idea, C-Blog e Second City.


Entre as suas atividades públicas mais conhecidas destacam-se:
— Representante de Portugal na XII Bienal de Paris (1982)
— Realização do evento-exposição multidisciplinar Depois do Modernismo (1983), de que foi um dos ideólogos, co-realizador e artista participante
— O único artista português representado na inauguração do Centro de Arte Museo Reina Sofia, tendo participado na exposição “Procesos: cultura y nuevas tecnologías” (1986)
— Crítico de arte do Independente (1990-2000) e da revista K (1990-93)
— Exposição em Turnhout, no âmbito da realização da Europália: “In kader van Europalia ‘91, Portugese kunst in Turnhout de Warande”, De Warande, Turnhout, Bélgica (1991)

 
— Criação em Lisboa da escola livre Aula do Risco (1994), onde foi lançado o primeiro curso de escrita criativa do país, e desenvolvido o primeiro museu virtual de base eletrónica digital e interativo dedicado às artes portuguesas (1995), do qual resultaria o projeto de criação de uma cidade de arte e tecnologia em Montemor-o-Novo, chamada Ex-Mater (1995)
— Diretor de projeto do Pavilhão do Território da EXPO ‘98, tendo desenvolvido em particular dois projetos tecnologicamente relevantes, em colaboração com várias universidades portuguesas: - “Portugal Digital” (um arquétipo do que viria a ser o Google Maps, sete anos depois...), e “S3A”, uma história interactiva de golfinhos”
— Em 2005, com a colaboração do Arqº Pedro Sant'Ana, desenvolveu um arquétipo de sustentabilidade energética e de mobilidade para a cidade-região de Lisboa, tendo por leitmotiv a consideração de que 2005 se verificaria (como verificou) o chamado Pico do Petróleo, ou seja, aquele momento em que a curva de exploração/produção do crude atinge um "planalto" a partir do qual a disponibilidade do petróleo começará a declinar inexoravelmente. Este projeto materializou-se em Lisboa na exposição "O Grande Estuário".
— No ano seguinte, 2006, dirigiu, para o Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC), em Badajoz, o projeto internacional de exposição e livro META.morfosis: "17 propuestas de arquitectura destinadas a replantear (sobre el espacio concreto del MEIAC), la función del museo de arte y su entorno urbano en el siglo XXI."
— Em 2016 torna-se diretor artístico do festival de arte e tecnologia The New Art Fest - where art meets technology.


Carlos Coelho


Carlos Coelho

Arte, cultura, território e comunicação

 
Carlos Coelho é formado em Design e ao longo de 30 anos de carreira, conduziu centenas de projetos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal. É autor de diversos estudos sobre tendências e modelos teóricos de marcas.

É ativista sobre as marcas de Portugal sendo autor do livro ”Portugal Genial’’. É coautor do livro “Brand Taboos” e colaborou na edição de diversos livros como: “Gestão sustentada”, “Portugal vale a pena”. É professor, colunista, comentador de televisão, autor e apresentador do programa de TV Imagi-Nação e colaborador de inúmeras publicações nacionais e estrangeiras. Como conferencista proferiu nos últimos cinco anos mais de 150 palestras, a convite de diversas instituições: Governos, Universidades, Associações empresariais e Empresas, em diversos Países.

 
Entre outros prémios, foi distinguido como “Personalidade de Marketing do Ano 2005” pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, pela sua carreira pelo IADE Creative University em 2008 e como personalidade de marketing do ano de 2011 pelo IPAM.


É fundador e presidente da Ivity Brand Corp uma consultora internacional de criação, inovação e gestão de marcas, eleita por 13 vezes empresa do ano e onde já acumulou mais de 150 prémios nacionais e internacionais entre os quais se destaca um leão de ouro em Cannes vendo reconhecido o projeto de marca da Sonae como o melhor do mundo. É membro da Academia Portuguesa de Gastronomia bem como pertence ao advisory board de algumas empresas nacionais e internacionais. É fundador da Associação Portugal Genial, uma instituição que apoia projetos que pelas artes contribuam para a economia e que estejam alinhados com os recursos endógenos.



Carlos Dias Coelho


Carlos Dias Coelho

Arte, urbanismo e transformação social

 
Carlos Francisco Lucas Dias Coelho (Nova Lisboa, Angola, 1962), Presidente da Faculdade de Arquitetura de Lisboa desde 2019, licenciou-se em 1984 em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, onde se doutorou em Planeamento Urbanístico em 2002, com a tese intitulada “A Complexidade dos Traçados”. É docente de projeto da área de urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, onde leciona desde 1988 e coordena uma equipa de investigação sobre a temática da Forma Urbana. É desde 2008 professor visitante da École Supireure d’ Architecture Paris-La Villette e Fellow da Tokyo University.

Com diversos trabalhos distinguidos, entre quais se destaca o Premio José de Figueiredo 2008 conferido pela Academia Nacional de Belas Artes, o Prémio Internacional Inácio de Lecea 2007/2008, conferido pelo Public Art and Urban Design Observatory da Universitat de Barcelona e a Distinção por Mérito, conferida pelo reitor da Universidade Técnica de Lisboa em 2009, Profere regularmente conferencias e publica artigos sobre a temática da morfologia urbana e morfogénese.

 
Coordenou projetos editoriais, entre os quais se destaca o da “Praça em Portugal – Inventário Morfológico”, obra em 4 volumes publicada pela Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano; e os primeiros dois volumes da coleção "Cadernos de Morfologia Urbana. Estudos sobre a cidade portuguesa." publicados pela Argumentum.

Desenvolveu atividade liberal como arquiteto, onde coordenou equipas na elaboração de diversos planos urbanísticos e projetos de arquitetura.

Projetos de Investigação: A leitura morfológica da cidade portuguesa; O tecido edificado da cidade portuguesa – inventário morfológico; Tipologia edificada – inventário morfológico da cidade portuguesa.



Cláudia Lucas Chéu


Cláudia Lucas Chéu

Literatura, artes e transformação do mundo

 
Lisboa, 1978.

Atriz, poeta, novelista, contista, dramaturga e argumentista. Com o Curso de Formação de Atores, da Escola Superior de Teatro e Cinema, tem um extenso currículo como atriz em televisão, teatro e cinema.

 
Publicou:

Teatro: Glória ou como Penélope Morreu de Tédio; Violência – Fetiche do Homem Bom (Bicho-do-Mato/Teatro Nacional D. Maria II); A Cabeça Muda (Cama de Gato Edições); Veneno (Colecção Curtas da Nova Dramaturgia, Edições Guilhotina)

Prosa poética: Nojo (não) edições.

Poesia: Trespasse (Edições Guilhotina) Pornographia (Editora Labirinto), Ratazanas (Selo Demónio Negro, S. Paulo (Brasil); Beber Pela Garrafa e Confissão (Companhia das Ilhas).

Prosa narrativa: Aqueles que Vão Morrer (romance, Editora Labirinto); A Mulher-Bala e outros Contos (Editora Labirinto).

É mãe. Vive mal sem caminhadas, Bach e batatas fritas.



David Santos


David Santos

A arte, as coleções e as cidades

 
David Santos nasceu em Vila Franca de Xira, em 1971.

É historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea. Doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. É atualmente Curador da Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português.

Foi Subdiretor Geral do Património Cultural, Vice Presidente do Conselho Intergovernamental do Programa Ibermuseus – Cooperação Internacional Iberoamericana, Diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea e Diretor do Museu do Neo-Realismo.

Como curador de arte moderna, comissariou em 2000 a exposição retrospetiva de Marcelino Vespeira para o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, entre outras exposições coletivas realizadas em Castelo Branco, no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, entre 2001 e 2003, a partir das coleções do MNAC-MC. No Museu do Neo-Realismo foi curador e co-curador (com Luísa Duarte Santos) de diversas exposições antológicas, destacando-se “Uma Arte do Povo, Pelo Povo e Para o Povo” (2007), “Júlio Pomar e a Experiência Neo-Realista” (2008), “Ilustração & Literatura Neo-Realista” (2008-2009), “Alves Redol e a Fotografia” (2011-2012). Foi ainda co-curador (com Delfim Sardo) da exposição coletiva “A Doce e Ácida Incisão – a Gravura em Contexto”, realizada no MNR, em 2013, e coproduzida entre este e a Culturgest.

Enquanto curador de arte contemporânea, destaca-se a curadoria geral da BF16 (Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, em 2016), assim como a curadoria do ciclo “The Return of the Real” (MNR), entre 2007 e 2012, onde apresentou exposições individuais de artistas como João Tabarra, Ângela Ferreira, Paulo Mendes, Carla Filipe, João Louro, Miguel Palma, Ana Pérez-Quiroga, Alice Geirinhas, António Olaio, Pedro Amaral, Manuel Santos Maia, José Maçãs de Carvalho ou Fernando José Pereira, entre outros.

 
Foi ainda curador das exposições individuais “Sinfonia do Desconhecido” de Nuno Cera, “Exercício de Estilo” da dupla Sara & André, e “Toda a Memória do Mundo, parte um” de Daniel Blaufuks, realizadas em 2014, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Em 2015 foi curador da residência artística online “Pensamento – Estômago” da Musa Paradisíaca, MNAC-MC/Raum.pt. Entre 2015 e 2017 foi curador do Ciclo “E+E (Exposições Editoriais)”, apresentado na Fábrica das Palavras/ CMVFX, expondo o trabalho de designers e ilustradores como Silva Designers!, Vera Velez, Barbara Says, Yara Kono e Vasco Gargalo.

É autor de diversos estudos sobre arte publicados em catálogos e volumes coletivos, publicou ainda “Marcel Duchamp e o readymade – Une Sorte de Rendez-vous” (Assírio & Alvim, 2007), “A Reinvenção do Real – Curadoria e Arte Contemporânea no Museu do Neo-Realismo” (Documenta, 2014), e “A Palavra Imperfeita – Escritos sobre artistas contemporâneos” (Documenta, 2018). Com o título “A Reinvenção do Real” foi distinguido em 2015 com o Prémio (ex-aequo) de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitetura – AICA/Fundação Carmona e Costa, e ainda com o Prémio APOM de Investigação.

Foi também docente convidado do ensino superior na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (2001-2004, Porto), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2015-2019), e professor assistente na Escola Superior de Design do IADE, entre 1998 e 2009.

Foi crítico de arte nos semanários “Já” (1996), “O Independente” (1997-2000), e nas revistas “Arte Ibérica” (1997-2000), “artecapital.net” (2006-2007), “Arqa – Revista de Arquitectura e Arte” (2000-2013), e escreveu ainda para a revista “contemporanea.pt”, no início de 2016. Foi também crítico de cinema no jornal “Vida Ribatejana” (2004-2006).
É mestre em História Política e Social (2004) (Universidade Lusófona), pós-graduado/curso mestrado em História da Arte (1997) e licenciado em História, variante de História de Arte (1995), (ambos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).



Dulce Maria Cardoso


Dulce Maria Cardoso
Fotografia de Alfredo Cunha

Literatura, artes e transformação do mundo

 
Dulce Maria Cardoso publicou os romances Eliete (2018, livro do ano, entre outros, no Público, Expresso e no JL, Prémio Oceanos e finalista do Prémio Femina), O Retorno (2011, Prémio Especial da Crítica e livro do ano dos jornais Público e Expresso), O Chão dos Pardais (2009, Prémio PEN Clube Português e Prémio Ciranda), Os Meus Sentimentos (2005, Prémio da União Europeia para a Literatura) e Campo de Sangue (2001, Prémio Acontece, escrito na sequência de uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura).

Os seus romances estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A tradução inglesa de O Retorno recebeu, em 2016, o PEN Translates Award. Publicou contos em revistas e jornais, a maioria dos quais reunida nas antologias Até Nós (2008) e Tudo São Histórias de Amor (2013). Alguns deles fazem parte de várias antologias estrangeiras, e «Anjos por dentro» foi incluído na antologia Best European Fiction 2012, da Dalkey Archive.

 
Em 2017, foram publicados os textos Rosas, escritos no âmbito da estada em Lisboa de Anne Teresa De Keersmaeker, quando a coreógrafa foi a Artista na Cidade. Criou, ainda, a personagem Lôá, a menina-Deus, para uma série da RT2.

A obra de Dulce Maria Cardoso é estudada em universidades de vários países, fazendo parte de programas curriculares, e tem sido objeto de várias teses académicas, bem como adaptada a cinema, teatro e televisão. A autora tem participado em vários festivais de prestígio internacional.

Em 2012, recebeu do Estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras. Assina, na Visão, a coluna «Autobiografia não autorizada» e é comentadora na estação televisiva SIC, no programa Original é a Cultura.



Emília Ferreira


Emília Ferreira


Arte, educação e compromisso comunitário

 
Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é mestre e doutora em História da Arte Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Lisboa em Festa: A Exposição Retrospetiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola. Antecedentes de um Museu (Lisboa, DGPC, Caleidoscópio, 2017). Historiadora de Arte e autora de ficção, é investigadora integrada do Instituto de História da Arte (UNL), na linha Museum Studies, e investigadora associada aos projetos Social Sciences and Humanities Research Council (SSHRC, University of Victoria, British Columbia, Canadá).
 
Curadora de exposições de artes plásticas e educadora, é colaboradora do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 1997, e foi membro da equipa da Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, de 2000 a 2017, como programadora, investigadora, curadora e educadora. Desenvolve investigação sobre museologia, museografia e cultura, o ensino artístico, os museus e as artes, na época contemporânea, questões de género; expressões e diversidade do desenho na arte contemporânea, curadoria e educação pela arte. Tem organizado e participado em conferências e colóquios em Portugal e no estrangeiro e publicado artigos nas diversas áreas de interesse. Publicou várias dezenas de textos críticos e entrevistas sobre arte e artistas, nacionais e estrangeiros. Tem-se dedicado também à divulgação de temas culturais para o grande público, destacando-se o recente trabalho Guias de Museus, realizado para o Diário de Notícias (2017). Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.



Fernando António Batista Pereira


Fernando António Batista Pereira

Arte, urbanismo e transformação social

 
Lisboa, 1953. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pós-graduado em Museologia pelo antigo Instituto Português do Património Cultural e doutorado em Ciências da Arte (História da Arte) pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Ensina na Universidade de Lisboa (na Faculdade de Letras e na Faculdade de Belas-Artes) desde 1979, sendo atualmente Presidente da de Belas-Artes, onde já desempenhou as funções de Presidente do Conselho Pedagógico (2005-2012), do Conselho Científico (2012-2017), de Diretor do Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA), de 2010 a 2016, sendo também autor dos Planos de Estudos da Licenciatura em Ciências da Arte e do Património e do Mestrado em Museologia e Museografia dessa faculdade.

 
Historiador de arte e museólogo, tem vasta e diversificada obra publicada nos domínios da História da Arte e da Cultura Portuguesas, da Crítica de Arte e da Museologia. É autor do Conceito e da Programação de vários Museus (nomeadamente do Museu do Oriente, Lisboa, e dos Museus do Trabalho e do Convento de Jesus, Setúbal) e de grandes Exposições nacionais e internacionais em Portugal (com destaque para a primeira exposição do Museu Hermitage em Lisboa), em Espanha, no Brasil e em Macau, assim como foi o responsável pela coordenação científica dos respetivos catálogos. Revisor Científico da Nova História da Arte de Janson, publicada em Janeiro de 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Desde 1 de Fevereiro de 2017 é Adjunto do Ministro da Cultura para os Museus e Património.



Joana Rita Sousa


Joana Rita Sousa

Filosofia com crianças

 
Filósofa e mestre em filosofia para crianças. Desenvolve oficinas de filosofia para crianças, jovens e adultos desde 2008. Formadora e responsável pelo projeto filocriatividade.
 



João Silvério


João Silvério

Cuidar, expor e emocionar: a arte e os museus

 

Nasce em 1962. Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É curador associado da coleção de arte contemporânea da Fundação PLMJ. Curador e tutor no projeto RAMA Residências para Artistas, Maceira, Portugal.

Inicia a sua atividade como curador independente em 2003. Cria o projeto independente EMPTY CUBE em outubro de 2007 que tem apresentado projetos de artistas, designers e arquitetos. (www.emptycube.org)

Foi Presidente da Secção Portuguesa da AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte, desde março de 2013 até dezembro de 2015. Cria, em 2019, a editora independente EMPTY CUBE_reader que lançou a primeira edição com uma obra dos artistas Musa paradisíaca.

 
Escreve regularmente sobre projetos artísticos em catálogos, publicações e websites entre os quais no www.emptycube.org.


Seleção de publicações em catálogos e livros:
“Index: Works by Julião Sarmento” Câmara Municipal de Elvas - MACE, Museu de Arte Contemporânea de Elvas – Coleção António Cachola, 2013; Tardoz / Vault, sobre e com Gonçalo Barreiros, Vera Cortês Art Agency, 2014; “Ana Hatherly – Território Anagramático”, DOCUMENTA e Fundação Carmona e Costa, 2018; “Topography of Memory - Alexandre Baptista” – CAA - Centro de Artes de Águeda, (2018); “caderno do atelier – Desenhos de Moita Macedo”, MEIAC, Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, (2019); “Noé Sendas – Vanishing Acts”, Skira Editore, Torino, 2020.



João Dias


João Dias

Arte, cultura, território e comunicação

 

Lisboa (Portugal), 1983. João Dias é um artista visual com foco no desenvolvimento de linguagens visuais que exploram relacionamentos entre Escultura, Arquitetura e - particularmente – as práticas da Arqueologia. Para tal, utiliza estratégias de pensamento decorrentes da Pintura e do Desenho, a fim de explorar mediums e materiais contemporâneos industriais, refletindo sobre os limites da linguagem plástica e da Tradição.

Com os seus trabalhos, procura criar elementos que, de algum modo, representem o tempo em que são produzidos, tornando-se potenciais artefactos – produtos ou sub-produtos – da sua própria época (ainda que sem temporalidade identificável). Se no caso das obras para espaço público, numa dinâmica site-specific , a intencionalidade é a da interação com o artefacto; nos pequenos artefactos processuais, por outro lado, emerge a vertente de posse e apropriação do objeto que apresenta narrativas apenas parcialmente descodificadas.

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O seu trabalho tem sido apresentado em Portugal (destacando-se exposições em Lisboa, Porto e Viseu) mas também internacionalmente em cidades como Munique, Berlim, Danzigue, Barcelona, Múrcia, Londres, Paris, Los Angeles, São Francisco ou Nova Yorke. Foi premiado com a bolsa INOV-ART para a cidade de Berlim.

Fundou (2018) e é Director Artístico do POLDRA – Public Sculpture Project Viseu , uma iniciativa que pretende promover o debate em torno à Arte em Espaço Público, nomeadamente quanto à definição/redefinição da temática da escultura – poldra.com – e que permitiu a criação de um Circuito de Escultura Pública na Mata do Fontelo (Viseu, Portugal).

A sua obra pode ser encontrada nas coleções de Arte da Fundação PLMJ, Coleção Edge Arts, Coleção de Múltiplos Carpe Diem, e Pacific Felt Factory. É representado pela Galeria das Salgadeiras (Lisboa, PT) e pela This Is Not a White Cube (TINAWC) (Lisboa, PT).



José Eduardo Franco


José Eduardo Franco

A ideia de cultura e de arte como expulsão e hospitalidade

 
José Eduardo Franco, nascido em 1969, é historiador, professor catedrático convidado da Universidade Aberta e titular da Cátedra FCT/Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares e a Globalização (Universidade Aberta/CLEPUL-Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Coordena atualmente o programa de doutoramento em Estudos Globais na Universidade Aberta.

Membro da Academia Portuguesa da História, doutorou-se em História e Civilizações pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e em Cultura pela Universidade de Aveiro, sendo mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da mesma Universidade de Lisboa.

 
Dirigiu com Pedro Calafete o projeto "Vieira Global" que publicou a Obra Completa do Padre António Vieira em 30 volumes. Dirigiu com Carlos Fiolhais o projeto de investigação e edição intitulado Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa com 30 volumes, já editado pelo Círculo de Leitores, galardoado com o prémio Mariano Gago de Divulgação Científica da Sociedade Portuguesa de Autores.

Na sua bibliografia destacam-se os estudos sobre as ideias de Europa, Vieira, os Jesuítas e o marquês de Pombal, destacando-se os seguintes livros: O Mito de Portugal (2000) e O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX (2006-2007). Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português, o mais importante galardão atribuído pelo Governo português, como reconhecimento dos serviços prestados à cultura e à ciência.



José Maçãs de Carvalho


José Maçãs de Carvalho

Arte, cultura, território e comunicação

 
Doutoramento em Arte Contemporânea-Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, em 2014; Pós-Graduação em Gestão de Artes -Inst.de Estudos Europeus de Macau, em 1998; Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas – Univ. de Coimbra, em 1984; Professor no Departamento de Arquitetura e no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra; Artista Plástico.

Foi bolseiro da F. Calouste Gulbenkian, F. Oriente, Instituto Camões, Centro Português de Fotografia e Instituto das Artes/Dgartes.

Em 2003 comissaria e projeta as exposições temporárias e permanente do Museu do Vinho da Bairrada, Anadia; em 2005 comissaria “My Own Private Pictures”, na Plataforma Revólver, no âmbito da LisboaPhoto.

 
Nomeado para o prémio BESPhoto2005 (2006, CCB, Lisboa) e para a “short-list” do prémio de fotografia Pictet Prix, na Suiça, em 2008. Organizou e concebeu, com A. Olaio, a exposição “My Choice –escolhas de Paula Rego na colecção do British Council”, para a Casa das Caldeiras, na Universidade de Coimbra, em 2011.

Expõe fotografia desde 1990 e vídeo desde os anos 2000. Em 2013 mostrou vídeos em Nova Iorque e Paris ("Fuso NY”, Union Square Park, e “Chantiers d ́Europe”, Theatre dela Ville) e em 2011 e m Oslo (“When a painting moves...something mustbe rotten!”, Stenersen Museum).


Entre 2011 e 2014 realizou 4 exposições individuais em torno do tema da sua tese de doutoramento (arquivo e memória), no CAV, Coimbra; Ateliers Concorde, Lisboa e Colégio das Artes, Coimbra; Galeria VPF, Lisboa; Arquivo Municipal de Fotografia, Lisboa e foi editado um livro pela Stolen Books, em março de 2014.



Luís Oosterbeek


Luís Oosterbeek

Cuidar, expor e emocionar: a arte e os museus

 
Professor Coordenador do Instituto Politécnico de Tomar. Presidente do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas. Coordenador da Cátedra UNESCO de Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Território, Vice-Presidente de HERITY International, Membro do Conselho Científico do Museu Nacional de História Natural de França.
 
Diretor de projetos de arqueologia, gestão do património e gestão do território na Europa, África e América Latina. Diretor do Museu de Mação. Presidente do Instituto Terra e Memória. Vice-diretor do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra. Autor e coautor de cerca de 70 livros e 300 artigos.



Luís Raposo


Luís Raposo

Cuidar, expor e emocionar: a arte e os museus

 
Luís Raposo (Lisboa, 21 de fevereiro de 1955) é um arqueólogo português especializado no Paleolítico, quer em trabalho de campo, quer em estudos teóricos. Dirigiu trabalhos de investigação em diversas regiões de Portugal (Vale do Tejo, em Vila Velha de Ródão e Alpiarça, na Estremadura, no Litoral do Alentejo e no Algarve), desde 1973. Tem cerca de duas centenas e meia de trabalhos publicados.

 
Presidente do ICOM Europa (Aliança Regional Europeia do Conselho Internacional de Museus) (Presidente do ICOM Portugal entre 2008 e 2014). Vice-Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Responsável do Sector de Investigação do Museu Nacional de Arqueologia (Diretor entre 1996 e 2012). Professor convidado e membro de júris de provas de pós-graduação em várias universidades portuguesas e estrangeiras.



Manuel João Vieira


Manuel João Vieira

Literatura, artes e transformação do mundo

 

Lisboa, 1962.

Tira o curso de pintura da ESBAL. Integra o grupo Homeostético desde 1983, o grupo Ases da Paleta em 1989, e o coletivo Orgasmo Carlos desde 2002. Tem obras na coleção do Museu de Serralves, Fundação Ilídio Pinho, Fundação Luso-Americana para o desenvolvimento. Desenvolve trabalho musical e vídeo editado com vários grupos, como os “Ena pá 2000”, “Os irmãos Catita”, os “Corações de Atum”, “O Lello Perdido”, “Quarteto 4444”, “O pianista de boîte”, entre outros.

Escreve e mete em cena o espetáculo multimédia “O artista português é tão bom como os melhores”, no teatro S. Luis em Lisboa.

Escreve e realiza o programa de TV “Portugal Alcatifado”, canal Q.

Dá aulas na UTAD, no curso de Teatro e Artes Performativas, desde 2010 e na ESAD CR, no curso de Design de Comunicação e Multimédia, desde 2011.

Exposições individuais: 1987 Galeria Diferença, Lisboa; 1988 Galeria Atelier 2, Lisboa; 1990 Galeria Leo., Lisboa; 1991 Galeria Diferença, Lisboa; 1992 Galeria Alda Cortez, Lisboa; 1994 Galeria Mácula, Alicante; 1996 Galeria Alda Cortez, Lisboa; 1998 Giefarte, Lisboa; 2000 «Pinturas Presidenciais», Galeria Castelo 66, Lagos; 2002 «Desenhos – Paisagens Portuguesas», Giefarte, Lisboa;2004 Pintura, Casa d’os Dias da Água, Lisboa; 2005 Pintura, Galeria Artela, Lisboa; 2006 Pintura, galeria Arque, Lisboa; 2007 Pintura, galeria arte periférica, Lisboa; 2008 Desenho, Giefarte, Lisboa; 2009 “Vistas de uma exposição”, galeria Kompass, Aveiro; “Obras de Manuel Vieira na Orgasmo Carlos Fundation”, Galeria Perve, Lisboa; 2011 “Manuel Vieira como Orgasmo Carlos como Manuel Vieira”, Galeria Valbom, Lisboa; “Grotescos e paisagens”, Galeria Ler Devagar, Lisboa; 2013 “CASA”, Instalação, Cordoaria Nacional, Lisboa; 2014 “Casa no Chão da Igreja”, Instalação, Flor da Rosa, Crato; “Trabalhos recentes”, Casa da Cerca, Almada; “Transfigurações”, Galeria do Teatro Joaquim Benite, Almada.

 
Exposições coletivas: 1983 «Onze Anos Depois», E.S.B.A.L, Lisboa; «Um Labrego em Nova York», E.S.B.A.L, Lisboa; 1984 «A Esfinge Rosa», Galeria Cómicos, Lisboa; «O Futuro é Já Hoje?» Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; 1986 «Educação Espartana», CAPC, Coimbra; «Continentes», CNBA, Lisboa; Gerrit Rietveld Academie, Academie, Amsterdão: «Continentes», SNBA, Lisboa; 1989 «Ases da Paleta», Galeria Quadrum, Lisboa; Galeria Alda Cortez, Lisboa; 1989 «Germinations 5”, Lion, Glascow, Bona e Breda (Prémio de Desenho); 1992 «Lusitânia-Cultura Portuguesa Actual», Círculo de Belas Artes, Madrid; 1993 Galeria Fucares, Madrid; 1994 «Lisboa Capital Europeia da Cultura», Centro Cultural de Lisboa; Galeria Bianca de Navarra, Madrid; 1997 «Retratos do Ministro da Cultura», FAC97, Lisboa; 1998 «Arte no Tempo», ARCO, Madrid; «Circuitos d’Água», Gare Marítima de Alcântara, Lisboa; 1999 Performance «Portugal is for Lovers», Bienal de Faro; 2000 Performance «Salazauro» ARCO, Lisboa; 2001 «Vieira 2001.com», projeto multimédia desmultiplicador e omnipresente; 2002 Dois limões em férias, com João Vieira, casa das Artes, Tavira; 2004 Projecto «Orgasmo Carlos», Casa d’os Dias da Água, Lisboa; «Homeostética», Museu de Serralves, Porto; 2005 Projecto «Orgasmo Carlos» – O Mundo Maravilhoso de O C , Galeria Zé dos Bois, Lisboa; 2005- Projecto Terminal, “Toxic- O discurso do excesso”– Casa ”Mateus Rosé”; 2007- “2007- “Orgasmo Carlos, Galeria Arque, Lisboa; 2009- “Não sou veado, não”, Sala do veado, Lisboa; 2010 “Dáprés Nuno Gonçalves” Três painéis e um filme sobre Nuno Gonçalves, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa; 2012 “Riso”, Museu da Eletricidade, Lisboa; 2013 “Pandemos”, com Pedro Proença e Pedro Portugal, Fundação Carmona e Costa.

Publicações: Só desisto se for eleito, Artemágica, 2004, Lisboa; 6=0, Ed. Museu de SERRALVES, 2004, Porto; Pandemos, Assírio & Alvim/Fundação Carmona e Costa; Portugal Alcatifado – canções anormais, Ed. &Etc., Lisboa.



Mário Fortes


Mário Fortes

Filosofia e arte da paisagem e do jardim

 

Doutor pela Universidade de Santiago de Compostela (2009); Diploma de Estudos Avançados em Arqueologia, História da Antiguidade e Ciências e Técnicas Historiográficas – Arqueologia – História I, Universidade de Santiago de Compostela – Facultade de Xeografía e Historia (2002). Licenciado em Arquitetura Paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia - Universidade Técnica de Lisboa (1988).

 
Atividade profissional iniciada em 1988, como profissional liberal e trabalhador que desempenha funções públicas, orientada para a Salvaguarda de Paisagens com Valor Cultural, sem preterir outros domínios nomeadamente Gestão Territorial, Evolução da Paisagem, História do Conhecimento Científico e Hidráulica Antiga. Participou em projetos de investigação, conferências, seminários, workshops e congressos. Foi comissário científico de exposições, bem como autor e coautor de vários artigos, capítulos e publicações. Desempenhou funções como docente convidado em algumas universidades. Investigador do Instituto de História Contemporânea (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).



Marta Aguiar



Marta Aguiar

Arte, cultura, território e comunicação

 

Marta Aguiar, Porto, 1971. Marta Aguiar, desenvolve projectos e obras de arquitectura, design e transformação territorial, desde 1997, com a fundação do escritório MAG – Marques de Aguiar. Uma práctica criativa que cruza e articula uma dimensão tecnológica – na gestão de informação em modelos BIM e na manipulação de vídeo e imagem digital – com técnicas analógicas - do desenho à experimentação de materiais - mas também no recurso às ciências sociais com o envolvimento dos clientes e das comunidades alvo.

Nesta práctica criativa MAG privilegia as potencialidades de um (pequena) estrutura empresarial na eficácia da resposta imediata de um desenho qualificador e, a alongo prazo, na na apropriação e vivência dos espaços.

 
Com cada cliente, com cada comunidade, com cada proposta curatorial, a procura da qualidade do desenho e da apropriação e vivência de cada lugar: na Biblioteca Gulbenkian nos Jardins do Álamo em Alter do Chão (1998), Casa João de Deus (2013), fábrica Efaflu em Beiriz (2018), na Exposição “Construir Lugares: Manuel Marques de Aguiar 1927-2015” (Serralves, 2018), em Magma Shell e Low Tide (XIII Bienal de Havana, 2018) e na concepção do projecto Experimenta Paisagem como plataforma de transformação territorial a partir dos recursos endógenos da paisagem.

http://magarquitectura.pt/
http://experimentapaisagem.pt/



Marta Martins



Marta Martins

Arte, educação e compromisso comunitário

 

Gestora Cultural, licenciada em Direito (FDUL), pós-graduada em Gestão Cultural nas Cidades (INDEG-ISCTE) e Mestre em Estudos de Cultura (FCH-UCP).

Desde 2010 é Diretora Executiva da Artemrede, uma rede cultural com 16 anos de atividade e 18 associados, no âmbito da qual tem desempenhado funções de planeamento estratégico, gestão e programação cultural, desenho e coordenação de projetos intermunicipais e intersectoriais, de âmbito europeu e nacional.

 
Entre 2005 e 2010 desempenhou funções de Responsável de Produção na Artemrede. Antes disso trabalhou no Departamento de Juventude do Município de Lisboa e colaborou com a Quaternaire Portugal e com diferentes associações culturais.

Como oradora tem participado em várias conferências e seminários na área da política e da gestão culturais.



Miguel Serras Pereira


Miguel Serras Pereira

Literatura, artes e transformação do mundo

 
Nasceu no Porto em 1949. Passou a infância e fez a escola primária em Abrantes, tendo continuado os estudos em Lisboa. Começou como jornalista. No campo literário, começou muito cedo a publicar poemas e outros textos (finais dos anos 60). Para além de larga colaboração poética e crítica em páginas literárias e revistas, publicou diversos livros.

 
Traduz – há mais de 40 anos – do francês, do espanhol, do italiano e do inglês. Foi das suas mãos que saíram traduções de grandes romancistas e pensadores como Proust, García Marquez, Vargas Llosa, Jorge Luis Borges, Virginia Woolf, George Eliot, George Steiner, Bordieu e Derrida. Ganhou, em 2006, o Grande Prémio de Tradução do PEN Clube Português pela tradução de Dom Quixote de La Mancha, de Cervantes (Publicações Dom Quixote).



nelson carvalho



Nélson de Carvalho

Arte, política e sociedade

 

- Nascido em 1954, Tondela
- Licenciado em Filosofia e Mestre em Filosofia Contemporânea
- Professor de Filosofia no Ensino Secundário
- Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária N2 de Abrantes
- Presidente da Câmara Municipal de Abrantes
- Presidente da Associação de Municípios do Médio Tejo

 
- Presidente da Tagus (Ass. para o Desenvolvimento Local)
- Presidente da TagusValley (Ass. para a Gestão do Tecnopolo)
- Membro do Conselho Geral e do Conselho Executivo da UCLG – United Cities and Local Governments
- Presidente da Direção do CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes
- Membro do Clube de Filosofia de Abrantes



Paulo Pires do Vale


Paulo Pires do Vale

Arte, educação e compromisso comunitário

 
Paulo Pires do Vale é Comissário do Plano Nacional das Artes. Ensaísta e curador, é licenciado e mestre em Filosofia pela FCSH, Universidade Nova de Lisboa. Tem atividade docente na Universidade Católica, na Faculdade de Arquitetura da UAL e na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, onde coordenou a Pós-Graduação em Práticas Artísticas e Processos Pedagógicos.

Escreveu «Tudo é outra coisa". "O desejo na Fenomenologia do Espírito de Hegel" (Colibri, 2006) e inúmeros ensaios para livros, revistas e catálogos de exposições coletivas e individuais, em Portugal e no estrangeiro, focando-se na relação entre arte, educação e sociedade.

 
Como curador, destacam‐se as exposições «Ana Vieira, Muros de Abrigo» (Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, e Centro de Arte Moderna— Fundação Calouste Gulbenkian, 2010-2011); «Tarefas infinitas. Quando a arte e o livro se ilimitam» (Museu Calouste Gulbenkian, 2012); «Visitação. O Arquivo como memória e promessa» (Igreja de São Roque e Galeria de exposições temporárias — Museu de São Roque, 2014); «Júlio Pomar, Tratado dos olhos» (Atelier - Museu Júlio Pomar, 2014). Foi curador de «Ana Hatherly e o Barroco» (Museu Calouste Gulbenkian, 2017) e Museo de las Artes Universidad de Guadalajara (México, 2018); «Do tirar polo natural. Inquérito ao retrato português» (com Filipa Oliveira e Anísio Franco, Museu Nacional de Arte Antiga, 2018); ou ainda «Tarefas Infinitas. Quando a arte e o livro se ilimitam» (SESC E Biblioteca Brasiliana Mindlin — Universidade de São Paulo, Brasil, 2018).

Fez parte do júri de prémios como o Prémio Artes Plásticas AICA — Ministério da Cultura, Concurso de Apoios Arquitetura, Artes digitais, Artes plásticas, Design e Fotografia da DGArtes ou dos Concursos de Bolsas da Fundação Eugénio de Almeida. Foi Membro do Grupo de Consultores da Direção Geral das Artes para a seleção de Lista de Curadores convidados a apresentarem propostas para Representação Oficial de Portugal na 58.ª Bienal de Veneza, em 2019. Presidente da AICA — Portugal desde 2015.



Pedro Neves


Pedro Neves

Arte, política e sociedade

 
Nasceu em Luanda Angola em 1965, é licenciado em Engenharia de Minas, e tem várias pós-graduações: Engenharia de Petróleos, Planeamento de Projetos, Gestão de Projetos, Gestão de Empresas, Análise de investimentos e Gestão de Ativos Imobiliários. A sua formação vem da Universidade do Porto, Imperial College (Londres), Centro de formação da Bouygues Offshore (Paris), Universidade Católica (Lisboa) , Academia da TCN (Utrecht).

Fundador e CEO da Global Solutions. Consultor da Comissão de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Gestão de Terras da UNECE.

Responsável por gerar políticas de desenvolvimento baseadas no Desenvolvimento Sustentável, projetar e implementar planos de investimento em infraestruturas, com especial foco em soluções integradas de desenvolvimento urbano, em mais de 80 países na Europa, África, Américas e Ásia.

Estes projetos e programas incluem petróleo e gás; produção, transmissão e distribuição de energias fósseis e renováveis; meio ambiente (água, tratamento de água e resíduos sólidos; mobilidade (aeroportos, portos, estradas, ferrovias, metro); infraestruturas sociais (saúde, educação, administração pública), imobiliário e desenvolvimento urbano; logística; indústria e mineração.

 
Mais de 10 anos de experiência com o setor público (Nações Unidas, governos centrais e locais e entidades públicas), projetando e implementando políticas de investimento, deram-lhe uma perspetiva única do interesse público, fundamental no desenvolvimento de negócios e PPPs em todo o mundo.

Leciona Estratégia de Desenvolvimento de Negócios desde 2003 e é o fundador do primeiro MBA em Renovação Urbana, no qual leciona Desenvolvimento Sustentável e Urbano e Negócios em Renovação Urbana, desde 2010. É Professor Visitante na École des Ponts et Chausses (ParisTech) e também da Université de Genève.

Devido ao seu relacionamento e trabalho com a Harvard Business School, a Tsinghua University e a IESE Business School, em Barcelona, envolveu-se mais na pesquisa científica, combinando: engenharia (capacidade de transformar fisicamente o planeta), negócios (capacidade de estabelecer soluções financeiras sustentáveis), e ciências sociais (a capacidade de promover o crescimento económico e social), através de uma academia mais pró-ativa, que promova o desenvolvimento sustentável com base nas pessoas, no planeta, na prosperidade, paz e parcerias.

Iniciou o doutoramento em 2017 na Universidade de Lisboa, em 2018 concluiu o projeto de tese de doutoramento e está agora a escrever a tese de doutoramento com a questão de investigação: ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) porquê e para quem?



Rui Horta


Rui Horta

Literatura, artes e transformação do mundo

 
Nascido em Lisboa, Rui Horta é um dos mais influentes coreógrafos da sua geração. Começou a dançar aos 17 anos nos cursos de bailado do Ballet Gulbenkian, tendo posteriormente vivido vários anos em New York, cidade onde completou a sua formação e desenvolveu o seu percurso de intérprete e professor. Em 84 regressa a Lisboa onde continua a sua atividade pedagógica e artística, sendo um dos mais importantes impulsionadores de uma nova geração de bailarinos e coreógrafos portugueses.

Durante os anos 90 viveu na Alemanha onde dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo o seu trabalho considerado uma referência da dança europeia e apresentado nos mais importantes teatros e festivais em todo o Mundo, tais como o Thêatre de la Ville em Paris que apresentou e coproduziu as suas obras ao longo de uma década.
Em 2000 regressou a Portugal, tendo fundado em Montemor-o-Novo o Espaço do Tempo, um centro multidisciplinar de experimentação artística.

 
Para além do seu intenso trabalho de criador independente criou, como artista convidado, um vasto repertório para companhias de renome tais como o Cullberg Ballet, o Ballet Gulbenkian, o Grand Ballet de l’Opera de Genéve, a Ópera de Marselha, o Netherlands Dance Theatre, a Ópera de Gotemburgo, a Companhia Nacional de Bailado, a Random Dance, etc. Ao longo da sua carreira recebeu importantes prémios e distinções tais como o Grand Prix de Bagnolet, o Deutsche Produzent Preis, o Prémio Acarte, O Prémio Almada, o grau de Oficial da Ordem do Infante, o grau de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Letres, pelo Ministério da Cultura Francês.

A sua criação coreográfica foi, recentemente, classificada como Herança da Dança Alemã. Nas artes performativas o seu trabalho de encenador estende-se ao teatro, à ópera e à música experimental, sendo igualmente desenhador de luzes e investigador multimédia, universo que utiliza frequentemente nas suas obras.



Sofia Nunes


Sofia Nunes

Arte, cultura, território e comunicação

 

Sofia Nunes é crítica de arte e doutoranda em História da Arte / Teoria da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – UNL e Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, com filiação no Instituto de História da Arte/FCSH.

Entre 2000 e 2006, fez assistência de curadoria no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado e na Ellipse Foundation. Foi professora convidada no Mestrado em Arte Contemporânea na Universidade Católica Portuguesa, entre 2009 e 2011.

 
É membro da secção portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte. Tem igualmente comissariado programas públicos e conferências para museus e instituições culturais, entre as quais a Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Coleção Berardo.

Em 2018, retoma a colaboração com o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, onde tem exercido as funções de conservadora e investigadora associadas às coleções do segundo e terceiros modernismos e arte contemporânea.



Sofia Marques de Aguiar


Sofia Marques de Aguiar

Arte, urbanismo e transformação social

 
Formada em Arquitetura e direção de documentário, trabalha as artes de forma transversal, fundadora do estúdio criativo Belomonte com Ernesto Jiménez, fundadora da FAC (fabrica de Arte em Havana); realizou workshops de processos criativos/ participativos em “Kent State University” e “CUDC” em Cleveland e em Havana.

Fez o guarda-roupa do filme “Viva” de Paddy Breathnacht y Benicio del Toro (Oscar nominated). Trabalha entre  escultura, telas e têxteis, joalharia e poesia.
 
Entre diversas exposições, destaca-se a sua presença na Bienal de Havana “La horma Roja”.

Nos últimos anos tem desenvolvido obras de Arte na paisagem com o coletivo Experimenta Paisagem, com Marta Aguiar e Mariana Costa.




Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República


EDIÇÕES ANTERIORES

2020

 

INTERVENÇÕES

09:30 // Abertura - Manuel Jorge Valamatos, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

09:45 // Os tempos da cidade - João Serra

10:15 // Cidade e Humanidade - João Seixas

10:45 // A cidade contemporânea, metabolismo urbano e reinvenção do quotidiano - António Covas

14:30 // Quem não é da sua terra não merece ser de parte nenhuma - Onésimo Teotónio Almeida


Falar de Filosofia a jovens não é nada fácil e muito mais difícil se torna fazê-lo por Zoom, pior ainda quando se trata de uma conversa transatlântica. Também eu já fui jovem e a Filosofia, de que aliás sempre gostei, não era nenhuma pera doce. Para mais, o nosso compêndio era em latim e tínhamos que decorar definições nessa língua, algumas das quais ainda hoje sei de cor. Mas rapaziada é rapaziada em qualquer parte do globo e em qualquer época. Daí divertirmo-nos com definições cábulas que circulavam na altura e que imagino terão chegado até vocês, tipo: A Filosofia é a ciência com a qual e sem a qual nós ficamos tal e qual.

Maldades juvenis, convenhamos. Brincadeiras à parte, esse ramo do saber - que é afinal um modo de saber - sempre obteve o meu respeito.

Na universidade onde leciono, os professores são conselheiros de alunos do primeiro ano porque o sistema, que é muito diferente do português, permite aos alunos uma grande liberdade de escolha das disciplinas que vão frequentar. Daí a importância da ajuda de um professor, pois os alunos sentem-se por vezes perdidos no meio de inúmeras possibilidades. Pois há poucas horas a Emily, minha orientanda, encontrou-se comigo via Zoom para fazer as suas escolhas das disciplinas que deverá completar no segundo semestre deste ano letivo, isto é, na próxima Primavera. Está interessada numa especialização em Ciências Políticas e estava a pensar matricular-se numa cadeira do Departamento de Filosofia intitulada “O Lugar das Pessoas”. Perguntava-me se eu achava boa ideia.

Comecei por lhe dizer que qualquer curso tirado no Departamento de Filosofia da Brown é boa ideia. Se ela fosse ao Website do Departamento e lesse a descrição dos objetivos e da missão do mesmo, encontraria o seguinte:
Os estudantes de Filosofia irão:

• Aprender a pensar analítica e criativamente sobre textos e questões filosóficas;
• Compreender os escritos das principais figuras da história da filosofia, incluindo Platão, Aristóteles, Descartes e Kant;
• Familiarizar-se com os argumentos e as abordagens em metafísica e epistemologia, bem como outras áreas da Filosofia, tais como a filosofia da mente e a filosofia da linguagem, mas também a ética e a filosofia política;
• Aprender a construir um argumento com lógica e a fazer derivações coerentes dentro dos vários sistemas formais;
• Produzir um significativo conjunto de trabalhos escritos.


Depois passámos então a conversar sobre a disciplina que ela escolhera, cujo conteúdo está resumido assim:


Professor Adam Pautz
O Lugar das Pessoas

Vamos concentrar-nos nalgumas questões fundamentais de metafísica e moral sobre nós próprios como pessoas: O que é que (admitindo que existe) nos concede um estatuto diferente dos outros animais? Será que temos o tipo de liberdade requerida para sermos moralmente responsáveis pelas nossas ações? O que é que faz de cada um de nós uma pessoa individual, um eu, num determinado momento? O que é que faz de mim hoje o mesmo indivíduo que foi aquela criança inconveniente de cinco anos que tinha o mesmo nome que eu e toda a gente identifica como a mesma pessoa que eu sou hoje?


Durante a conversa com a Emily lembrei-me imediatamente desta troca que iria ter hoje com vocês, que são apenas alguns anos mais novos do que ela.

Da organização do Festival de Filosofia de Abrantes pediram-me um título para esta minha fala e enviei cinco opções por achar que poderiam melhor do que eu selecionar a mais apropriada. O que é certo é que não me indicaram qual foi o título escolhido e agora, ao escrever hesito ainda. Opto por uma solução muito pragmática pois pretendo apenas abrir com uma introdução, ou seja, quero só prefaciar a conversa que gostaria de ter com vocês. Há meses que dou aulas exclusivamente via Zoom (costumo dizer que vivo num Zoomlógico, e sei bem quão difícil é manter interessados os jovens que estão do outro lado do ecrã, bem longe. Tenho uma aluna num seminário que vive no Tibete, pois este semestre os alunos não foram autorizados a vir para a universidade, e ela acorda às duas e meia da manhã para começar a aula às 3, quando são 3 da tarde nos EUA. Os meus alunos estão espalhados por 12 fusos horários.)

Por isso terei de me esforçar para não tornar esta conversa demasiado monótona. Para tal, não posso fazê-la muito longa.

Confessei a minha hesitação entre cinco títulos. Na verdade, qualquer um deles está dentro do tema que me propuseram: A cidade, termo português que vem do latim – civitas - que é o lugar onde há vida civil, isto é, pessoas de todo o género cruzando-se no dia a dia, diferentemente do mundo rural onde a comunidade é sobretudo literalmente a familiar e aquela com que se está familiarizado. Os gregos chamaram polis à cidade – por sinal, a palavra que deu origem ao termo político, pois na verdade é sobretudo na cidade que as questões da vida comum surgem com mais relevância. No mundo rural predominava o regime patriarcal e as normas sociais eram as aprendidas na família durante os anos de formação. Hoje estamos longe, muito longe desse tipo de vida. No mundo moderno, globalizado, achamo-nos, desde o momento em que começamos a atinar com os botões controladores da televisão e do telemóvel, instantaneamente globalizados. Vivemos todos na polis, na civitas, em sociedade, interligados, interconetados; daí estarmos todos sujeitos às normas que regulam a vida em sociedade.

Vamos então ao nosso tema. Indeciso sobre qual título escolher, vou explicitar as ideias gerais que me ocorreram a propósito de cada um deles. Elas servirão de ponto de partida para a conversa que teremos a seguir.

 
Quem não é da sua terra não merece ser de parte nenhuma

O local onde nascemos e crescemos marca-nos profundamente. Os animais são muito diferentes dos seres humanos. Minutos depois de nascer, um golfinho está a nadar. Em menos de uma hora, uma girafa está a andar. Em dois dias as aves saem voando do ninho. Cada animal repete o modelo de vida dos progenitores.

Os seres humanos, porém, levam anos a crescer porque nascem muito incompletos. O cérebro vai precisar de tempo para inteiramente se expor ao ambiente em que vai habitar. Em linguagem informática, vai deixar-se formatar pelo ambiente que o rodeia: as cores, os cheiros, os sons, tudo vai moldá-lo. Sobretudo até atingir a puberdade, a informação que lhe chega vai marcá-lo fortemente. É assim que a língua usada para comunicar pelas pessoas que rodeiam uma criança vai passar a ser a sua língua – a língua materna - pois vai impregná-la profundamente. Até o seu sotaque vai ficar sendo o sotaque que escutou e aprendeu desde tenra idade e mantê-lo-á igual toda a vida se permanecer sempre no mesmo ambiente e nada fizer para o mudar. É assim que ficamos marcados e passamos a considerar bom aquilo que temos e somos. Passamos a usar os nossos hábitos como bitola para medir os outros. No fundo, é precisamente o que Protágoras intuitivamente queria significar quando dizia que “o homem é a medida de todas as coisas; das que são, que elas são: das que não são, que elas não são”.

O lugar em que crescemos cresce em nós

Este título insere-se na mesma linha do anterior. O lugar onde crescemos cresce em nós. Dentro de nós. Fica a fazer parte de nós. É também nosso porque ao mesmo tempo ele passa a ser uma extensão de nós mesmos. A nossa família, os nossos amigos, os nossos vizinhos, os nossos companheiros de trabalho, de convívio, de desporto, de divertimento e de interação a qualquer nível.

Quer dizer que nunca somos nós sozinhos desde o momento em que nascemos. Cortam-nos o cordão umbilical, todavia passamos a criar laços que nos ligam às pessoas que nos rodeiam e com quem criamos interdependências de toda a ordem.


Identidade - o carimbo do lugar que nos molda

Suponho que já está mais ou menos clarificado o terceiro título que eu tinha sugerido. Não será preciso demorar neste ponto. Na vida acabamos por gostar daquilo a que nos habituamos, como acontece com os sapatos que adquirimos. Com o tempo, ajustam-se aos nossos pés e sentimo-nos confortáveis dentro deles. A propósito, existe em inglês a expressão tão confortável como um par de sapatos velhos.


Eu e a minha circunstância - eu e o meu ambiente circunstante

O meio que nos circunda molda-nos, como já disse, e molda-nos o gosto. As minhas circunstâncias são uma extensão de mim próprio, são também parte de mim. Eu moldo-as e elas moldam-me em interação recíproca.

 

Crescer como as árvores - os ramos alargam-se, as raízes aprofundam-se

Ninguém está condenado a permanecer sempre na sua terra. O mais normal, aliás, é isso não acontecer. Os sítios por onde passamos também entram de algum modo em nós e quanto mais cedo isso acontece mais eles nos marcam. Nós nem damos por isso. Só quando saímos do círculo a que primeiro nos habituámos é que nos apercebemos da falta que nos faz.

O grande ensaísta norte-americano David Foster Wallace contou uma vez a história de um peixinho que estava de manhã a nadar com o seu peixe-pai. Cruzou-se com eles um outro peixe amigo do pai que lhe perguntou: Como está a água hoje? O peixe-pai respondeu: Está muito boa. Então o peixinho perguntou ao pai: - Pai, o que é água?
Nós respiramos o nosso meio e nem damos por isso. Só quando nos falta é que dele nos apercebemos. O mistério da identidade tem a ver com isso. Sem o ar que habitualmente respiramos, sentimos que algo falta em nós. Evidentemente que quem emigra se adapta e incorpora novas realidades no seu mundo; contudo nunca perde a ligação às suas origens e até é normal estas ficarem ainda mais fortes.

O filósofo George Santayana disse que devemos crescer como as árvores: aprofundando as raízes e alargando os ramos para o alto e para os lados a fim de abrangermos um mundo maior.

Ao crescermos temos, portanto, de aprofundar o nosso conhecimento do meio que é o nosso, mas também alargar os horizontes de modo a incorporarmos e aceitarmos o mundo dos outros que se cruzam connosco.

Temos duas opções: seguir a lei da selva - cada um por si e vença o mais forte - ou conviver pacífica e cooperativamente procurando soluções benéficas para todos.

É mais do que óbvio que a opção que faz mais sentido para todos nós é a da cooperação, a da criação de regras que nos permitam conviver e colaborar, pois dessa maneira beneficiamos todos do uso dos talentos de cada um. Qualquer treinador de futebol sabe que a equipa que triunfa é aquela cujos talentos individuais se coordenam e harmonizam ajustando-se uns aos outros de modo a que possam combinar boas jogadas coletivas.

Na vida social é assim. Quando uma equipa ganha, é cada jogador que ganha também.

Não há nada de errado em lutar pela nossa equipa, apoiá-la e fazer com que ela ganhe. Se os outros fizerem o mesmo, estaremos todos a beneficiar pois o esforço de uma equipa leva a outra a esforçar-se igualmente para fazer o seu melhor. É sadio. Se tudo isto se desenrolar nas sociedades como no desporto em que as regras são cumpridas pelas partes envolvidas e todos se empenham numa boa partida, então a competição pode resultar em festa.

Claro que na vida não será preciso - e até nem convém - estarmos sempre competindo. Uma atitude desse tipo teria as consequências nocivas, por exemplo, dos nacionalismos exacerbados e dirigidos para o conflito em vez da coexistência pacífica das diferenças. O meu recurso à imagem do desporto teve o objetivo de acentuar a ideia da colaboração como sendo fundamental e útil não só para toda a equipa, mas para as várias equipas em confronto.

Tudo isto se aplica à cooperação necessária na nossa vida cívica, em sociedade, para que a nossa cidade, o meio em que vivemos, possa beneficiar da interação de todos. Quanto mais cada um de nós se valorizar, mais talentos terá para serem aproveitados pela equipa, pelo coletivo, pela civitas, pela polis. E não há dúvida que quanto mais diversificados forem os talentos dos membros envolvidos, mais rico será o coletivo, a totalidade, a soma das diversas partes. Hoje Portugal voltou a ser um país heterogéneo, como Lisboa foi quando esteve na vanguarda da Europa no século XVI. Há que integrar toda a diversidade que só nos enriquece. A nossa vida comunitária só terá a ganhar com isso. Seremos todos a valorizar-nos. 


Ao fim e ao cabo, é a isso que se dá o nome de democracia. O importante é percebermos que ela não nos cai do céu. Antigamente é que se acreditava no poder divino dos reis. A democracia, pelo contrário, nasce do chão e cultiva-se. Somos nós que a construímos e a mantemos. Os edifícios da cidade podem já existir há séculos, mas a civitas, essa é diariamente construída por nós.


18:00 // A condição urbana: a cidade como metáfora - Álvaro Domingues / Videógrafo Edu Silva


CIDADE, ÁRVORE QUE NOS ABRIGA E RAIZ QUE NOS SUSTENTA.


A cidade somos todos nós. É o espaço onde interagimos, construímos sonhos e pesadelos, vivemos experiências boas e más.

A cidade é rede de redes: onde nos deslocamos, que nos trazem sons, vozes, imagens de coisas, lugares e pessoas ausentes, o pão e água de cada dia, ou escoam resíduos do que consumimos.

A cidade não é só betão e alcatrão, mesmo com retalhos de verde. É rede entrelaçada com outras redes de cidades, por nós que também a ligam à paisagem que a alimenta. Como a bacia hidrográfica é o território do rio e seus afluentes, a cidade é o indestrinçável conjunto de interdependências entre o habitat, o ecossistema e o mundo.

Amaremos a cidade se nela não nos sentirmos sequestrados pelas circunstâncias. Porque a cidade somos nós e o que fazemos dela. A cidade é as consequências das nossas decisões. Para não nos enredarmos em escaladas de perigosas polarizações e construirmos uma cidade identitária, inclusiva, criativa, amigável e sustentável, teremos de respeitar o indivíduo e tornarmo-nos comunidade através dum compromisso ético que, como dizia Platão, nos junte em torno do que é melhor para a cidade e não apenas para cada um de nós.

 
Subscrevemos, por isso, as sete razões para amar a cidade, que adaptamos e adotamos do arquiteto urbanista brasileiro Luíz Carlos Toledo:


- Amamos as cidades que se reinventam.
- Amamos as cidades que têm esquinas, padarias e botequins…
- Amamos as cidades amigáveis que tratam bem habitantes e visitantes e onde se encontra quase tudo num quarteirão.
- Amamos as cidades com entretenimento e espaços de lazer para todos.
- Amamos as cidades que preservam o ambiente e protegem os seus bens ambientais dos especuladores imobiliários.
- Amamos as cidades que respeitam a sua história e a sua arquitetura.
- Amamos sobretudo as cidades inclusivas onde todos possam exercer a sua cidadania.



PROGRAMA


09:30
Abertura
Manuel Jorge Valamatos, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes

 
Comunicações em vídeo

09:45
Os tempos da cidade
João Serra

10:15
Cidade e Humanidade
João Seixas

10:45
A cidade contemporânea, metabolismo urbano e reinvenção do quotidiano
António Covas

 
Comunicação em linha

14:30
Quem não é da sua terra não merece ser de parte nenhuma
Onésimo Teotónio Almeida
(Comunicação introdutória e interação com alunos do secundário.)

 
Comunicação em vídeo

18:00
A condição urbana: a cidade como metáfora
Álvaro Domingues



ORADORES


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Álvaro Domingues

A condição urbana:
a cidade como metáfora

 

 
Álvaro Domingues (Melgaço, 1959) é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 1999 é docente do mestrado integrado e do curso de doutoramento. É também membro do Conselho Científico. Como investigador do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da FAUP, tem desenvolvido atividade regular de investigação e publicação no âmbito de projetos com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Ciência e Tecnologia, a CCDR-N, CCDR-C, a Xunta da Galiza, a Escola Técnica Superior de Arquitectura da Coruña, a Erasmus Iniversity of Rotterdam-EURICUR, o Club Ville Aménagement – Paris, o CCCB, Barcelona, com a Universidade Tècnica de Barcelona-Arquitetura, a Universidade de Granada – Planeamento e Urbanismo, a Universidade Federal de S. Paulo e do Rio de Janeiro - Brasil, as Universidades do Minho e Coimbra, os municípios de Guimarães e Porto, a Ordem dos Arquitetos, a Fundação de Serralves e a Fundação da Juventude, entre outros.

 
No CEAU-FAUP a sua atividade centra-se na Geografia Humana, Paisagem, Urbanismo e Políticas Urbanas, quer em termos de investigação, quer em termos de assessoria externa e formação. 


É cronista no jornal Público e autor de livros como Políticas urbanas (2004), A cultura em ação (2005), Cidade e democracia (2006), A rua da estrada (2009), Vida no campo (2012) e Volta a Portugal (2017).



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António Covas

A cidade contemporânea,
metabolismo urbano
e reinvenção do quotidiano

 
Doutor em Assuntos Europeus pela Universidade de Bruxelas e Professor Catedrático aposentado pela Universidade do Algarve. Para além dos Estudos Europeus o seu trabalho de investigação incide especialmente sobre as políticas do território e do mundo rural.

Mais recentemente a sua atenção tem incidido sobre as relações entre tecnologia e território, em especial sobre o modo como as transformações da era digital afetam o governo dos territórios, o quotidiano dos cidadãos e a smartificação de cidades e redes de cidades.

 
Autor de crónicas, nomeadamente no jornal Público, é também autor de livros como A governança europeia (2007), A grande transição: pluralidade e diversidade no mundo rural (2011), A caminho da 2ª ruralidade (2012), Territórios-rede: a inteligência territorial da 2ª ruralidade (2014), MultiTerritorialidades 1 (2015), A contingência europeia (2016), O futuro da gestão do poder local (2016), Territórios e desenvolvimento territorial (2017), O sexto continente: a nação Internet (2018), A grande transformação dos territórios (2018), A crítica da razão europeia: uma breve história do futuro (2019) e Cidades inteligentes e criativas: smartificação dos territórios (2020).



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João Seixas

Cidade e Humanidade

 
João Seixas (Viseu, 1966) é geógrafo e economista. Professor na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, é investigador nas áreas dos estudos urbanos, da sociopolítica, geografia e economia das cidades e das metrópoles. É também professor convidado na Universidade Autónoma de Barcelona e na Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Doutorado em Geografia Urbana (UA Barcelona) e Mestre em Urban and Regional Studies (LSE, Londres). Comissário da exposição pública “Futuros de Lisboa”, 2018. Coordenador da Reforma Político-Administrativa de Lisboa. Consultor da DG Regio and Urban, Comissão Europeia.

 
É ainda consultor da Câmara Municipal de Lisboa e do programa URBACT (Políticas Urbanas, Comissão Europeia) e administrador da livraria Ler Devagar. Foi comissário da Carta Estratégica de Lisboa e tem coordenado projetos científicos e aplicados de desenvolvimento e regeneração urbana em cidades portuguesas, europeias e brasileiras. Tem diversas publicações nacionais e internacionais, sendo os seus livros mais recentes: Urban Governance in Southern Europe (2012); A Cidade na Encruzilhada (2013); Governação de Proximidade (2014); Em Todas as Ruas (2015).

Foi cronista de temas urbanos no jornal Público. Colabora com a Arquipélago Filmes no desenvolvimento da série "O Genoma Urbano" de que é autor.



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João Serra

Os tempos da cidade

 
João Serra teve uma longa carreira docente no ensino secundário e superior. Na ESAD.CR, a primeira comissão instaladora à qual pertenceu, participou na criação dos cursos de mestrado em Gestão Cultural, de que foi coordenador, e da licenciatura em Programação e Produção Cultural.

É titular da Cátedra Unesco em Gestão das Artes e da Cultura, Cidades e Criatividade e académico correspondente da Academia Nacional de Belas Artes. Historiador, é autor de diversos estudos sobre temas de história política e social portuguesa dos séculos XIX e XX. Integra a equipa de investigadores encarregada de elaborar uma História do Parlamento Português.

 
Coordenador científico e cultural da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, integrou a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e é membro da Comissão de Conteúdos do Museu Nacional da Resistência e Liberdade de Peniche. João Serra foi ainda programador e presidente da Fundação Cidade de Guimarães, responsável pelo projeto Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

Tem participado em projetos de planeamento e intervenção cultural em municípios como Leiria, Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Torres Vedras e Peniche. Foi assessor e Chefe da Casa Civil do Presidente da República Jorge Sampaio. Atualmente assume a coordenação da candidatura de Leiria a capital europeia da cultura.

João Serra detém diversas condecorações estrangeiras e portuguesas, nomeadamente a Ordem da Liberdade.



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Onésimo Teotónio Almeida

Quem não é da sua terra
não merece ser
de parte nenhuma

 
Estudou no Seminário de Angra do Heroísmo, bacharelou-se na Universidade Católica de Lisboa. Desde 1972 nos Estados Unidos, fez mestrado e doutoramento em Filosofia na Brown University, onde é catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros (foi seu diretor durante doze anos), no Wayland Collegium for Liberal Learning Renaissance and Early Modern Studies da mesma universidade, lecionando cursos interdisciplinares sobre valores e história cultural e das ideias.

Além de vários livros de ensaios, tem centenas de artigos dispersos que ultimamente tem reunido em volumes temáticos: De Marx a Darwin – a desconfiança das ideologias (2009, Prémio Seeds of Science 2010 para Ciências Sociais e Humanidades), O Peso do Hífen. Ensaios sobre a experiência luso-americana (2010) e Pessoa, Portugal e o Futuro (2014). Publicou ainda Utopias em Dói Menor – Conversas transatlânticas com Onésimo, conduzidas por João Maurício Brás (2012).

 
No género de crónica e conto, as suas mais recentes coletâneas são Quando os Bobos Uivam (2013), Aventuras de um Nabogador – Estórias em Sanduíche (2007) e Livro-me do Desassossego (2006). Onésimo. Português Sem Filtro (2011) é uma antologia de cinco livros esgotados.

Colaborador permanente do Jornal de Letras, é membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e da Academia da Marinha e Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.




Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República

2018



A inteligência artificial, o trabalho e o humano.


Organização do Município de Abrantes, em parceria com o Clube de Filosofia de Abrantes, o Município de Mação, o Município de Sardoal, a Palha de Abrantes - Associação de Desenvolvimento Cultural e os Agrupamentos de Escolas dos Concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal.
O conhecimento, como ciência e tecnologia, está a tornar-se o sujeito da economia? A aceleração da digitalização e da automação está a produzir uma reorganização social do trabalho e do emprego? Cada vez mais milhões de seres humanos estarão excluídos do emprego? E essa exclusão será a realização, finalmente, da libertação da humanidade do peso do trabalho ou a condenação da cada vez mais à pobreza, à exclusão social e à escravatura?
Estarão em curso novas modalidades de acesso ao rendimento, uma vez que para a esmagadora maioria da humanidade a única via de acesso é a que o emprego ainda garante? Excluídos do rendimento porque sem emprego, como garantir que muitos milhões terão recursos para viver e para serem… consumidores? Vão os Estados inventar novas políticas fiscais sobre a riqueza produzida por autómatos para garantir rendimento aos excluídos do emprego? Como garantir a redistribuição da riqueza? Ou teremos uma economia do luxo e para o luxo num mundo de excluídos?
Finalmente: assumindo o instrumental (ciência e tecnologia) o comando da economia e das sociedades, ainda teremos uma história humana? Ainda é possível uma finalidade humana e ainda teremos um futuro humano?


9 NOVEMBRO 2018

Edifício Pirâmide - Abrantes
17:00
Cerimónia de abertura

17:30
Comunicação inaugural
VIRIATO SOROMENHO-MARQUES (bio)
A inteligência artificial e o trabalho no espelho da condição humana (sinopse)

Auditório da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes
21:30
Do princípio ao fim
Teatro das Beiras

AUTOMAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

10 NOVEMBRO 2018

Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira – Mação
10:00
GONÇALO MARCELO (bio)
Impacto social da Quarta Revolução Industrial: desafios éticos e políticos (sinopse)
STEVEN S. GOUVEIA (bio)
Transhumanismo e inteligência artificial: pressupostos filosóficos e consequências éticas (sinopse)

Edifício Pirâmide - Abrantes
15:30
CONFERÊNCIA COM JOVENS PENSADORES
Os desafios do futuro

Café 53 by Trincanela - Abrantes
18:00
Café filosófico (sinopse) com TOMÁS MAGALHÃES
CARNEIRO (bio) (Clube Filosófico do Porto)

Edifício Pirâmide - Abrantes
21:30
A Filosofia na cidade com LARA SAYÃO  (bio)
Olimpíada de Filosofia do Rio de Janeiro
TOMÁS MAGALHÃES CARNEIRO  (bio)
Clube Filosófico do Porto
JOSÉ ALVES JANA
Clube de Filosofia de Abrantes

11 NOVEMBRO 2018

Edifício Pirâmide - Abrantes
15:00
ARLINDO OLIVEIRA  (bio)
Mentes digitais: ficção científica ou futuro próximo? (sinopse)
ANTÓNIO BRANDÃO MONIZ  (bio)
A automatização do trabalho: uma crítica das visões otimistas (sinopse)

17:30
MANUEL CARVALHO DA SILVA  (bio)
Os impactos da revolução digital no trabalho e no emprego: entre controvérsias do passado e perspetivas "mágicas" (sinopse)

19:00
Apresentação do livro de STEVEN S. GOUVEIA (bio)
Reflexões filosóficas: arte, mente e justiça, da editora Humus, por Armando Rebelo

12 NOVEMBRO 2018


Edifício Pirâmide - Abrantes
21:30
Em parceria com a Fundação de Serralves

DIOGO TUDELA  (bio)
Simulação cosmética / simulação operacional: jogo, ação e guerra (sinopse)


13 NOVEMBRO 2018

Edifício Pirâmide - Abrantes
21:30
LUIZ OOSTERBEEK   (bio)
Prometeu digitalizado (sinopse)

 
14 NOVEMBRO 2018

Biblioteca Municipal António Botto - Abrantes
14:00 - 18:00
Ação de formação com LARA SAYÃO   (bio)
Passar perigo juntos: filosofia e educação, uma aventura dialógica
Inscrições e mais informação aqui.

Jardim da República - Abrantes
16:00
PALETE DA LIBERDADE
Oratória livre por jovens

Centro Cultural Gil Vicente - Sardoal
21:30
Filme comentado: Ex machina, do realizador Alex Garland
Comentador: LUÍS PEREIRA (bio)

15 NOVEMBRO 2018

DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA


Centro Histórico – Abrantes
11:00
Recital de poesia política, pelo Grupo de Teatro Palha de Abrantes

Biblioteca Municipal António Botto - Abrantes
21:00 
LARA SAYÃO (bio)
Encontros humanos: a cadência inesperada que coloca o pensamento em movimento (sinopse)

22:30
Peça de teatro A VOZ HUMANA (sinopse), de Jean Cocteau, pelo Grupo de Teatro Palha de Abrantes, com Conceição Fonseca, encenação de Helena Bandos

16 NOVEMBRO 2018

Sr. Chiado - Abrantes
21:30 
Concerto pelo trio: X-TRI_OPEN
Carlos Bechegas - Flautas e processador de efeitos / Ulrich Mitzlaff - Violoncelo / Carlos Santos - Lap-top

PRIMADO DO INSTRUMENTAL VS DO HUMANO

17 NOVEMBRO 2018


Edifício Pirâmide - Abrantes
10:00
FREDERICO MUNOZ (bio)
Watson: o computador (sinopse)

15:00
PORFÍRIO SILVA (bio)
Das sociedades humanas às sociedades artificiais: as nossas escolhas (sinopse)
LEONEL MOURA (bio)
Depois do humano (sinopse)

16:30
Apresentação do livro de LEONEL MOURA (bio)
A invasão dos robôs, da editora Alêtheia

17:30
Robótica e trabalho: desafios políticos
Debate com representantes partidários
(Assembleia da República)
HUGO COSTA, deputado do PS
DUARTE MARQUES, deputado do PSD
PATRÍCIA FONSECA, deputada do CDS-PP
ANTÓNIO FILIPE, deputado do PCP
CARLOS MATIAS, deputado do BE
FRANCISCO GUERREIRO, comissão política do PAN e assessor parlamentar do deputado André Silva

21:30
NINA POWER (bio)
Artificial intelligence, technology and the desire for slaves (sinopse)
LUÍS MONIZ PEREIRA (bio)
Inteligência artificial e ética (sinopse)

 
18 NOVEMBRO 2018

Edifício Pirâmide - Abrantes
15:00
SARA FERNANDES (bio)
Smart cities: uma perspetiva bottom-up (sinopse)
JEAN HAENTJENS (bio)
L'intelligence humaine et l'organisation de l'espace: la cité politique face à la ville service numérisée (sinopse)

17:30
FILOSOFIA: PRÉMIO DE VIDA
Eduardo Lourenço 
Encerramento

EM PARALELO

9 a 18 de novembro
FEIRA DO LIVRO DE FILOSOFIA
Biblioteca Municipal António Botto

10 de novembro
A BIBLIOTECA AO SÁBADO
Oficinas de filosofia com crianças
com Joana Rita Sousa
Humanos, demasiado humanos, “assim assim” ou nem por isso?
Biblioteca Municipal António Botto
Dos 3 aos 6 anos - 10:30
Dos 7 aos 10 anos - 11:30
Destinado a famílias e público em geral

12 a 16 de novembro
FILOSOFIA COM CRIANÇAS, com JOANA RITA SOUSA (bio)
Humanos, demasiado humanos, “assim assim” ou nem por isso? (sinopse)
Biblioteca Municipal António Botto
Escolas dos concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal

12 a 16 de novembro
FILOSOFIA COM JOVENS, com LARA SAYÃO (bio)
Parrhesía: a fala franca e o cuidado de si
Biblioteca Municipal António Botto
Escolas dos concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal

PRÉMIO JOVEM FILÓSOFO

INTERVENÇÕES DE RUA

LIVROS NAS MONTRAS

ATIVIDADES DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS DO CONCELHO DE ABRANTES



patrocinios

2017

10 NOVEMBRO 2017
Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes

17:30
Sessão de abertura pela Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges.

18.00
O regresso da história, por José Alves Jana


Cineteatro São Pedro - Abrantes
21:30
Teatro: O Diário de um louco, de Nicolau Gogol, pela Companhia de Teatro do Ribatejo

11 NOVEMBRO 2017
Centro Cultural Gil Vicente - Sardoal

15:00
CHRISTOPHE BOUILLAUD
L'Union européenne peut-elle encore devenir une fédération démocratique?
Comentador: Nelson Carvalho

17:30
CONFERÊNCIA COM JOVENS PENSADORES
Os desafios do futuro
Comentador: João Gaio e Silva

21:30
ANTÓNIO GUERREIRO
A democracia, esse tudo que é nada
NUNO LEMOS PIRES
O logos e a consciência cultural na prevenção de
conflitos

12 NOVEMBRO 2017
Edifício Pirâmide - Abrantes

15:00
ANDRÉ FREIRE
O futuro da democracia liberal e representativa
Comentador: José Rafael Nascimento

17:30
ORLANDO SAMÕES
Liberdade e Virtude contra Autoritarismos
Comentador: António Leitão

14 NOVEMBRO 2017
Edifício Pirâmide - Abrantes

21:30
Apresentação do livro Contra a Democracia, de Jason Brennan, por Mário Pissarra

15 NOVEMBRO 2017
Jardim da República

16:30
OrABRANTES: Pensar o futuro
Oratória livre por jovens abrantinos
Inscrições: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sr. Chiado - Abrantes

21:30
Filme comentado: Amanhã, um documentário de Mélanie Laurent e Cyril Dion
Comentadores: Joelle e Júlio Henriques

16 NOVEMBRO 2017
Edifício Pirâmide - Abrantes

21:30
ANTÓNIO FILIPE PIMENTEL
História, memória e cultura da paz: o papel dos museus no mundo contemporâneo
Comentador: Francisco Valente

 
17 NOVEMBRO 2017

Biblioteca Municipal António Botto - Abrantes

21:00
Recriação Histórica - A arte sem nome: diálogos filosóficos, pelo Grupo de Teatro Palha de Abrantes, baseada na obra de Maria Helena da Rocha Pereira; Hélade: antologia da cultura grega e na obra de José Manuel Heleno; Dramas: Antero, Antígona e Mon Chéri - com foco em “Antígona”
(Em versão abreviada para o terceiro milénio)

Sr. Chiado - Abrantes

22:00
Recital de canto por Anabela Duarte, acompanhada ao piano por Yan Mikirtoumov, no âmbito do programa "Goyescas", e homenagem a Francisco de Goya

18 NOVEMBRO 2017
Edifício Pirâmide - Abrantes

10:00
FARANAZ KESHAVJEE
O problema das hegemonias religiosas na construção do sujeito democrático
Comentador: José Alves Jana

15:00
JEAN-LOUIS SCHLEGEL
Pourquoi la radicalité religieuse au début du XXI° siècle?
Comentador: Mário Pissarra

17:30
KHALID D. JAMAL
O Islão no Séc. XXI: Quo Vadis?
ANSELMO BORGES
Francisco e o diálogo ecuménico e inter-religioso

21:30
ALEXANDRE HONRADO, MARCO OLIVEIRA e RACHID ISMAEL
Mesa redonda: Filosofia do impuro como matriz do diálogo

19 NOVEMBRO 2017
Edifício Pirâmide - Abrantes

15:00
ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA
O regresso dos valores - ou que valores nos restam?

ENCERRAMENTO

Iniciativas paralelas:

10 A 19 DE NOVEMBRO DE 2017
Feira do Livro da Filosofia
Biblioteca Municipal António Botto

13 A 17 DE NOVEMBRO DE 2017
Filosofia com crianças, por Joana Rita SOusa e Renata Sequeira
Biblioteca Municipal António Botto
Escolas dos concelhos de Abrantes e Sardoal

Prémio Jovem Filósofo
Intervenções de rua
Aividades das escolas secundárias do Concelho de Abrantes



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